Já estão à venda os novos cartões-postais Resende de ORo

segunda-feira, 31 de outubro de 2005


Em 'La Noche del 10', Maradona canta e dança com os convidados
(Foto Prensa Canal Trece)

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Maradona entrevista Fidel

Vai ao ar hoje mais uma edição de "La Noche del 10", programa semanal de variedades conduzido por Diego Maradona no Canal 5 da televisão argentina. A principal atração desta noite é a entrevista que o ex-jogador fez com Fidel Castro em Cuba, quando disse que Bush era um assassino e Fidel, um Deus. Por conta disso, o nosso conhecido Larry Rohter - polêmico correspondente do New York Times no Brasil - escreveu uma longa matéria sobre Maradona e seu programa, publicada hoje no principal jornal americano.

Sob o título "Depois de uma épica decadência, estrela do futebol argentino renasce na TV", Larry fala das glórias de Maradona nos gramados - "sem dúvida, o melhor jogador de sua geração" -, dos problemas com as drogas e, curiosamente (agora que ele é um entrevistador), da sua quase sempre tumultuada relação com a imprensa, lembrando casos famosos, como a vez que o argentino atirou com um rifle de ar-comprimido em repórteres que invadiram o jardim da sua casa.

Mas os jornalistas argentinos - que idolatram Maradona há 25 anos, desde que ele começou a se destacar no Boca Juniors, seu time de coração - nem se lembram mais dessa história. Preferem destacar os pontos positivos do apresentador e de seu programa, considerado simplesmente "o mais importante da televisão mundial", segundo a revista Gráfico. Para o crítico Marcelo Moreno, do jornal El Clarín, "La Noche del 10" tem a capacidade de, finalmente, revelar Maradona por inteiro. "Para nós, que aprendemos a temer e a sofrer por ele, pelo que acontece e pelo que pode vir a acontecer com ele, isso é o mais importante".

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Enquanto isso, em Brasília


Operários trabalharam quase um ano na reforma...

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... da residência oficial do Presidente da República (Fotos Agência Folha)

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Fim da reforma no Alvorada

Do Blog do Fernando Rodrigues

Hoje, 11 meses e R$ 18,4 milhões depois, o Palácio da Alvorada ficou pronto para receber os Lulas. Agora, o presidente e dona Marisa devem reocupar a residência oficial. Vão acompanhar o escândalo do "mensalão" com mais conforto.

Pitaco do RA: Sei não, mas acho que com uma verba de quase 18 milhões e meio e quase um ano de trabalho, dava para construir outro palácio novinho em folha!

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Os camaradas José Dirceu e Fidel
(Foto Revista Veja)

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Cofrinho cubano

A cientista política Lucia Hippolito disse - em seu comentário de hoje na CBN - que boa parte da imprensa (e de gente que entende do assunto) acredita que o dinheiro mencionado por Veja não seria cubano, mas do próprio PT.

Segundo essas suspeitas, em vez de depositar as doações ilegais em paraísos fiscais do tipo Suíça ou ilhas Cayman, o PT teria preferido depositar num cofrinho em Cuba, que conta com a confiança total de José Dirceu.

Aí, quando foi necessário lançar mão dos recursos aqui no Brasil, ou, como se diz no mercado financeiro, "internar" o dinheiro, recorreu-se ao conto de fadas do "ouro de Cuba". Igualzinho ao "ouro de Moscou" de outros tempos.

Pitaco do RA: Faz sentido.

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O PT e o dinheiro estrangeiro

Trecho final do comentário de Lucia Hippolito na CBN:

É compreensível que, antes da queda do Muro de Berlim, o PT partilhasse da idéia internacionalista de "trabalhadores do mundo inteiro, uni-vos". Portanto, receber doações de um partido estrangeiro mais abonado não tinha nada de reprovável. Tudo fazia parte da grande revolução proletária internacional.

Acontece que o Muro de Berlim caiu em 1989, e alguém precisa avisar o PT. Além disso, as leis brasileiras proíbem expressamente doações estrangeiras a partidos políticos.

Até quando o PT vai zombar das leis, vai achar que caixa dois é apenas um erro, que receber dinheiro estrangeiro faz parte da cultura local e que tudo não passa de uma conspiração das elites contra um presidente operário?

Publicado hoje no Blog do Noblat (link nos Favoritos do RA).

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domingo, 30 de outubro de 2005

Imagens de um domingo cinzento


Em Campos Elíseos...

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... e em Copacabana

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Voltando da capital

Depois de passar a noite no Rio (onde fui buscar minha irmã e uma amiga que chegaram de Buenos Aires), estou de volta à redação do RA, num domingo sem sol e sem sal. Não vou nem postar as tradicionais manchetes, pois imagino que - a essa hora - todos já leram os seus jornais. Em relação às revistas, a mais interessante da semana (a meu ver) é a Veja, com sua explosiva matéria sobre os dólares que vieram de Cuba diretamente para os cofres do PT (tá tudo explicadinho aí embaixo, desde ontem).

Caso essa história seja verdadeira (e tudo indica que é), poderíamos até pensar na inusitada hipótese de que o comandante Fidel tenha contribuído (mesmo indiretamente) para o mensalão da base aliada! Impossível? Sei não, mas depois de tudo o que eu já li, vi e ouvi sobre essa descomunal lambança petista, tudo é possível. Até a compra de deputados com dólar comunista.

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sábado, 29 de outubro de 2005

Agora o bicho vai pegar!


Edição que começa a circular hoje nas capitais

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Campanha de Lula recebeu dinheiro de Cuba

Trecho de matéria da revista Veja

A grande interrogação ainda não respondida sobre o escândalo que flagrou o governo e o PT num enorme esquema de corrupção é a seguinte: afinal, de onde veio o dinheiro que abasteceu o caixa dois do partido?

Essa é a pergunta que intriga as comissões parlamentares de inquérito e as investigações policiais. Pode ser que os recursos clandestinos do PT tenham vindo de uma única fonte, mas o mais provável, dada a fartura do dinheiro, é que tenham origem em várias fontes.

Uma investigação de VEJA, iniciada há quatro semanas, indica que uma das fontes foi Cuba. Sim, a ilha de Fidel Castro, onde o dinheiro é escasso até para colocar porta ou filtro de água nas escolas, despachou uma montanha de dólares para ajudar na campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. A apuração de VEJA descobriu que:

• Entre agosto e setembro de 2002, o comitê eleitoral de Lula recebeu 3 milhões de dólares vindos de Cuba. Ao chegar a Brasília, por meios que VEJA não conseguiu identificar, o dinheiro ficou sob os cuidados de Sérgio Cervantes, um cubano que já serviu como diplomata de seu país no Rio de Janeiro e em Brasília.

• De Brasília, o dinheiro foi levado para Campinas, a bordo de um avião Seneca, acondicionado em três caixas de bebida. Eram duas caixas de uísque Johnnie Walker, uma do tipo Red Label e outra de Black Label, e uma terceira caixa de rum cubano, o Havana Club. Quem levou o dinheiro foi Vladimir Poleto, um economista e ex-auxiliar de Antonio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto.

• Em Campinas, o dinheiro foi apanhado no Aeroporto de Viracopos por Ralf Barquete, também ex-auxiliar de Palocci em Ribeirão Preto. Barquete chegou a bordo de um automóvel Omega preto, blindado, dirigido por Éder Eustáquio Soares Macedo. De Viracopos, o carro foi para São Paulo, para deixar as caixas no comitê de Lula na Vila Mariana, Zona Sul da capital paulista, aos cuidados do então tesoureiro Delúbio Soares.

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Uma tempestade de raios...


... ilumina o céu no início da noite de ontem em Resende

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Enquanto isso, na capital


A avenida Maracanã, na Tijuca...

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... tão alagada quanto a rua do Catete
(Fotos Globo Online)

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sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Banco 'online' ganha popularidade

Publicado no Canal Executivo

A mais recente pesquisa da Global Market Insite, Inc (GMI) envolveu 17,5 mil consumidores em 18 países e constatou que a maioria dos europeus utiliza sistemas de banco online, com destaque para Holanda, Alemanha e Dinamarca. O Brasil ocupa a sétima colocação, com 41% de usuários. Os Estados Unidos e o Japão se posicionam no 10º e 11º lugares, respectivamente, com 38% e 30%.

O serviço bancário online vem ganhando cada vez mais popularidade no mercado, sobretudo com o aumento dessa oferta no exterior – como o ING Direct (banco virtual vinculado ao grupo ING, reconhecido na Europa e nos Estados Unidos) e o Emigrant Direct (divisão do Emigrant Savings Bank, famoso banco virtual americano). Comparando com as instituições bancárias tradicionais, estes serviços virtuais oferecem rendimento muito superior nas contas de poupança; uma diferença de 3,5%.

Entretanto, a falta de confiança na segurança nesse sistema pode ser uma das razões pela qual o serviço ainda não decolou firmemente em países como os Estados Unidos. Explica-se: quase dois milhões de norte-americanos tiveram suas contas invadidas por hackers em 2004, de acordo com um recente estudo da Gartner (empresa americana de análises).

Os países posicionados no topo do ranking da pesquisa, Alemanha e Holanda, possuem medidas de segurança fortalecidas com políticas de identificação "two-factor" (mais de uma senha para se conectar à conta), o que gera mais conforto e segurança aos usuários. Nesses países, alguns bancos já estão pedindo um terceiro número de identificação aos seus clientes.

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Imagens do paraíso tropical


A exuberante Floresta Amazônica...

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... e o caudaloso Rio Amazonas (Fotos Reuters)

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Maradona diz que Bush é assassino

Trecho de matéria da France-Presse, publicada no UOL Notícias

O ex-jogador Diego Maradona entrevistou nesta quinta-feira o presidente de Cuba, Fidel Castro, em Havana, para seu programa de TV, o "La Noche del 10". Durante o programa, o ídolo argentino criticou duramente o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o chamou de "assassino". Ele contestou a presença do líder norte-americano na Cúpula das Américas, em Mar del Plata, na próxima semana, e disse ainda que vai liderar os protestos contra ele na Argentina.

"Na Argentina tem gente que é contrária à presença de Bush, e eu sou o primeiro. Ele nos fez muito mal. No meu humilde modo de pensar, acredito que é um assassino", disse Maradona no programa Mesa Redonda.

