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terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Mais uma típica tragédia brasileira

Da Folha Online

Onze pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas em conseqüência de um acidente envolvendo uma van e uma carreta, na manhã desta terça-feira, na BR-259, região de Curvelo (173 km de Belo Horizonte, MG).

Segundo a Polícia Militar, a van bateu na carreta, que transportava cimento. Sete pessoas morreram na hora do acidente, inclusive o motorista da carreta. Outros 15 passageiros foram encaminhados para o Hospital Imaculada, em Curvelo, mas quatro deles não resistiram aos ferimentos e também morreram.

De acordo com o hospital, alguns dos 11 passageiros da van internados estão em estado grave, enquanto outros passam por cirurgias. O nome das vítimas ainda não foram confirmados.

A PM informou ainda que a van saiu da cidade mineira de Minas Novas e levava um grupo da Comunidade Católica Nova Aliança. Os fiéis pretendiam participar de uma festa de 15 anos de existência do grupo religioso, em Anápolis, Goiás.

Um mês de graves acidentes com ônibus

Na segunda-feira (30), um ônibus da viação MM Coutinho Viagens e Turismo caiu em uma ribanceira na altura do km 67 da rodovia GO-139, na região de Corumbaíba (GO), causando a morte de 12 pessoas.

No dia 25, seis índios morreram e 17 ficaram feridos na BR-425, próximo a Guajará-Mirim (350 km de Porto Velho). Eles viajavam na carroceria de um caminhão carregado com castanhas que tombou.

Na madrugada do dia 24, um ônibus que levava 40 alunos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) para o Fórum Social Mundial, em Caracas (Venezuela), sofreu um acidente na região da Curva de la Cura, em Uchumayo, departamento (Estado) de Arequipa, no Peru. Quatro morreram.

No final da noite do dia 22, um domingo, um acidente envolvendo dois ônibus da viação Andorinha deixou 32 pessoas mortas na região de Regente Feijó (556 km a oeste de São Paulo). Segundo a Polícia Civil, um dos ônibus havia saído de Presidente Prudente com destino a São Paulo, e o outro havia saído de Bauru (343 km a noroeste de São Paulo) com destino a Presidente Prudente. Os dois colidiram frontalmente na rodovia Raposo Tavares.

No dia 21, dez pessoas morreram e seis ficaram feridas em um acidente com dois veículos no km 138 da rodovia federal BR-262, em Muniz Freire, a 170 km de Vitória (ES). Uma carreta carregada de milho invadiu a pista contrária e colidiu de frente com um microônibus que levava 17 pessoas de Guarapari (ES) para Igarapé (MG).

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Mais uma típica tragédia americana

Da Folha Online

Uma ex-funcionária dos Correios da Califórnia abriu fogo na noite de ontem (30/01) contra pessoas no prédio em que trabalhava, matando seis. Após o ataque, a mulher cometeu suicídio. Uma pessoa foi hospitalizada em estado crítico, segundo informações das autoridades.

Policiais que responderam ao chamado de socorro encontraram dois corpos na parte externa do prédio dos Correios. Outras duas pessoas feridas, encontradas no interior do edifício, foram levadas a hospitais (uma delas morreu ao chegar ao pronto-socorro, a outra está em estado grave).

Vasculhando o prédio após o ataque, policiais encontraram ainda mais três corpos, além do da mulher, que aparentemente morreu ao atirar contra o próprio corpo, disse o xerife Jim Anderson, do Condado de Santa Barbara. A agressora ainda não foi identificada pelas autoridades.

Charles Kronick, funcionário dos Correios, disse à Keyt TV, em Santa Barbara, que ele estava dentro do prédio quando os disparos começaram. Segundo ele, cerca de 60 funcionários puderam ser vistos correndo para fugir do local. "Eu escutei algo parecido com o estouro de pipocas, e, pouco depois, o mesmo som se repetiu".

O prédio dos Correios fica a poucos metros do edifício da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, distante cerca de 160 km a noroeste de Los Angeles.

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Belíssima é isso aí


Charlize Theron indicada ao Oscar

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'Jardineiro' recebe quatro indicações ao Oscar

Do UOL Cinema

"O Jardineiro Fiel", de Fernando Meirelles, foi indicado ao Oscar nesta terça-feira nas categorias atriz coadjuvante (Rachel Weisz), roteiro adaptado (Jeffrey Caine), montagem e trilha sonora original. O longa, inspirado em um romance de John Le Carré, é uma produção da Grã-Bretanha, Quênia e Alemanha.