Sobre sua vontade de liderar as manifestações anti-Bush em Mar del Plata, Maradona disse que os cidadãos argentinos não podem tolerar sua presença. "Pisa em nós, e ainda temos que aturá-lo. Vamos concordar com isto? Eu e muitos argentinos não".

O líder cubano Fidel Castro elogiou a atitude de Maradona e disse que "quem preside o império é 'persona non grata' na Argentina" e não pode pretender "ser recebido com aplausos ou canções de amor", ainda que "este hospitaleiro país não vá se rebaixar usando a violência".

Protestos contra a presença de Bush estão marcados em pelo menos mil cidades da Argentina na próxima semana.

Pitaco do RA: Eu que nunca fui lá muito fã do jogador Maradona (por sua arrogância tipicamente argentina de se achar o melhor do mundo, mesmo que seja), tenho sido obrigado a rever meus pré-conceitos em relação ao cidadão Diego. Em seu programa de televisão "La Noche del 10" - que, justiça seja feita, é muito bom - Maradona passa a imagem de um sujeito cordial, alegre, simpático, bem informado e inteligente, entrevistando personalidades internacionais das mais diversas áreas.

Do Brasil, ele já recebeu Pelé (no programa de estréia, com todas as honras devidas ao Rei na 'Noite de Deus') e Xuxa, de quem é um fã 'apasionado'. Alguma vez já convidaram o Maradona para um programa de televisão brasileiro? Jô Soares, Marília Gabriela ou, mesmo, Hebe Camargo? Nenhum registro nos arquivos do RA.

Pois bem. Enquanto a visita do infame Bush deve acontecer sem maiores problemas no pacato Brasil, na Argentina o bicho vai pegar! E iria de qualquer maneira, mesmo sem as declarações do Maradona ao Fidel. Isso porque lá, o bicho sempre pega, seja por causa dos políticos, da inflação, dos ingleses nas Malvinas, do desemprego ou de qualquer coisa que incomode os nossos esquentados vizinhos. A pasmaceira é o preço que pagamos por viver em um país tropical, abençoado por Deus.

Retomando o fio da meada, Maradona é, a partir de agora, 'una persona gratíssima' no RA. Não por ter sido um gênio do futebol (como de fato foi), mas por ter a coragem de dizer coisas - em rede internacional, já que seu programa é assistido em diversos países - que nenhuma personalidade brasileira (do esporte, da música, da literatura ou da política) jamais ousou esboçar diante de um microfone. Grande Maradona!

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quinta-feira, 27 de outubro de 2005


O presidente Lula já pode se comparar à John Kennedy

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A Marilyn de Belém

Acabei de ver agora nas sensacionais Megeras Magérrimas (link obrigatório nos Favoritos do RA) e não resisti em pegar emprestados o comentário (das Megeras) e a foto da Fafá de Belém cantando 'Parabéns pra você' pro Lula:

Cada presidente tem a Marylin Monroe que merece!

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A bela Catherine Zeta-Jones


Empunhando um taco de golfe no País de Gales...

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... e uma espada no filme 'A lenda do Zorro'

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As melhores capitais do Brasil para se viver:

1. Brasília (DF): 113,52%.
2. Vitória (ES): 62,74%
3. Curitiba (PR): 42,48%
4. Belo Horizonte (MG): 39,59%
5. Palmas (TO): 36,30%
6. Goiânia (GO): 36,14%
7. Florianópolis (SC): 34,84%
8. Porto Alegre (RS): 34,52%
9. Campo Grande (MS): 32,12%
10. Rio de Janeiro (RJ): 20,50%
11. São Paulo (SP): 18,91%
12. Aracaju (SE): 8,62%
13. Salvador (BA): 1,09%
14. Natal (RN): 0,65%
15. Fortaleza (CE): -3,03%
16. João Pessoa (PB): -5,52%
17. Cuiabá (MT): -9,94%
18. Recife (PE): -10,36%
19. Teresina (PI): -13,61%
20. Boa Vista (RR): -20,56%
21. Maceió (AL): -26,64%
22. Manaus (AM): -30,15%
23. Macapá (AP): -36,22%
24. São Luís (MA): -36,53%
25. Porto Velho (RO): -49,21%
26. Belém (PA): -60,74%
27. Rio Branco (AC): -64,94%

Fonte: Fundação Getúlio Vargas

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Cissa Guimarães, 48 anos


Na revista Sexy, em todas as bancas

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Apoio amplo e irrestrito ao Zé Dirceu

Personalidades que assinaram manifesto contra a sua cassação:

antonio abujamra (dramaturgo) - antonio grassi (ator) - augusto boal (autor e diretor teatral) - claudio tozzi (pintor) - dalmo dallari (jurista) - emir sader (cientista político) - fernando lyra (advogado) - fernando morais (escritor) - flávio tavares (jornalista e escritor) - gianfrancesco guarnieri (ator e escritor) - guilherme fontes (ator e cineasta) - hildegard angel (jornalista) - jards macalé (músico) - josé de abreu (ator) - luciano coutinho (economista) - lucy barreto (produtora de cinema) - luiz carlos barreto (cineasta) - luiz fernando emediato (jornalista e editor) - luiz gonzaga belluzzo (economista) - oscar niemeyer (arquiteto) - osmar prado (ator) - paulo betti (ator) - paulo caruso (cartunista) - paulo thiago (cineasta) - pedro paulo sena madureira (editor) - ricardo kotscho (jornalista) - tizuka yamasaki (cineasta) - wagner tiso (músico) - zélio alves pinto (artista plástico) - ziraldo (cartunista).

Pitaco do RA: Olha, sempre tive o maior respeito por alguns dos nomes acima - Niemeyer, Guarniere, Abujamra, entre outros - mas, nesse imbróglio que o Zé se meteu, só posso dizer o que sempre disse:

Eu repilo!

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quarta-feira, 26 de outubro de 2005


Um lançamento oportuno

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Como conseguiram pegar o Maluf

Release da Livraria Saraiva

Já está à venda, nas melhores livrarias, "O Dinheiro Sujo da Corrupção - Por que a Suiça Entregou Maluf", livro de Rui Martins, que conta como o político, ex-governador e ex-prefeito de São Paulo, Paulo Salim Maluf foi preso pela Polícia Federal, acusado de usar seu poder para impedir as investigações sobre a fantástica quantia de dinheiro que teria desviado dos cofres públicos e colocado em contas secretas no exterior, principalmente na Suíça.

O livro esclarece como funcionam estas contas na Suíça, nos paraísos fiscais e nos bancos que ajudam a lavar o dinheiro da corrupção, do tráfico de drogas e do terrorismo. Foi o combate a estas atividades criminosas que permitiu às autoridades suíças informarem às brasileiras que membros da família Maluf tinham, sim, contas secretas, transferidas posteriormente para a ilha de Jersey, um paraíso fiscal.

Autoritário, egocêntrico, personalista, Maluf só foi eleito de fato uma vez - para prefeito de São Paulo, graças aos truques do publicitário Duda Mendonça - e até recentemente era o fortíssimo líder de um grupo político que representava a tendência que assumiu seu próprio nome, o malufismo.

Foram as facilidades de cruzamento de dados, possibilitado pela evolução da informática, as pressões governamentais junto aos bancos e o fato de, no Brasil, alguns políticos se considerarem, enquanto no poder, donos da coisa pública, sem cuidado com seus atos ilícitos, que levaram à desgraça de Paulo Maluf.

O lançamento é da Geração Editorial (preço sugerido: R$ 28,00).

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PT pode ser indiciado pelo IBAMA

Por ter abatido ontem um tucano em plena selva de Brasília, o Partido dos Trabalhadores corre o risco de responder judicialmente por crime ambiental. A seu favor, apenas o fato de que não se trata de uma ave em extinção, já que os tucanos ainda ocupam uma boa parte do Planalto Central e podem ser encontrados em todas as regiões do país. No entanto, como a espécime abatida era líder nacional do bando, espera-se um violento ataque das aves de bicos grandes aos caçadores barbudos.

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Brasil: nove anos de oportunidades perdidas

Trecho de comunicado à imprensa divulgado ontem em Genebra:

A Anistía Internacional tornou público hoje um documento em que expressa grande preocupação pelo elevado número de homicídios de agentes da polícia, o uso generalizado da tortura e de maus tratos, assim como os ataques contra defensores dos direitos humanos que continuam sendo produzidos no Brasil.

O documento foi entregue ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, que irá examinar o segundo informe periódico do Brasil sobre a aplicação neste país do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos.

Quase uma década depois da apresentação do primeiro informe do Brasil ao Comitê de Direitos Humanos, este iniciará amanhã outro exame da situação dos direitos políticos e civis neste país. Em sua informação, a Anistia Internacional lamenta que as autoridades brasileiras não tenham garantido a proteção dos direitos humanos fundamentais de toda a população desde 1996.

Para ler todo o comunicado (em inglês ou espanhol), clique aqui.

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terça-feira, 25 de outubro de 2005


Homer se diz surpreso e honrado com a escolha

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Homer Simpson é eleito um dos homens da década

Da Folha Online

O glutão Homer Simpson, pai de Lisa, Bart e Maggie da famosa animação da TV, "Os Simpsons", foi eleito um dos dez grandes homens desta última década pela revista "Men's Health". Além do personagem da ficção, estão na lista o chef Jamie Oliver, o ciclista Lance Armstrong, o escritor Ian McEwan, Damon Albarn, vocalista do Blur, entre outros.

"Estas pessoas usaram seus talentos para mudar o mundo, mais do que chamar a atenção para si", argumentou Morgan Rees, editor da revista.

Para o jornalista, Homer é especial porque ensinou uma geração a lidar melhor com o desafio da paternidade e vencê-lo.

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Cheque misterioso (e poderoso)

Por Cesar Maia (via e-mail)

A cópia de um "poderoso" cheque está nas mãos de um órgão de imprensa. Falta apenas decisão para publicá-lo. Mexerá com as eleições de 2006, quando dado a público.

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Bush mentiu, eu morri (Foto L.A. Times)

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Mensagem emocional

Publicado no Los Angeles Times

Uma imagem representando um soldado americano morto pende do alto de uma casa em Sacramento (Califórnia). O boneco tem sido repetidamente vandalizado, mas o proprietário Stephen Pearcy repara todos os estragos. Ele diz que o boneco só será retirado quando os EUA deixarem o Iraque.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Lula, golpeado por las armas

El domingo, el 64% de los brasileños votó a favor de seguir usando armas. El resultado, espectacular e inesperado en esas dimensiones, donde el sí ha perdido en todos los Estados sin excepción y en algunos, como en Río Grande do Sul con la cifra record del 87%, ha significado, según afirmaban ya todos los analistas políticos del país, que los ciudadanos no confían en que el Gobierno y el Estado sean capaces de defenderles, y por eso prefieren poder seguir armados.

La desconfianza creciente en Lula y su Gobierno quedó reflejada en una encuesta divulgada el mismo domingo, según la cual, la popularidad de Lula sigue cayendo por causa de los escándalos de corrupción que han salpicado al Gobierno y a su Partido de los Trabajadores (PT).

En opinión de Lucía Hipólito, experta en ciencias políticas, el referendo fue en realidad "un plebiscito contra el poder público", que reflejó el malestar que existe en Brasil.

También hay que añadir que caló hondo en la opinión pública que el sí al referéndum signficaba un recorte de las libertades privadas. Generalmente, explican hoy los sociólogos, los referendos en todo el mundo suelen ser para "ensanchar" libertades y no para "recortarlas".

Trecho de matéria publicada hoje no jornal El País.

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Frase de segunda

"Existem políticos melhores e piores. É nesse sentido que o erro do Lula é mais grave do que o do Maluf. Porque do Maluf você espera, do Lula, não".

Do cineasta João Moreira Salles - autor do documentário 'Entreatos', sobre a campanha de Lula -, em entrevista na Folha Online hoje.

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Leitura de Antígona

O grande Lu Gastão avisa:

Hoje, segunda-feira (dia 24) acontece, na Casa da Cultura Macedo Miranda, a leitura da peça "Antígona", de Sófocles, dentro do Ciclo de Leituras Dramatizadas organizado pela Anna Zelma.

A entrada é franca, e o horário, oito da noite.

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A telejornalista na redação do SBT Brasil
(Foto de divulgação)

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A 'difícil e exclusiva' missão de Ana Paula Padrão

No início do mês, correu a notícia de que a apresentadora Ana Paula Padrão estava embarcando para a Coréia do Norte, onde permaneceria 10 dias realizando matérias especiais - e exclusivas - para o seu telejornal no SBT. Muitos coleguinhas festejaram o acontecimento como se fosse uma grande vitória do jornalismo brasileiro, já que a Coréia do Norte é um dos países mais fechados do mundo. E tome-lhe parabéns à bela Padrão - e ao Sílvio patrão - pelo inédito visto no passaporte, "depois de meses de intensa negociação entre o SBT e o governo comunista norte-coreano", nas palavras do repórter Pedro Venceslau, do Portal Imprensa.

Muito bem. No dia 18 (terça-feira), já de volta da arriscada missão, Ana Paula dá uma entrevista à repórter Andréia Takano do site
O Fuxico, contando como tinha sido a viagem:

“Tudo foi muito árduo. Tivemos dificuldade para conseguir o visto. O governo dificulta em muitas coisas. Para se ter uma idéia, assim que chegamos, nossos passaportes foram confiscados. Estávamos em três pessoas - eu, minha editora e um cinegrafista -, éramos vigiados e fomos acompanhados por quatro pessoas ligadas ao governo. Dia e noite. Eles nos seguiam mesmo! Tudo o que queríamos fazer teria de passar por eles. Muitos pedidos meus foram negados, mas posso dizer que conseguimos um material vasto, que poucos jornalistas até hoje conseguiram. Fomos, por exemplo, na fronteira que a Coréia do Norte faz com a Coréia do Sul. Foi impressionante”, conta Ana Paula.

Tudo continuaria muito bem se na última quarta-feira (dia 21), eu não tivesse esbarrado em uma matéria do jornalista Bruce Wallace - no site do
Los Angeles Times - entitulada "Coréia do Norte marca o 60º aniversário - A nação festeja e abre a porta para alguns estrangeiros". Bruce também esteve por lá (a exemplo de vários outros jornalistas ocidentais, entre eles, nossa Ana Paula Padrão) e dá a sua versão para a viagem:

"Existe hoje na capital Pyongyang a rara visão de estrangeiros sendo conduzidos dos lobbies dos hotéis aos ônibus de turismo. Um dos mais fechados países da Terra dá as boas vindas a algumas centenas de turistas no Arirang - o seu estádio de shows, música e ginástica - para a celebração de supostas vitórias sobre japoneses e americanos imperialistas. Os presentes de aniversário - eletricidade (ligada provisoriamente para iluminar monumentos e prédios históricos) e convites (para os turistas/jornalistas) - são uma maneira ostensiva de marcar os 60 anos do Partido dos Trabalhadores Coreanos e da família Kim no poder. Mas são também um esforço das lideranças norte-coreanas para fortalecer o controle interno e a imagem externa, quando o país se prepara para mais uma rodada de negociações a respeito de seu discutido programa de armas nucleares."

Alguns parágrafos adiante, Bruce Wallace explica as dificuldades que ele - e todos os colegas jornalistas - enfrentaram para realizar os trabalhos de reportagem (as mesmas enfrentadas por Ana Paula Padrão):

"Kim Jong II não fala sobre os avanços, e os estrangeiros que vivem na Coréia do Norte - algumas poucas centenas - dizem ter só uma tosca leitura das intenções do regime. Visitantes têm uma visão ainda mais limitada, escoltados em quase todos os lugares por vigilantes do governo que determinam para onde as câmeras podem ser apontadas e com quais cidadãos podem falar. 'Todos vão dizer a mesma coisa', diz a guia e intérprete Paek Su Ryon ao grupo de jornalistas ocidentais, enquanto ela se prepara para traduzir mais uma tentativa de fazer um norte-coreano falar".

Resumo da opereta: a "exclusiva" e badalada viagem da Ana Paula Padrão aconteceu graças a um amável convite do ditador Kim Jong II a empresas jornalistícas de diversos países, com a finalidade de mostrar ao mundo os avanços alcançados nos sessenta anos de vida da Coréia do Norte depois da separação da Coréia do Sul. Isso, na minha época de jornal, chamava-se "Famtur", que pode ser traduzido por "viagem de cortesia para jornalistas em troca de matérias de divulgação, de preferência, exaltando os pontos positivos do local visitado".

E aí, cabe a pergunta: porque fazer de conta que a viagem da Padrão foi um grande feito solitário, cheio de perigos e obstáculos, negociado durante meses? É que no jornalismo, tudo o que é exclusivo (ou arriscado ou difícil ou os três juntos) vale mil vezes mais do que um mero diário de viagem em grupo (mesmo para a Coréia do Norte). Sendo assim, como dizer ao público que nos Famturs não existem furos de reportagem, já que (como disse Bruce Wallace) todos ficam juntos o tempo todo, à mercê dos guias (e tradutores) que os acompanham a todos os lugares e só mostram aquilo que deve ser mostrado? Como dizer que o único risco que se corre nessas viagens é o de torcer o pé ao descer do ônibus ou passar mal depois de experimentar um prato exótico num restaurante de luxo (tudo bancado pelos anfitriões)?

É óbvio que toda essa presepada teve como finalidade promover o telejornal SBT Brasil, que não consegue ultrapassar os 10 pontos de audiência, mesmo já tendo mudado de horário uma vez desde a sua estréia no dia 15 de agosto. Mais uma prova de que na acirrada guerra do Ibope vale qualquer coisa, até enganar o público que não tem acesso à verdade escondida nos meandros da Grande Rede.

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Temporal no Rio e tremores em São Paulo

Para quem está pensando em dar uma chegadinha hoje na capital, o Infotempo informa:

A chuva forte que atinge a Capital Carioca desde a madrugada desta segunda-feira já deixou diversos pontos de alagamentos pela cidade, com algumas avenidas e ruas permanecendo intransitáveis, o que está complicando o trânsito.

De acordo com o levantamento feito pela Defesa Civil Estadual, os temporais foram mais intensos nos bairros das zonas Sul, Norte e Oeste, e a recomendação é para que os motoristas evitem estas áreas no período da manhã.

Os maiores congestionamentos atingem as redondezas das avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa, além do túnel Rebouças. Já no Jardim Botânico, o transbordamento do rio Maracanã inundou diversas pistas.

Enquanto isso, ontem em São Paulo:

Tremores de terra foram sentidos na noite de domingo por moradores da zona norte de São Paulo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o primeiro chamado foi recebido por volta das 22h15, mas não houve vítimas e nenhum imóvel da região atingida sofreu abalos em sua estrutura.

Os abalos foram registrados nos bairros do Tremembé, Mandaqui, Tucuruvi, Vila Albertina e Santana, além da região do Horto Florestal. A Defesa Civil Municipal afirma ter recebido cerca de cem ligações, mas a maioria solicitava apenas informações sobre o tremor.

Publicado no UOL Notícias

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Sensualidade e elegância


Daine no solo em Stuttgart e modelo na passarela em Los Angeles
(Fotos Agências EFE e Reuters)

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domingo, 23 de outubro de 2005

O grande Júnior Baiano

Por favor, alguém me ajude:

Existe no mercado alguma estatística sobre as barbaridades cometidas freqüentemente por esse grande (mais de 1,90m) zagueiro do Flamengo? Número de faltas violentas, de cartões amarelos, de expulsões, de passes errados e, principalmente, de gols contra?

Cartas para a redação (às vezes) rubro-negra.

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O não venceu o sim com quase 2/3 dos votos válidos
(Foto AFP)

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Fim de papo

Resultado final do referendo:

Não - 56.560.056 votos (63,95%)
Sim - 31.877.093 votos (36,04%)
Brancos - 1.278.146 votos (1,10%)
Nulos - 1.528.861 votos (1,67%)
Abstenção - 24.995.216 votos (21,50%)

Voltamos à nossa programação normal.

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A frase do dia

"Happiness is a warm gun" (John Lennon).