O filme de Meirelles tem feito uma ótima carreira entre premiações internacionais, liderando a lista de indicações do BAFTA, considerado o Oscar britânico. Além das 10 indicações ao BAFTA, a atriz Rachel Weisz recebeu o Globo de Ouro e o Screen Actors Guild na categoria atriz coadjuvante.

Em 2004, Meirelles foi indicado ao Oscar de melhor diretor pelo filme "Cidade de Deus". O trabalho também recebeu outras três indicações, melhor montagem, fotografia e roteiro adaptado.

Já "2 Filhos de Francisco", o candidato brasileiro ao Oscar de melhor filme estrangeiro, ficou de fora da corrida após o anúncio dos indicados nesta terça-feira: "Sophie Scholl - Uma Mulher Contra Hitler" (Alemanha), "Paradise Now" (Palestina), "Tsotsi" (África do Sul), "Joyeux Noel" (França) e "La Bestia nel Cuore" (Itália).

A entrega do Oscar acontece em Los Angeles no dia 5 de março. O filme favorito deste ano é "O Segredo de Brokeback Mountain", do diretor Ang Lee, que recebeu oito indicações.

Os indicados nas principais categorias são:

FILME

"O Segredo de Brokeback Mountain"
"Munique"
"Capote"
"Crash - No Limite"
"Boa Noite e Boa Sorte"

DIRETOR

Ang Lee - "O Segredo de Brokeback Mountain"
Bennett Miller - "Capote"
George Clooney - "Boa Noite e Boa Sorte"
Paul Haggis - "Crash - No Limite"
Steven Spielberg - "Munique"

ATOR

Joaquin Phoenix, "Johnny e June"
Terence Howard, "Hustle & Flow"
Philip Seymour Hoffman, "Capote"
David Strathairn, "Boa Noite e Boa Sorte"
Heath Ledger, "O Segredo de Brokeback Mountain"

ATRIZ

Reese Witherspoon, "Johnny e June"
Judi Dench, "Sra. Henderson Apresenta"
Charlize Theron, "Terra Fria"
Keira Knightley, "Orgulho e Preconceito"
Felicity Huffman - "Transamerica"

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

'Central do Brasil' em 'Ponto Final'

Trecho de entrevista com Woody Allen publicada na Folha Online:

Folha - Numa das cenas de "Ponto Final" (recém-lançado filme de Woody Allen), o casal vai assistir a "Central do Brasil", filme de Walter Salles. Por quê?

Woody Allen - Eu não conheço o diretor, mas assisti ao filme e achei que era uma excelente obra. Aliás, sempre que me indicam filmes brasileiros eu vejo, assim como de qualquer diretor europeu, sul-americano ou asiático.

Folha - Então, diferentemente do espectador médio norte-americano, o sr. não tem problema com legendas?

Allen - Não. Na verdade, eu tenho problema é com os filmes americanos, porque existem tão poucos que são realmente bons. Adoro ir ao cinema, mas, num ano, consigo ver três, quatro, no máximo cinco bons filmes americanos. Depois disso, tenho de passar para os estrangeiros, aos quais sou muito agradecido.

Folha - O sr. já disse ser leitor de Machado de Assis. Continua?

Allen - Sim, ele é maravilhoso. Muito inteligente. O último que eu li é aquele sobre o marido ciumento que desconfia da traição do melhor amigo com a mulher, que tem um nome curioso...

Folha - Capitu. O sr. leu "Dom Casmurro".

Allen - Esse mesmo! É maravilhoso! Não muito conhecido nos Estados Unidos, infelizmente, embora a tradução que eu tenha lido seja primorosa.

Folha - O sr. declarou nos anos 80 que não vinha ao Brasil porque não visitaria um país em que as crianças eram mortas nas ruas. O pensamento ainda vale?