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Manchetes do dia do sim ou não

O Globo: "Endurecimento da lei penal já começa a ser discutido" - Referendo motivou amplo debate sobre segurança pública e pode levar a novas consultas - Segundo Caderno: "Érika Mader. sobrinha de Malu, estréia na TV em Mandrake" - O Globo Revista: "Vem aí a vacina contra o câncer" - Revista da TV: "Emissoras estão apostando alto no 'boom' de novelas".

Jornal do Brasil: "Referendo 2005" - 122 milhões de brasileiros decidem a venda de armas e munições - Caderno B: "O corpo das mulheres é desarmado" (Heloneida Stuart) - Revista Domingo: "Copacabana redescobre os cariocas" - Boa Viagem: "Na terra dos faraós" - Ícone do turismo arqueológico, o Egito é um banquete de roteiros místicos.

Folha de São Paulo: "Avaliação do governo mantém queda" - Taxa de reprovação da gestão Lula é igual à de aprovação, mas presidente reduz desvantagem para Serra na simulação do 2º turno - Ilustrada: "Entrevista com o vampiro" - O diretor Ivan Cardoso, que exibe dois filmes, sendo um inédito, em São Paulo - Revista da Folha: "Ainda vou morrer pela Mancha e ficar famoso" (Diogo Lima Borges, 23) - E assim foi.

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A gripe do frango, o pós-referendo e as mínimas do Pelé

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Sob a proteção de Fernanda e Camila

Do grande Millôr na Veja desta semana:

"Vou votar pelo NÃO. Na certeza de que, vencendo o SIM, ao ser assaltado, estarei imediatamente protegido pelo carinho de Fernanda Montenegro e Camila Pitanga. Meu sonho, enfim, realizado."

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'Artistas são vaidosos demais para admitir erro'

Trecho da entrevista de Fagner à revista Veja desta semana:

Independente, rebelde e briguento, o cantor e compositor Raimundo Fagner diz que os artistas brasileiros se dobraram à ditadura do "politicamente correto".

Veja – Recentemente, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o senhor criticou os artistas que apóiam publicamente o desarmamento dizendo que são todos "maria-vai-com-as-outras". O que quis dizer com isso?

Fagner – Quis dizer que artistas costumam agir em bando, só seguindo a manada. Querem sempre ser "bonzinhos", "de esquerda", "do bem" – e, muitas vezes, nem refletem sobre o que estão dizendo. Esse referendo sobre o desarmamento – que eu acho, antes de tudo, inoportuno – é um exemplo. Tenho certeza de que muitos atores e cantores são contra o desarmamento. Mas você acha que eles têm coragem de ir à TV dizer isso? Têm medo de parecer politicamente incorretos. Fiquei louco quando vi aquele monte de artistas posando de anjinhos ao lado do SIM. Eles deveriam era botar a cara na televisão para exigir explicações do presidente. Afinal, foram eles que colocaram o Lula lá. Só que, agora, não têm coragem de vir a público dizer que estão decepcionados com ele.

Veja – E por que não teriam essa coragem?

Fagner – Porque artista é vaidoso demais para dizer que errou. O resultado é este: fica o presidente de um lado, dizendo que não sabia de nada, e os artistas, que o elegeram, de outro, sem acreditar nessa balela, mas sem peito para botar a boca no trombone.

Veja – De quem o senhor está falando?

Fagner – De Gilberto Gil, que está lá, junto de Lula. De Caetano Veloso, que está calado. De Chico Buarque, que só declarou que está triste. O que se passa na cabeça de uma Fernanda Montenegro, que não diz nada numa hora dessas? A vida toda eu apoiei, no Ceará, o (hoje ministro) Ciro Gomes e o (hoje senador) Tasso Jereissati. Se um dia aparecer alguma ladroagem de um dos dois, eu vou ser o primeiro a falar.

Veja – De que forma esses artistas deveriam se manifestar, na sua opinião?

Fagner – Você já imaginou o impacto que poderia ter uma carta pública de Chico Buarque para o presidente Lula? E já imaginou se o Zezé Di Camargo falasse alguma coisa? Mas ele não fala. Está sem tempo e também tem umas dívidas para receber do PT. No lugar deles, vem essa filósofa, Marilena Chaui, defender o indefensável. Assisti a uma entrevista dela outro dia. Durante duas horas ela ficou nesse negócio de "filosoficamente falando". Parecia que no dicionário dela não existia a palavra "corrupção". E fica um bando de abestados achando ótimo o que ela diz."

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sábado, 22 de outubro de 2005

Somos RAdicalmente contra*:

I . A proibição da venda de armas e munições (com o devido registro do comprador, que deve ser maior de idade e ter ficha limpa na polícia)

II. A proibição da venda de drogas para maiores de idade (como acontece com as bebidas, que também viciam e matam)

III. A proibição do aborto (em qualquer circunstância)

IV. A proibição dos jogos de azar (cassinos, bingos, bicho e correlatos)

V. A proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo (no civil e no religioso)

VI. A proibição da pena de morte para crimes hediondos (como o caso Tim Lopes)

VII. A proibição da eutanásia (quando não há mais o que fazer)

VIII. A proibição do voto facultativo em eleições, plebiscitos ou referendos (sejam quais forem)

Art. único: Revogam-se as disposições em contrário.


* Reprodução de post publicado no dia 08 de outubro.

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Perguntas de um anônimo e solitário admirador

Ando incomodado com o apoio de artistas e personalidades que sempre admirei à proibição da venda de armas. E fico aqui sozinho, diante da
tela do computador, matutando: por que agora estamos em lados opostos?

Será porque eu acho que, num país onde as leis mais elementares nunca são respeitadas, a realização de um referendo como esse é pura perda de tempo (e de dinheiro), já que não trará benefício algum à população, que precisa - muito antes de ser obrigada a opinar sobre assunto tão controverso - de educação, segurança, comida e emprego?

Será porque eu acho que, depois de proibidas, as armas irão se transformar em lucrativas mercadorias de traficantes, a exemplo das drogas?

Será porque eu acho que quando as armas se tornarem mercadorias ilegais haverá sangrentas disputas entre gangues pelo controle do tráfico como acontece hoje com as drogas?

Será porque eu acho que com a polícia corrupta (pelo menos, em grande parte) que nós temos, a venda de armas continuará sendo feita clandestinamente em todas as cidades, apesar da proibição?

Será porque eu acho que se houvesse um cadastramento efetivo dos proprietários (e/ou portadores) de armas de fogo - renovado ano a ano, como acontece com o cadastro de contribuintes isentos do Imposto de Renda - não haveria necessidade da proibição da venda de armas e, muito menos, de referendos?

Será porque eu acho que se não é possível um cadastramento efetivo de todas as armas existentes no país é também muito pouco provável que a simples proibição acabe realmente com o comércio de armas e de munições?

Será porque eu acho que o Brasil real - do interior de Minas, do Tocantins, de Goiás, do Mato Grosso, de Pernambuco ou do Amazonas - é muito diferente da sofisticada e politicamente correta zona sul carioca, endereço da maioria dos artistas apoiadores do sim?

Será porque eu acho que a sofisticada e politicamente correta zona sul carioca se espelha nos valores do Primeiro Mundo, mesmo vivendo em um dos países mais corruptos, injustos e violentos do planeta?

Será porque eu acho que a adesão maciça dos popularíssimos artistas globais à proibição da venda de armas vai contra os princípios de uma campanha isenta e imparcial?

Será porque eu acho que é, no mínimo, suspeito que as poderosas Organizações Globo - televisão, rádios, jornais, Internet, livros e revistas (vide Época) - trabalhem tão ostensivamente a favor do sim apenas por uma questão humanitária?

Será porque eu acho que existem proibições de mais - e justiça de menos - neste nosso rico país de pessoas pobres, ignorantes e, cada vez mais, indefesas?

Será, finalmente, porque eu acho que cada um tem o sagrado direito de fazer o que quiser de sua vida, como comprar ou não uma arma e, em caso afirmativo, correr o risco de um dia usá-la indevidamente e acabar na prisão ou no cemitério?

Diante de tudo isso, reafirmo: o meu sim é para o não.

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Imagem da equivocada campanha do "sim"


40 mil cruzes de isopor jogadas na Lagoa Rodrigo de Freitas (Reuters)

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Jornalistas votam "não" amanhã

Publicado no site Comunique-se

A maioria dos jornalistas vai votar contra a proibição do comércio de armas de fogo e munição no País. Esse era o resultado de uma pesquisa realizada pelo Comunique-se junto a profissionais que trabalham em redações e assessorias de imprensa até às 20h10min desta sexta-feira.

A idéia é saber o que pensam os formadores de opinião a respeito do referendo do dia 23/10. Exatamente 2.183 pessoas responderam até o fechamento desta matéria, sendo que 1.121 delas afirmam que vão votar "Não" à proibição do comércio em questão. Ainda há pessoas respondendo a enquete.

Foram feitas três perguntas aos entrevistados:

1. Você acha que a realização deste referendo é:

( ) Importante

( ) Perda de tempo

2. Independente da resposta anterior, sobre a proibição da venda de armas você:

( ) digo SIM, a venda de armas deve ser proibida

( ) digo NÃO, quem quiser comprar uma arma deve ter esse direito

3. De acordo com sua resposta anterior, escreva algumas linhas sobre o que te faz pensar assim.

Para 1.238 jornalistas, o referendo é uma perda de tempo, enquanto 945 acham importante a pesquisa.

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Datafolha aponta vitória do "não" com 57%

Da Folha Online

Pesquisa Datafolha divulgada na edição deste sábado da Folha mostra que o "não" deve vencer o referendo sobre a proibição do comércio de armas de fogo e munição que acontece no domingo (23).

De acordo com o Datafolha, o "não" à proibição tem 57% das intenções de voto, enquanto o "sim" conta com 43%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O Datafolha ouviu 2.086 pessoas entre as últimas quinta e sexta-feira, em 151 municípios de todo o país. O resultado mostra uma completa virada em relação ao apurado três meses atrás, quando o Datafolha apontava que oito em cada dez brasileiros defendiam o "sim" ao veto à venda de armas e munição.

A pesquisa mostra que 81% dos entrevistados da região Sul devem votar no "não", enquanto 19% votam no "sim". Já no Nordeste, o "sim" vence o "não" por 53% a 47%.

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Após apoiar "sim", Lula diz que voto é secreto

Da Folha Online

Mesmo depois de já ter publicado um artigo em que defendia o "sim" no referendo de amanhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou por duas vezes ontem declarar se vai votar a favor ou contra a venda de armas no país.

"O voto não é secreto?", falou Lula, depois de ser questionado se votaria "sim" ou "não". Antes, já havia se esquivado da questão de um repórter sobre o tema. "Primeiro me diz em quem você vai votar", disse o presidente a um repórter, que respondeu a Lula que não era de Brasília e por isso não votaria amanhã.

Lula não deu entrevista e respondeu às duas perguntas de passagem, e de longe, durante uma cerimônia na Base Aérea de Brasília, para comemorar os 99 anos do vôo do 14 Bis, de Santos Dumont, em Paris (França).

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sexta-feira, 21 de outubro de 2005

O protesto através do referendo

Trecho de matéria de Larry Rohter, do New York Times

Apesar do apoio à proibição ter começado forte, ambos os lados agora concordam que a disputa está apertada e o resultado é incerto.

"Nós ainda estamos à frente, mas nossa vantagem está caindo e eles estão avançando", disse Rubem César Fernandes, do Movimento Viva Rio. "Eles estão mais fortes do que achei que estariam e a estratégia deles é muito mais eficiente do que a nossa."

Um obstáculo é que o estatuto que entrou em vigor no final de 2003 deveria ser acompanhado por outras medidas para melhorar a segurança pública. Mas, em vez disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu cortes no orçamento e, distraído pelo pior escândalo de corrupção na história moderna brasileira, não tem conseguido nem mesmo gastar a quantidade reduzida que está disponível.

"Os eleitores de classe média estão apavorados porque não vêem investimento sendo feito em segurança pública", disse Raul Jungmann, um membro do Congresso que é líder da coalizão do "sim". "Isto torna nossa tarefa ainda mais difícil."

Além disso, o escândalo de corrupção criou um ambiente de total desencanto com as autoridades, o que está levando os brasileiros a buscar formas de expressar tal sentimento. "Votar 'não' se tornou um protesto contra tudo o que está acontecendo, como se fôssemos o governo", disse Fernandes.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2005

O retorno do Fenômeno


No Rio, Ronaldo passeia tranqüilo (Folha Imagem)

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Médicos alertam sobre a contusão de Ronaldo

Trecho de matéria do jornal El País

A lesão de Ronaldo é "grave". Pelo menos essa é a palavra que os médicos do Real Madrid utilizam para qualificar o ferimento que o brasileiro sofreu no último sábado, no Calderón, contra o Atlético, quando rompeu parcialmente o ligamento que une a tíbia ao perônio esquerdo, na altura do tornozelo, em uma ação fortuita junto do zagueiro Perea.

Essa gravidade significa que o prognóstico da cura é incerto: um mês se tudo correr bem; vários meses se a terapia conservadora não funcionar e for preciso operar. Ronaldo sabe disso e sente uma dor intensa, que o deixa preocupado e um pouco ansioso. Na segunda-feira, pediu permissão ao clube para viajar ao Brasil.

Os médicos afirmam que é incerto se Ronaldo estará em condições de jogar dentro de um mês o clássico contra o Barcelona (19 de novembro). Trata-se do pior infortúnio de Ronaldo desde que ele sofreu rompimento do tendão rotuliano em 2000.

Publicada hoje no UOL Mídia Global

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quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Os três Iraques

Trecho de matéria publicada no Valor Online

O Estado iraquiano, criado nos anos 20 pelos imperialistas britânicos (com Winston Churchill à frente) é um estranho pastiche de três províncias díspares do velho Império Otomano: Mosul (ao norte), com maioria curda, Bagdá (ao centro), com maioria árabe sunita, e Basra (ao sul) com maioria árabe xiita.

Por suas próprias razões políticas, os britânicos puseram os árabes sunitas (que nunca constituíram mais de 25% da população) no controle do país inteiro e até importaram um príncipe hachemita sunita para governar sua criatura.

Desde então, o país só pôde ser mantido inteiro com punho de ferro: a história do Iraque é pontuada por revoltas de xiitas, curdos e assírios cristãos, todas esmagadas em repressões sangrentas pela minoria sunita no poder.

Ao longo de sua história, o Iraque atual sempre foi o mais opressor dos países árabes. O governo de Saddam Hussein foi só o mais brutal numa longa linha de regimes sunitas. Essa hegemonia sunita - e não simplesmente a do regime do Partido Baath de Saddam - é que foi derrubada pelos EUA.

Mas, em vista da história e do perfil demográfico iraquianos, a tentativa americana de converter o país numa democracia tropeçou em três obstáculos: ter dado o poder à maioria xiita, a recusa dos curdos em abrir mão de seu duramente conquistado mini-Estado "de facto" no norte e a violenta campanha sunita que visa minar qualquer sistema que eles não comandem.

Enviada por Cesar Maia (via e-mail).

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'Eu sou inocente', diz Saddam no tribunal em Bagdá
(Foto de Bob Strong/Reuters)

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Julgamento de Saddam adiado

Da Folha Online

O julgamento do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein e de sete de seus colaboradores - pela execução de 143 pessoas na vila de Dujail (norte do Iraque) em 1982 - foi adiado nesta quarta-feira em Bagdá, pouco tempo após ter sido iniciado. Os juízes aceitaram o pedido de suspensão da audiência feito pelo chefe da equipe de advogados de defesa, Khalil al Dulaimi, que disse ter tido pouco tempo para examinar o material da acusação. A nova data para o início do julgamento é 28 de novembro.

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Saddam em Cannes

Por Sérgio Dávila

Enquanto Saddam Hussein é julgado em Bagdá por crimes contra a humanidade, dois de seus palacetes em Cannes são invadidos por sem-teto skinheads. Segundo a embaixada iraquiana em Paris, o ex-ditador tem duas casas luxuosíssimas no balneário francês conhecido por abrigar o melhor festival de cinema do mundo. Ambas dão vista para a Riviera, uma delas no alto de uma colina. Esta, uma villa, tem 12 quartos e foi adquirida por Saddam por R$ 30 milhões em 1982. Era mais usada por um de seus filhos, Uday, em festas lendárias que o desequilibrado rapaz morto em emboscada pelo Exército norte-americano gostava de dar.

Na vizinhança, colegas árabes como o ex-rei Fahd, da Arábia Saudita, e um dos irmãos de Osama bin Laden, além de Tina Turner e Bono - não é à toa que o lugar é chamado de "morro dos bilionários"...

O Blog do Sérgio Dávila é o mais novo dos Favoritos do RA.

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Uma breve história dos plebiscistos

Por Cesar Maia (via e-mail)

Os EUA e o Reino Unido nunca fizeram um plebiscito nacional. A França fez quatro vezes: para consagrar Napoleão Imperador, para fechar a Assembléia e depois tornar Napoleão III Imperador, e para dar a De Gaulle uma legislação delegada. A Alemanha usou uma vez para dar plenos poderes a Hitler. Chávez para fechar o Congresso e mudar o STF na Venezuela. O Brasil uma vez para decidir sobre o presidencialismo.

O plebisicito nacional é um instrumento autoritário e perigosamente anti-democrático, onde os governos têm enormes vantagens e quase sempre conseguem aprová-lo. Especialmente quando acoplados a meios de comunicação poderosos.

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terça-feira, 18 de outubro de 2005

Moviola Digital filma curta em Resende

Matéria enviada por Lu Gastão

Com o intuito de criar, produzir e formar, foi dada a largada para a primeira produção da "Moviola Digital", núcleo de criação audiovisual capitaneado por um grupo de amigos amantes da arte, e do cinema mais especificamente.

O projeto vem sendo elaborado em Resende, interior do Rio de Janeiro, desde o início de 2005, tendo Gulu Monteiro, Daniel Fortes, Laís Amaral, Robson Monteiro, Herbert Felipe e Luís Arnaldo Gastão como sócios fundadores da associação sem fins lucrativos que pretende incrementar o audiovisual no Sul Fluminense.

O primeiro curta-metragem produzido pela "Moviola Digital" será "A Festa", roteiro de Laís Amaral e Robson Monteiro e interpretado por atores da região como Eduardo Arbex, Marie Louise Garansson e Daniel Fortes, entre outros. A direção ficará a cargo de Gulu Monteiro, experiente ator e diretor teatral, em seu segundo trabalho por trás das câmeras.

O primeiro curta-metragem de Gulu Monteiro, "Joyeux Anniversaire" foi filmado em 2004 na França tendo sua esposa Clara Bellar (Inteligência Artificial) como atriz principal. A artista francesa e o diretor brasileiro vivem atualmente em Los Angeles onde desenvolvem juntos trabalhos teatrais como as premiadas peças "Uma Pulga Atrás da Orelha" e "A Alma Boa de Setsuan".

Como parceira da "Moviola Digital" neste primeiro momento está a produtora "Panorama Filmes", empresa voltada para a publicidade e que agora se ramifica também para o mercado da ficção, fazendo a captação de imagem e de som do curta.

Outros dois projetos de curtas-metragens já estão na pauta da "Moviola Digital" e deverão ser filmados na seqüência. São eles: "Mariúcha" com roteiro de Daniel Fortes e "Cruz de Gelo", adaptação de Luís Arnaldo Gastão para um conto do romancista Macedo Miranda.

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As melhores capas de revistas da América

A Sociedade Americana de Editores de Revistas (American Society of Magazine Editors) elegeu as melhores 40 capas dos últimos 40 anos. O primeiro lugar coube à revista Rolling Stone, com a célebre foto (feita por Annie Leibovitz, em 1981) de John Lennon nu enroscado em Yoko Ono, publicada um mês depois da morte do ex-beatle. Em segundo lugar, aparece a atriz Demi Moore, grávida e também nua, na capa da revista Vanity Fair, edição de agosto de 1991. A revista Esquire emplacou a terceira melhor capa (de abril de 1968), com a foto do boxeador Muhammad Ali caracterizado de São Sebastião.