Allen - Não acredito que eu tenha dito isso. Provavelmente eu disse que eu não iria ao país porque tinha medo do clima no Brasil então, violento, ameaçador. Agora, como isso seguramente mudou, claro que eu visitaria o país. Bem, como sou um covarde no tocante a viagens, provavelmente não iria nem assim... Para falar a verdade, eu nunca estive ao sul da fronteira dos Estados Unidos com o México. Só viajo quando os estúdios me mandam para algum lugar e eu não posso recusar. Ou, muito de vez em quando, para tocar jazz.

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domingo, 29 de janeiro de 2006


Woody Allen lança mais um filme e diz que não se preocupa em agradar

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Match Point

Trechos da entrevista de Woody Allen publicada no Globo Online:

O que me leva a fazer um filme não é o que esperam de mim, e sim uma determinada idéia nova que de repente me ocorre. Se tenho uma idéia engraçada, faço uma comédia. Se penso com música, faço um musical. O que me ocorre dita como será o filme. "Ponto final" (no original, 'Match Point') nasceu de uma idéia dramática. Não que eu tivesse tido um pensamento triste. Pensei em algo humano, como uma história sobre paixão e sorte.

Não me inspirei no livro "Uma tragédia americana" para fazer "Ponto final". O filme se baseia em uma idéia minha sobre um homem que tem de matar alguém bem próximo porque precisa manter as aparências. O livro de Theodore Dreiser é uma proposta diferente. "Uma tragédia americana" se baseia em uma fato real que aconteceu nos EUA. Há semelhanças entre nossas histórias, porque ambos trabalhamos com uma idéia de mobilidade social e ambição. Mas minha motivação foi originada da idéia de que um assassinato encobre algo que você quer manter.

Estou sempre em forma. Algumas vezes, há modelos que não são populares. Críticos e o público tendem a julgar tudo pela popularidade, mas eu faço os filmes que quero fazer, sem me preocupar se eles serão ou não populares. Por isso eu sinto que estou sempre em forma. Porque filmo sempre o que quero, sem me preocupar se isso vai agradar ou não. Mas isso tem conseqüências negativas. Exatamente por não me preocupar com a expectativa alheia, tenho muita dificuldade na hora de conseguir financiamento para os meus filmes. Pela atitude independente que adotei, tenho sempre que lutar duramente para conseguir completar o orçamento de meus filmes. Sobre essa coisa de "estar em forma", o que eu poderia dizer de "Ponto final" é que ele é o meu melhor filme. Não o melhor em muito tempo, mas o melhor de todos os que fiz.

Não vejo os filmes de Hollywood hoje com deslumbramento. Há uma contradição no cinema americano. Há maravilhosos roteiristas, atores e diretores lá. Mas eles têm de enfrentar uma difícil batalha para fazer seus filmes. Na indústria cinematográfica americana corre muito dinheiro. Como eles gastam muito nos filmes, estão interessados em lucrar muito, sempre assombrados pelo medo de perder as grandes somas que investiram. Isso dificulta os cineastas que não estão interessados em trabalhar com superproduções ou dirigir filmes que rendam milhões de dólares. A maioria dos filmes caros que vi não eram bons. E os diretores que criaram impacto na década de 70 enfrentam hoje muitos obstáculos para concluírem seus filmes.

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Os dramas de nossas maiores cidades


Milícias armadas ocupam favelas no Rio e pobreza cresce em São Paulo

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sábado, 28 de janeiro de 2006

Lula, o virtuoso


Pagando mais um mico de campanha
(Folha Imagem)

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O bom, o mau e o feio

Crônica de Nelson Motta

Sob um sol escaldante, num palanque da Baixada Fluminense, foi muito divertido ver as caras dos deputados Júlio Lopes e Ronaldo César Coelho, arquetípicos mauricinhos cariocas e perfeitos representantes da Zona Sul, suando em seus Armanis e ouvindo Lula dizer que não tinha a cara deles, mas a do "povo sofrido" que estava ali para aplaudi-lo. O "povo sofrido" (ir à Baixada ao meio-dia para ouvir Lula falar é mais um sofrimento) certamente foi levado em caravanas patrocinadas pelos caras da Zona Sul.

Sobrou também para o prefeito petista de Nova Iguaçú, o gatinho Lindbergh Farias, anfitrião de Lula na inauguração das obras. É de origem nordestina, mas parece um surfista, é a cara de qualquer garotão de Ipanema – e graças a ela ganhou o apelido de "Lindinho" e derrotou nas urnas o casal Garotinho, que não é especialmente bonito.