As personalidades (além dos citados, Andy Warhrol, Lady Diana, Bill Clinton, Linda Evangelista, Cindy Crawford, George Bush e Michael Jordan) aparecem na maioria das capas escolhidas pela ASME. No entanto, os grandes acontecimentos mundiais do período (entre os quais, a chegada do homem à lua, a tragédia do 11 de setembro de 2001 e a guerra do Vietnam) também estão representados nas capas das revistas Time, Life, Newsweek e Fortune. Para ver a relação completa das melhores capas publicadas na América desde 1965, visite o site da ASME, clicando
aqui.

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A melhor das 40 capas

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A segunda melhor capa

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A Paixão de Muhammad Ali é a terceira melhor capa

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Campeãs de popularidade


Estas sete marcas ganharam as 15 edições do prêmio Folha Top of Mind

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As marcas mais lembradas pelos brasileiros

Há 15 anos, o Data Folha faz uma pesquisa nacional para premiar as marcas mais populares do país. A metodologia é simples: o entrevistado deve citar de imediato a marca que lhe vier à cabeça de acordo com uma determinada categoria de produto. Depois de computadas as respostas, chega-se ao resultado final levando em conta fatores como faixa etária, sexo, renda familiar, domicílio e escolaridade. Os resultados de 2005 - que serão publicados na revista especial Folha Top of Mind (As marcas campeãs) - são os seguintes:

Alimentação: Cerveja Skol - Leite Ninho - Maionese Hellmann's - Margarina Doriana - Sorvete Kibon - Iogurte Danone

Compras: C&A - Casas Bahia - Supermercados Extra - Carrefour - Relógio Orient - Tintas Suvinil

Comunicação: Celulares Nokia

Eletroeletrônicos: Philips - Consul

Finanças: Banco do Brasil - Unimed - Visa

Higiene e Saúde: Sabonetes Lux - Desodorante Rexona - Aparelho de barbear Gillette - Camisinhas Jontex

Transporte: Varig - Volkswagen - Shell

Pesquisa realizada pelo Data Folha para a premiação 'Top of Mind 2005'.

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O carrão do Delúbio

Por Cesar Maia (via e-mail)

Os gastos com advogados e a crise política que o derrubou do cargo de tesoureiro do PT e o transformou em um incômodo para o Palácio do Planalto não foram suficientes para esvaziar o saldo bancário de Delúbio Soares. Há 20 dias, ele adquiriu em São Paulo um Ômega australiano blindado.

Pagou R$ 67 mil à vista pelo importado, de cor prata, placas DDS-2277. O veículo é ano de fabricação 2000, está com 70 mil quilômetros rodados.

Sábado, quando Delúbio comemorou seu aniversário de 50 anos com amigos e familiares na fazenda do pai, em Buriti Alegre, interior de Goiás, comida típica, seguranças e o Ômega se destacavam na paisagem.

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A carta do Dirceu

Por Sérgio Lima, da Folha Online

Em carta enviada aos 512 deputados que irão julgar a sua cassação, o ex-ministro José Dirceu tenta desfazer a imagem de "arrogante" que ganhou no comando da Casa Civil e admite que questionou a própria inocência quanto às acusações que pesam contra o PT.

"Cheguei a ter dúvidas sobre minha responsabilidade involuntária em alguns dos fatos mencionados. Será que nos 30 meses em que chefiei a Casa Civil (...) não teria tido nenhum deslize que pudesse ser compreendido como falta de ética ou atitude indecorosa?", diz ele na carta enviada no sábado e ontem aos gabinetes dos parlamentares e a seus escritórios políticos nas bases eleitorais.

Logo em seguida, no entanto, Dirceu desfaz sua própria dúvida. "Reconstituindo minha agenda e rememorando tudo que fiz no governo, concluí que não tenho do que me envergonhar ou temer."

Ao ensaiar um mea-culpa, ele reconhece que grudou nele uma imagem de ministro autoritário e que desconsiderava os pleitos de parlamentares.

"Políticos que acumulam poder e reconhecimento social acumulam também ressentimentos, incompreensões, mágoas e ódios despertados pelos mais diversos motivos: audiências negadas, telefonemas não retornados, convites recusados, a falta de um sorriso ou de um cumprimento, uma pendência não resolvida, o atraso em um compromisso, o esquecimento de um nome ou de uma referência, uma resposta atravessada, um pleito não atendido e outros tantos desentendimentos ou decepções", afirma o deputado.

O ex-ministro da Casa Civil chega a dizer que são "justas" tais reclamações. Por outro lado, afirma que resultam de "incompreensão ou desconhecimento do acúmulo de pressões, problemas, conflitos e responsabilidades que pesam sobre os ombros de quem ocupa cadeiras estratégicas na estrutura de um governo".

Na carta, Dirceu reclama de sofrer um processo injusto. Diz estar sendo "crucificado" pela mídia e "prejulgado" pela opinião pública. Ecoando imagem usada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva recentemente, diz que "denúncia contra um político é como epidemia contagiosa".

O ex-ministro afirma que está à disposição das instituições para ser investigado por ações suas na Casa Civil. "Reconheço que existem razões objetivas para que minha passagem pelo governo seja minuciosamente investigada por todas as instâncias republicanas."

Ao final, faz um apelo. "Só peço uma coisa: se não tiver convicção de minha culpa, não permita que eu seja injustamente banido da vida pública do país pela segunda vez", diz, em referência ao exílio em Cuba nos anos 70.

Hoje deve ser lido o relatório do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) que pedirá a cassação de Dirceu. O ex-ministro entrou ontem no STF (Supremo Tribunal Federal) para impedir a leitura até que a Justiça decida se susta ou não o processo contra ele.

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Filme conta a trajetória do jornalista Ed Murrow

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Muito prazer em conhecer o blog do Pontual

Fazendo minha costumeira visita noturna ao blog da Cora, descobri outro endereço pra lá de excelente, que deverá entrar hoje mesmo para os Favoritos do RA. Estou falando do 'New York On Time', blog do Jorge Pontual, correspondente da Globo nos EUA que, há oito anos, nos visita através do Jornal Nacional - diretamente da Big Apple - trazendo fresh news from all over the world.

Um dos posts do blog - que tem muitas traduções de poemas de Baudelaire, entrevistas, músicas (para ouvir durante a leitura) e dezenas de links legais - trata do lançamento do filme 'Good Night, and Good Luck', dirigido por George Clooney. Tomei a liberdade de reproduzir (e adaptar) alguns trechos dessa bela matéria que todos os amantes do cinema e do jornalismo deveriam ler por inteiro:

O grande público não tem idéia de quem foi Ed Murrow, jornalista americano que morreu em 1965 aos 57 anos. Daí a importância do filme recém-lançado 'Good Night, and Good Luck', dirigido por George Clooney, com David Strathairn no papel de Murrow, e Clooney no de Fred Friendly, mão-direita de Murrow desde os tempos do rádio, quando ele trouxe a Segunda Guerra - e a destruição de Londres pelos ataques nazistas - para dentro de cada lar americano, com o som das bombas caindo e uma narração circunspecta, clara e lúcida. Depois disso, foi o inventor do telejornalismo, à frente de programas de análise e entrevistas. Aquele que todo repórter de rádio e TV sonha ser quando crescer.

Transcrevo abaixo um parágrafo do discurso de Ed Murrow, feito em 1958, quando foi homenageado pela Associação dos Diretores de Rádio e Telejornalismo. Um discurso premonitório, alertando para os perigos que já cercavam a televisão naquela época e também um presságio do abismo em que a mídia eletrônica iria mergulhar:

"Somos ricos, gordos, confortáveis e complacentes. Temos uma alergia inata à informação desagradável ou perturbadora. Nossos meios de comunicação de massa refletem isso. Mas a não ser que levantemos nossos gordos excedentes e reconheçamos que a televisão tem sido usada para nos distrair, iludir, divertir e alheiar, um dia a televisão e quem a financia, quem assiste e quem trabalha nela, poderão ver tarde demais um quadro totalmente diferente... Se continuarmos assim, a história vai se vingar, e o castigo não demorará a nos alcançar".

Para visitar o blog do Pontual e ler a matéria sobre o grande Ed Murrow na íntegra, clique aqui.

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segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Artistas e Prostitutas


Vem aí o novo livro do polêmico fotógrafo David LaChapelle

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A atriz Pamela Anderson é uma das retratadas no livro

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RAlógio atrasado

Aviso aos navegantes: por pura preguiça e descaso ao decreto oficial, o relógio do RA continua no horário de primavera.

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Para quem ainda não viu

Voltaram a brilhar - 48 horas depois do vendaval - as luzes da Ponte Velha. Já os sinais de trânsito...

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Frase de segunda

"Avião do Lula corre o risco de pegar gripe aviária!!!" (José Simão, na Folha Online)

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Uma época de grandes coincidências editoriais


As revistas Época (Brasil) e Newsweek (EUA) abordam o mesmo tema

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O mesmo nome para duas revistas semanais, no Brasil e na Espanha

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O balanço do mensalão (e do mensalinho)

Os processos em andamento:

1. João Magno (PT-MG)
2. João Paulo Cunha (PT-SP)
3. José Dirceu (PT-SP)
4. José Janene (PP-PR)
5. José Mentor (PT-SP)
6. Josias Gomes (PT-BA)
7. Pedro Corrêa (PP-PE)
8. Pedro Henry (PP-MT)
9. Professor Luizinho (PT-SP)
10. Roberto Brant (PFL-MG)
11. Romeu Queiroz (PTB-MG)
12. Sandro Mabel (PL-GO)
13. Vadão Gomes (PP-SP)
14. Wanderval Santos (PL-SP)

Os que renunciaram:

1. Carlos Rodrigues (PL-RJ)
2. José Borba (PMDB-PR)
3. Paulo Rocha (PT-PA)
4. Severino Cavalcanti (PP-PE) (por causa do "mensalinho")
5. Valdemar Costa Neto (PL-SP)

O único cassado:

1. Roberto Jefferson (PTB-RJ)

Fonte: Blog do Fernando Rodrigues

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Final da tarde de um dos domingos mais quentes do ano em Penedo

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Pausa para meditação

Ontem, a valorosa equipe do RA (me, myself and I) resolveu - assim, sem mais nem menos - transformar o domingo ensolarado (e quente!) num dia de folga. O motivo foi um convite do grande Celso Dutra para acompanhá-lo em uma peregrinação aos hotéis, restaurantes e lojas de Penedo, na busca semestral de anunciantes para o seu tradicional Guia turístico.