O presidente do "país de todos" se orgulha de não ter a cara dos caras da Zona Sul e nem da Avenida Paulista – que pagam impostos para suas bolsas-família, bancam suas campanhas eleitorais e levam público para suas inaugurações e comícios – e, na ânsia de se identificar com as "caras sofridas", e ganhar seus votos, pareceu dizer que além de pobres eles são feios. E burros, para acreditarem nessas demagogias rasteiras.

Lula apenas repetiu George Bush, que recentemente, no interior do Texas, teve um surto populista diante de uma massa de broncos e jecas e disse que eles sim, eram os "verdadeiros americanos". Os outros americanos, que pagam impostos, doam milhões para campanhas e não são tão primários e crentes como os que Bush chamou de "verdadeiros", se ofenderam: seriam eles os "falsos"? Diante do bombardeio na imprensa, com marqueteiros em polvorosa e pesquisas contundentes, Bush reconheceu que pisou na bola. Lula ainda não.

Publicada no site Sintonia Fina (link nos Favoritos do RA).

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Batman não morreu


Contrariando os boatos, Rogério Bulhões foi visto vivo ontem na cidade

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Longa vida ao palhaço

Rolava, desde o início da semana, um boato que Rogério Bulhões - o palhaço que, há anos, circula pela cidade anunciando lojas com seu megafone - havia morrido de enfarte. Nós do RA, que sempre admiramos Rogério (personagem da primeira edição impressa do Resende Agora), ficamos surpresos com a notícia. Afinal, um rapaz tão novo (37 anos), forte e bem-humorado, morrer assim, de uma hora pra outra, de enfarte? Alguma coisa estava errada.

Procuramos nos jornais locais alguma notícia que comprovasse a tragédia. Nada. Nem uma vírgula sobre a morte do palhaço. E o boato se espalhando. Alguns já afirmavam até que a causa-mortis era outra: Rogério teria sido assassinado!

Muito bem. Já me preparava para render uma grande homenagem ao palhaço quando, de repente (não mais que de repente), o vejo subir a Gulhot Rodrigues pedalando tranqüilamente a sua bicicleta de super-herói, protegido do sol por uma colorida barraca de praia e vestido de Batman. Quando ele parou no sinal, eu o abordei:

- Grande Rogério!!! Posso fazer uma foto para colocar no seu obituário?

Ele deu um sorriso triste e desabafou: "Pois é, cara, não agüento mais dizer às pessoas que, mesmo tendo sido injustamente declarado morto, eu continuo muito vivo!"

Fiz rapidamente a foto acima e ele seguiu o seu caminho, dessa vez, provocando mais sustos do que gargalhadas na platéia do seu dia-a-dia.

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Rodando a bolsa na rua

De Gilberto Dimenstein, colunista da Folha Online

A atriz Adriana Bruno estava no limite do desespero. Além de uma crise no casamento, os projetos teatrais não saíam do papel e faltava-lhe dinheiro para pagar as contas. Até que ouviu um alto-falante, instalado num Fusquinha caindo aos pedaços que passava na frente de sua casa, anunciando pamonha. Teve a idéia, então, de sair vendendo, dentro de um automóvel, as bolsas de panos que vinha aprendendo a fazer. O problema é que seu Fusquinha fora roubado dois meses antes. Foi salva, então, pelos restos de seu sonho de teatro mambembe: um pequeno ônibus que conduzia o grupo de atores, agora enferrujado e sem uso. "Pensei que fora da vida de atriz seria profundamente infeliz", conta Adriana.

Por ser filha de militar, Adriana mudava sempre de cidade. Veio para São Paulo, onde estudou artes cênicas, na USP. Continuou em movimento, desta vez fazendo das ruas seus cenários como atriz do grupo Farândola. Mas, no final do ano passado, os projetos não prosperavam e, sem alternativa, lançou mão provisoriamente de sua habilidade de desenhar figurinos. A mãe lhe emprestou R$ 100 para comprar panos na 25 de Março. "Com esses R$ 100 ganhei R$ 300." Sua clientela era limitada às amigas e às amigas das amigas. "Precisava ir mais longe."

Quando estava em busca de uma solução, passou o Fusca vendendo pamonha -"logo fiquei triste com a lembrança do meu fusca roubado"-, mas, ao mesmo tempo, lembrou-se do pequeno ônibus, herança do "Farândola", e decidiu transformá-lo numa loja mambembe, transparente e repleta de cores. Faltava um detalhe. "Não tinha carta para dirigir ônibus e meu projeto ficou esperando." Amigos aconselhavam Adriana a tomar muito cuidado e lembravam todas as burocracias de um negócio. "Alguma solução tem de existir", respondia, insegura, mas sem alternativa.

Neste ano, ela, literalmente, pisou no acelerador e saiu dirigindo pelas ruas, parando em pontos movimentados, como a praça Benedito Calixto. Muita gente entra na loja, batizada de Maria Berenice, apenas atraída pelo exotismo do veículo. Mas o marketing motorizado funcionou.

"Comecei a ser procurada por lojistas que queriam minhas bolsas." Há alguns dias, Adriana recebeu sinais de que a sua ousadia estava dando resultados. Não tinha mais produtos e estava à procura de uma funcionária para ajudá-la na confecção das bolsas - esse empreendedorismo a faz um personagem sintético da cidade de São Paulo, que hoje completa 452 anos, feita de migrantes e imigrantes.

Matéria enviada por J.E.O. Bruno

PS: Adriana Bruno é filha da Ana Cristina, irmã do Filipinho...!

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Dizem por aí...


... é o nome do novo filme da bela Jennifer Aniston...

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... que vive uma jornalista cuja avó inspirou a história...

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... da Sra. Robinson de 'A Primeira Noite de um Homem'

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Acabou o sigilo bancário no Brasil

Apelidado de Hal, o cérebro eletrônico mais poderoso de Brasília fiscalizará as contas bancárias de todos os brasileiros.

Enviado por Cesar Maia (via e-mail)

Desde a manhã da segunda-feira, trabalha sem cessar - no quinto subsolo do Banco Central - um supercomputador instalado especialmente para reunir, atualizar e fiscalizar todas as contas bancárias das 182 instituições financeiras instaladas no País. Seu nome oficial é Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional, CCS na sigla abreviada.

Mas a supermáquina já nasceu com o apelido de Hal, homenagem ao mais famoso cérebro eletrônico da ficção, imortalizado no filme "2001: Uma Odisséia no Espaço". A primeira carga de informações que o computador recebeu durou quatro dias. Ao final do processo, ele havia criado nada menos que 150 milhões de diferentes pastas (uma para cada correntista do País), interligadas por CPFs e CNPJs aos nomes dos titulares e de seus procuradores. A cada dia, Hal acrescentará a seus arquivos cerca de um milhão de novos registros em informações providas pelo sistema bancário.

A partir desta semana, quando o sistema se estabilizar, o CCS deverá responder a cerca de 3 mil consultas diárias. Toda conta que for aberta, fechada, movimentada ou abandonada, em qualquer banco do País,estará armazenada ali, com origem, destino e nome do proprietário.

Diferentemente dos imensos mainframes dos tempos em que o escritor de ficção científica Arthur C. Clarke concebeu sua supermáquina para "2001", o Hal do BC tem a arquitetura pós-moderna dos tempos da microeletrônica. São três servidores e cinco CPUs de diversas marcas trabalhando simultaneamente, no que se costuma chamar de cluster. Este conjunto é o novo coração de um grande sistema de processamento que ocupa um andar inteiro do edifício-sede do Banco Central. Seu poderio não vem da capacidade bruta de processamento, mas do software que o equipa.

Desenvolvida pelo próprio BC, a inteligência artificial do Hal consumiu a maior parte dos quase R$ 20 milhões destinados ao projeto, gastos principalmente com a compra de equipamentos e o pagamento da mão-de-obra especializada. Só há dois sistemas parecidos no planeta.

Um na Alemanha, outro na França. Mas ambos são inferiores ao brasileiro. No alemão, por exemplo, a defasagem entre a abertura de uma conta bancária e seu registro no computador é de dois meses. Aqui, o prazo é de dois dias. Não por acaso, para chegar perto do Hal, é preciso passar por três portas blindadas, com código de acesso especial.