E assim, longe dos computadores, das esposas e dos filhos, dos jornais e das revistas e dos deprimentes programas de tevê dominicais, passamos horas bem agradáveis no cantinho brasileiro que uma turma de finlandeses, um dia, escolheu para viver.

Entre uma visita de negócios e outra, almoçamos no Costa, tomamos café na Pousada Teto Doce e mate gelado no Café Finlandês, ao som do inigualável trumpete de Miles Davis. No final da tarde, ficamos um bom tempo no Truta Viva, onde recarreguei as baterias diante de um lago cheio de trutas, cercado de verde - e de silêncio - por todos os lados.

A julgar pela disposição com que estou encarando agora a tela do computador, acho que vou tirar um dia de folga do RA toda semana. Afinal, blogueiro é um ser humano como outro qualquer.

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sábado, 15 de outubro de 2005


A Ponte Velha antes do vendaval que apagou suas luzes ontem à noite

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Missão cumprida

Uma das primeiras fotos publicadas no RA - em abril deste ano - mostrava a Ponte Velha no dia do seu centenário. No post, eu louvava a reforma do principal monumento histórico de Resende e o fato de poder fotografá-lo novamente à luz do dia. Só lamentava não ter conseguido registrar a nova iluminação artística, que foi desligada poucos dias depois da inauguração.

O longo apagão se estendeu até o dia do aniversário da cidade, no final de setembro, quando foi realizada uma nova inauguração, com direito a palanque, discursos e fogos de artifício. Tudo muito bom, tudo muito bem. Até que ontem, de repente (não mais que de repente), eu achei que era hora de fazer as tais fotos, antes que acontecesse algum outro problema com as lâmpadas.

Uma hora mais tarde, missão cumprida, começa um vendaval de meter medo em gente grande, balançando janelas e entortando árvores. Desliguei rapidamente o computador e a televisão, certo de que nossa frágil energia - como sempre acontece nessas horas - iria dar um tempo. Só que dessa vez, as únicas luzes que se apagaram foram as da Ponte Velha! Pensei de imediato nas fotos que havia acabado de fazer e agradeci aos céus o palpite.

Hoje, 24 horas depois, a ponte continua às escuras, assim como muitos sinais de trânsito, que também costumam sair do ar ao mais leve sinal de ventania. Bom, pelo menos agora já tenho as fotos da Ponte Velha 'artísticamente iluminada', prontas para serem publicadas na segunda edição do 'Resende - De Pontes, Rios e Sonhos' (alô patrocinadores, aguardem a minha visita!). Pena que eu serei obrigado a repetir as fotos noturnas da Igreja Matriz, que já perdeu quase todas as lâmpadas da iluminação artística inaugurada em 2002.

É, parece que Resende não leva o menor jeito para ser chamada, um dia, de 'cidade-luz'.

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Hoje é o último dia de Maria


Rodrigo Santoro e Carolina Oliveira arrasam na minissérie

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A despeito do repertório irregular, uma intérprete cada vez melhor

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O Segundo de Maria Rita

Nelson Motta, no Sintonia Fina (link nos Favoritos do RA)

Maria Rita é um fenômeno, um monstro, uma das melhores cantoras do Brasil. Mesmo se fosse filha de desconhecidos seria. Na verdade, isso até dificulta a vida da MR. Falam sempre da mãe dela, mas o DNA do pai também é dos mais poderosos: o César Camargo Mariano é um dos músicos e arranjadores mais brilhantes da história musical.

O segundo disco é ainda melhor do que o primeiro, mas como o primeiro, o grande brilho não é do repertório mas da intérprete, e isso não é problema da Maria Rita mas da MPB. Tanto que uma das melhores do disco é do Jorge Drexler - que mesmo uruguaio é um dos grandes compositores de MPB do momento.

Maria Rita mantém sua base audaciosa e retrô ao mesmo tempo, com um afiado jazz trio acústico, que mostra grande harmonia e integração com a cantora.

Pitaco do RA: Acertou mais uma vez na mosca, grande Nelsinho. O problema da Maria Rita e de todas as jovens cantoras brasileiras é, sem dúvida, a falta de repertório, novo e de boa qualidade. Isso porque a melhor safra da MPB aconteceu no período entre 1960 e 1980, quando desabrochava a genialidade de Tom Jobim e Carlos Lyra (e toda a Bossa Nova), Caetano e Gil (e toda a Tropicália), Milton Nascimento e Lô Borges (e todo o Clube da Esquina), Belchior e Fagner (e todo o Pessoal do Ceará), Ivan Lins e Gonzaguinha (e todo o MAU, Movimento Artístico Universitário), Rita Lee e Raul Seixas (e todos do roquenrol tupiniquim), Roberto e Erasmo Carlos (e as feras da Jovem Guarda), Jorge Ben e os Novos Baianos (e toda a turma do samba-rock) e Paulinho da Viola e Martinho da Vila (verdadeiros ícones da retomada do samba de raiz).

Elis Regina, Gal Costa, Maria Bethânia, Nara Leão e Maria Creuza (só para citar algumas) foram contemporâneas de todos esses movimentos musicais e gravaram - em versões consideradas definitivas - a grande maioria das pérolas produzidas por eles. Depois disso, mesmo tendo a maior boa vontade do mundo com Lenine, Marcelo Camelo, Paulinho Moska, Zeca Baleiro, Herbert Vianna, Cazuza e Renato Russo, não dá para comparar os pupilos (mesmo excelentes) com os mestres dos mestres.

Assim, chegamos ao insolúvel dilema de Maria Rita: se ela regravar os clássicos de Jobim, Gil, Milton ou Chico, continuará sendo comparada à mãe - aliás, isso já aconteceu no primeiro disco com 'A Festa', do grande Bituca (impossível ouvir e não lembrar de Elis); por outro lado, se continuar gravando só os seus contemporâneos, irá sempre padecer da irregularidade de um repertório que, por ter um pé no passado (às vezes, os dois), nunca terá a originalidade que marcou as carreiras das eternas musas da MPB.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2005

O carro dos sonhos do RA (e de todo mundo)


O Efijy é um carro-conceito fabricado pela australiana Holden

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Montado sobre um chassi de Corvette, o bólido mede 5,2 metros

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Revestimento de couro e câmbio automático com botões no console

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O motor V8 de 6.0 litros tem potência máxima de 645 cv a 6.400 rpm

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Jaguar encara os botecos federais

Da coluna da Mônica Bergamo, hoje na Folha Online

Com apenas três meses de Brasília - sua mulher trabalha no Ministério da Saúde -, o cartunista Jaguar já prepara um "guia de botequins" da cidade.

Pitaco do RA: Apesar da ausência de esquinas, Brasília tem uma das maiores concentrações de botecos por km2 do país. Para redigir o seu guia, Jaguar vai ter de andar - e beber - bastante. Até aí, tudo bem. Só não se sabe se, para isso, ele poderá contar com o patrocínio do Ministério da Saúde.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Brasileiros dominam lista para prêmio da Fifa em 2005

Do UOL Esportes

Sete jogadores brasileiros estão incluídos na relação de 30 atletas pré-selecionados para o prêmio da Fifa para o melhor jogador do mundo na temporada 2005. O país atual campeão da Copa é a nação com maior número de representantes, com três atletas a mais em relação à Inglaterra.

Os 30 indicados:

Brasil (7): Adriano (Inter de Milão), Cafu (Milan), Kaká (Milan), Roberto Carlos (Real Madrid), Robinho (Real Madrid), Ronaldinho Gaúcho (Barcelona) e Ronaldo (Real Madrid)

Inglaterra (4): Beckham (Real Madrid), Gerrard (Liverpool), Lampard (Chelsea) e Rooney (Manchester United)

Itália (3): Buffon (Juventus), Maldini (Milan) e Nesta (Milan)

Portugal (2): Cristiano Ronaldo (Manchester United) e Deco (Barcelona)

França (2): Henry (Arsenal) e Zidane (Real Madrid)

Holanda (2): Robben (Chelsea) e Van Nistelrooy (Manchester United)

Alemanha (1): Ballack (Bayern de Munique)

Gana (1): Essien (Chelsea)

Camarões (1): Eto'o (Barcelona)

Suécia (1): Ibrahimovic (Juventus)

República Tcheca (1): Nedved (Juventus)

Nigéria (1): Okocha (Bolton)

Espanha (1): Raúl (Real Madrid)

Argentina (1): Riquelme (Villarreal)

Ucrânia (1): Shevchenko (Milan)

Costa do Marfim (1): Drogba (Chelsea)

Instituído pela Fifa no começo dos anos 90, o prêmio de melhor jogador do mundo já teve quatro vencedores brasileiros. O primeiro atleta do país a conquistar a honra foi Romário, em 1994. Dois anos depois, Ronaldo ganhou o primeiro de seus três troféus. O atacante do Real Madrid ganharia o pleito também em 1997 e 2002.

Ronaldo e Zidane, ambos indicados para o prêmio em 2005, são os maiores vencedores da história da premiação, com três troféus cada um.

Entre os clubes, o Real Madrid lidera com seis jogadores indicados, seguido do Milan, com quatro representantes. Chelsea, Barcelona, Juventus e Manchester United contam com três atletas participando do pleito.

A entrega do prêmio acontecerá no dia 19 de dezembro, em cerimônia na sede da Fifa em Zurique, na Suíça. Semanas antes, cumprindo o protocolo, a entidade irá revelar os três finalistas da eleição.

Favoritos

O futebol brasileiro, que é o maior vencedor da história da premiação, com seis conquistas em 14 edições já realizadas, mais uma vez desponta como favorito na eleição deste ano. Ronaldinho Gaúcho, que no ano passado triunfou mesmo sem conquistar nenhum título em campo, em 2005 conta a seu favor com o sucesso do Barcelona no Campeonato Espanhol e da seleção brasileira na Copa das Confederações.

Todos os vencedores:

1991 - Lothar Matthaeus (ALE)
1992 - Marco van Basten (HOL)
1993 - Roberto Baggio (ITA)
1994 - Romário (BRA)
1995 - George Weah (LBR)
1996 - Ronaldo (BRA)
1997 - Ronaldo (BRA)
1998 - Zinedine Zidane (FRA)
1999 - Rivaldo (BRA)
2000 - Zinedine Zidane (FRA)
2001 - Luis Figo (POR)
2002 - Ronaldo (BRA)
2003 - Zinedine Zidane (FRA)
2004 - Ronaldinho Gaúcho (BRA)

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Hoje na terra da garoa...


Pouca roupa e muito calor no Parque do Ibirapuera
(Folha Imagem)

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A verdadeira mentira do Millôr

Um homem que mente e diz que mente, mente ou não mente?
Se diz a verdade quando diz que mente, não mente.
E, se diz mentira quando diz que mente, também não mente.

Millôr é o primeiro dos Favoritos do RA.

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Programa legal

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Web tem ano de maior crescimento

Do site IDG Now!

A internet tem observado, em 2005, um crescimento superior ao experimentado durante o período da bolha, sugere uma pesquisa da firma que monitora a internet, Netcraft.

Em 2005, até o momento, segundo a Netcraft, foram criados 17,5 milhões de sites, ultrapassando o recorde de 2000, conhecido com o período da bolha, com 16 milhões de sites.

A pesquisa é feita há dez anos. Em 1995, encontrou 18,9 milhões de sites. Cinco anos depois, 19,8 milhões.

Na pesquisa de outubro de 2005, foram 74,4 milhões de sites, um aumento de 2,6 milhões em comparação com setembro.

A empresa acredita, segundo uma reportagem publicada na BBC, que esse recorde deve-se a uma maior participação de pequenas empresas e aos blogs.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Homenagem aos dimenor


Criança! Não verás nenhum país como este! Olha que céu!... que rios!
(Olavo Bilac)

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Pausa para manutenção

Hoje, 12 de outubro, estou aproveitando o feriado para fazer uma manutenção básica no RA, o que inclui alguns testes de novas ferramentas adquiridas recentemente e ainda não dominadas por este que vos tecla. Por isso, coisas estranhíssimas poderão acontecer no decorrer do dia, tipo imagens pela metade, textos indecifráveis e alertas de perigo real e imediato. Caso máscaras de oxigênio caiam sobre as suas cabeças, vistam os coletes salva-vidas e pulem da aeronave (epa, acho que a bagunça já começou!).

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terça-feira, 11 de outubro de 2005


A atriz Carolina Oliveira interpreta a curiosa Maria

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Hoje é dia de Maria - Parte Dois

Texto de divulgação/TV Globo

Corrupção entre os poderosos, exploração do trabalho infantil, desigualdade social e miséria, subjugação da condição feminina, opressão do consumo, descarte do ser humano e falência dos sonhos serão alguns dos temas abordados pela segunda temporada da microssérie "Hoje é Dia de Maria", que estréia nesta terça-feira (11) após o "Casseta & Planeta Urgente".

Mesmo com um elenco pequeno (cerca de 25 atores em cena) e cenários e figurinos feitos a partir de material reciclado, "Hoje é Dia de Maria" volta à tela da Globo com os mesmos ares de superprodução épica e com uma proposta ousada: a narrativa musical.

Os novos desafios da curiosa Maria (Carolina Oliveira), que desta vez vai se embrenhar na cidade grande, serão cantados pelos atores em cerca de 50 músicas compostas originalmente para a série.

"Nesta segunda jornada, o universo musical ampliou-se muito e o canto passou a ocupar um papel preponderante", explica o maestro Tim Rescala, autor das canções, que foram escritas por Luiz Fernando Carvalho (diretor do programa) em parceria com o escritor Luís Alberto de Abreu.

Publicado no UOL Televisão

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Corrupção no futebol reflete a política brasileira

Por Jonathan Wheatley, correspondente do Financial Times

Apesar de dizer que detesta a corrupção na vida pública, a maioria dos brasileiros comuns não considera que isso tenha um impacto direto em suas vidas. Mas outro escândalo causou ofensa pessoal a milhões de pessoas.

"Fiquei arrasada", diz Catarina Pedroso, uma estudante de psicologia de 18 anos e torcedora fiel do Palmeiras, um dos maiores times de São Paulo. "Nos jogos todo mundo grita 'juiz ladrão', mas você não acredita que seja realmente verdade."

É triste e irônico que os brasileiros tenham sua fé na paixão nacional posta à prova neste momento, quatro meses após o início de um escândalo sobre compra de votos e financiamento ilegal de campanhas eleitorais envolvendo líderes do Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os paralelos não são muito evidentes. O PT costumava ser indicado como símbolo de probidade na paisagem política brasileira, notoriamente corrupta. Sabe-se que a direção do futebol é podre há anos. Antigos apoiadores do PT, incluindo muitos membros do Congresso, choraram abertamente quando surgiu a notícia do escândalo político. Os torcedores de futebol pareciam, na maioria, apenas enojados.

Mas existem paralelos preocupantes na maneira como ambos os escândalos estão se desenrolando. Quando ficou claro que havia substância nas denúncias de corrupção política, Lula disse que o governo "cortaria na própria carne" para obter a verdade: os culpados seriam punidos, fossem quem fossem.

Mas depois de aconselhar as três comissões de inquérito do Congresso que examinam o caso a não fazer nada que pudesse prejudicar o crescimento econômico do Brasil (o qual, incrivelmente, parece não sofrer riscos), o presidente disse mais recentemente que os inquéritos pareciam incapazes de revelar provas. Ele comparou a situação atual com outras do passado, quando "as acusações aparecem mas não se concretizam".

As reações ao escândalo no futebol também parecem estar mudando. A revolta geral foi seguida por uma revolta seletiva dos times que agora enfrentarão novas partidas. Os que perderam na primeira vez estão contentes, os que ganharam não estão.

Juca Kfouri, um comentarista de futebol ultrajado, escreveu: "Que os certos e errados sejam punidos... Queremos tirar vantagem em tudo o que pudermos, sem preocupação pela justiça ou injustiça, o ético ou o antiético, seja na política (preciso explicar?), no esporte ou na vida".

Talvez mais representativa da reação pública seja Catarina Pedroso, a torcedora de 18 anos. "Acho que podemos confiar nos juízes em geral", ela disse. "Bem, acho que podemos... Não sei. Essa é difícil."

Trecho de matéria publicada no UOL Mídia Global

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Corrupção e sensibilidade popular

Por Cesar Maia

Já é história antiga - e fato largamente comprovado na análise política - que quanto mais longe do cotidiano das pessoas, menos importância elas dão aos atos de corrupção dos políticos. Coisas como contas offshore, que são de extrema gravidade, não são percebidas proporcionalmente pela grande maioria dos eleitores. Se fizerem uma pesquisa hoje sobre a credibilidade do Maluf, ela dará o mesmo resultado de seis meses atrás. Doleiros, contas no exterior ficam longe da percepção espontânea da população. Não fazem parte de seus hábitos.

Mas quando entram os parentes no jogo, o eleitor passa a fazer uma digestão rápida e o processo de contaminação é incontrolável e epidêmico. O governo e a oposição sabem disso. Primeiro foi o filho de Lula. Agora o irmão de Lula, fato que até o líder do governo no Senado, Aloízio Mercadante, lastimou e criticou abertamente. Junto veio na rede o filho do Zé Dirceu.

Quando o irmão - ou o filho de Lula - sentar na cadeira de uma CPI, a chance do processo pegar na testa do presidente é gigantesca. Todos sabem disso. Agora tem início a partida principal de opinião pública.

Texto enviado por e-mail.

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O sol (quadrado) nasce para todos

Por Nelson Motta

Maluf preso, juíz de futebol ladrão em cana, Severino deposto, Roberto Jefferson cassado, deputados fugindo para a renúncia, empresários poderosos pagando multas milionárias, juízes sendo julgados, um comunista presidindo a Câmara, estamos testemunhando uma seqüência de acontecimentos nunca imaginada, nem nos melhores - ou nos piores - sonhos. Será que o Brasil está melhorando ou é só a Polícia Federal (com a ajuda da tecnologia ) que está mais eficiente? Bem, nem tão eficiente assim, já que foi vítima de um roubo de R$ 2 milhões e vinte quilos de cocaína em sua própria sede, eficientíssimos foram os colegas ladrões.

Desde garoto ouço falar que Maluf era ladrão, mas em certa época cheguei até a acreditar que era só um demagogo populista de direita, roubar seria exagero, afinal ele já era um homem riquíssimo, não queria dinheiro, mas poder, mesmo se roubasse jamais seria pego ... bem, o resto é história.

Desde criança ouço falar de juízes de futebol que são subornados, em muitos anos de redações sempre ouvi o pessoal do Esporte contar histórias de tal juíz que foi comprado por tal cartola, mas nunca nenhum foi denunciado e muito menos preso.

Aos poucos, lentamente, se começa a acreditar que no Brasil o sol (quadrado) nasce para todos. Mas séculos de raiva e ressentimento nos fazem regozijar com essas pequenas tragédias pessoais de quem sempre se achou acima da lei – e de todos nós. É triste a alegria pela desgraça alheia, vibramos como as multidões selvagens que aplaudiam as execuções na guilhotina na Revolução Francesa. Por ódio, vingança, sadismo ou justiça?

Como não há justiça na natureza, nem no cosmos, nem nas religiões, acredito que esta invenção humana, como ação civilizatória, ainda é possível, positiva e operante. Até no Brasil.

Publicado no site Sintonia Fina (link nos Favoritos do RA).

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Pausa para contemplação

Confesso que não coloquei mais posts ontem de propósito. É que a foto da "capa" (o primeiro post que aparece na página) era tão bonita que a considerei merecedora de ficar em destaque pelo menos 24 horas. Assim, todos os que acessaram o RA nesse período puderam ver, antes de qualquer coisa, a beleza suprema de nossa musa nº 1, Maria Sharapova. Mas, como a vida segue o seu curso - a reboque dos trambiques, da roubalheira, da violência e dos desmandos do dia-a-dia -, voltamos à nossa programação normal.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2005

No RA, todo dia é dia de Maria


Melhor atleta do ano para a Federação Russa de Tênis
(Foto Reuters)

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domingo, 9 de outubro de 2005

Os novos reis da Fórmula 1


Alonso (3º lugar) e Raikkonen (1º lugar) comemoram no Japão (AFP)

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A capa mais bonita do ano

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