Visto em perspectiva, o sistema é o complemento tecnológico do Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP), que, nos anos de Armínio Fraga à frente do BC, uniformizou as relações entre os bancos, as pessoas, as empresas e o governo. Com o Hal, o Banco Central ganha uma ferramenta tecnológica a altura de um sistema financeiro altamente informatizado e moderno. "Recuperamos o tempo perdido", diz o diretor de Administração do BC, João Antônio Fleury.

O supercomputador promete, também, ser uma ferramenta decisiva no combate a fraudes, caixa-dois e lavagem de dinheiro no Brasil. "Vamos abrir senhas para que os juízes possam acessar diretamente o computador", informa Fleury.

O banco de dados do Hal remete aos movimentos dos últimos cinco anos. Antes de sua chegada, quando a Justiça solicitava uma quebra de sigilo bancário, o Banco Central era obrigado a encaminhar ofício a 182 bancos, solicitando informações sobre um CPF ou CNPJ. Multiplique-se isso por três mil pedidos diários. São 546 mil pedidos de informações à espera de meio milhão de respostas. Em determinados casos, o pedido de quebra de sigilo chegava ao BC com um mimo: "cumpra-se em 24 horas, sob pena de prisão".

A partir da estréia do Hall, com um simples clique, COAF, Ministério Público, Polícia Federal e qualquer juiz terão acesso a todas as contas bancárias que um cidadão ou uma empresa tiver no Brasil.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Promessas de campanha

Do Globo Online

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega ao fim de seu mandato sem cumprir a promessa de campanha de dobrar o salário-mínimo. O valor no início de seu governo era de R$ 200, reajustado em 2003, primeiro ano de seu governo para R$ 240. Depois o salário-mínimo foi reajustado sucessivamente para R$ 260 e R$ 300.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho, no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, de setembro de 1994 a maio de 1998 o salário-mínimo teve aumento real de 20,5%. Já no segundo governo do tucano, entre maio de 1998 e abril de 2002 o reajuste, já descontada a inflação, foi de 20,6%. No governo Lula, de abril de 2002 a abril de 2006 o mínimo teve aumento real de 25,3%."

Pitaco do RA: Uma das principais bandeiras do PT sempre foi o aumento do salário-mínimo em níveis compatíveis com as reais necessidades dos trabalhadores. Muito bem. Será que meros 5 pontos percentuais são suficientes para caracterizar a "enorme" diferença entre o PT e o PSDB na hora de conceder reajustes salariais?

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Ainda pé-de-chinelo?


Ou na Honda a história será outra? (AFP)

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terça-feira, 24 de janeiro de 2006

É Massa?


Ou apenas um novo pé-de-chinelo na Ferrari? (Reuters)

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Acidente em alto-forno da CSN

Da Folha Online

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) informou em nota que ocorreu um acidente no alto-forno 3 da usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, na tarde de ontem, com danos no teto do alto-forno.

O funcionário Fernando da Silva Borges teve escoriações leves em razão do acidente. Segundo a assessoria, ao ouvir o estrondo, o funcionário se assustou, correu, caiu e bateu a cabeça no chão. Ele foi levado ao hospital, mas já foi liberado.

A CSN designou uma comissão interna para apurar as causas. A companhia destaca que a produção a partir da laminação continua normal, com uso de placas de estoque e o alto-forno 2 opera normalmente.

A assessoria da empresa informou ainda que o alto-forno 3 responde por 60% da produção diária de 13,5 mil toneladas de ferro-gusa, mas que a CSN tem seguro. A CSN conta com três alto-fornos. O de número 1 está parado e a companhia já planeja a construção do número 4.

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Saiba o que vai acontecer com Salomé e Leonardo, as estrelas de JK

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Na minisérie 'Salomé', JK é mero coadjuvante

Confira o resumo dos capítulos no site oficial da Globo:

Mal-entendido: Leonardo vê Salomé feliz com Zinque.

Fuga desesperada: Salomé foge para não morrer.

Fugiu? Ele vai atrás: Coronel Licurgo vai atrás de Guiomar e Salomé em Belo Horizonte.

Revelação: Salomé descobre que Leonardo está vivo. É Juscelino quem lhe conta.

O reencontro: Leonardo e Salomé ficam juntos novamente.

Adeus às ilusões: Salomé engravida, mas Leonardo é casado.

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domingo, 22 de janeiro de 2006

Esfriando o monitor


Na revista do JB, um dos símbolos do verão

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A internet nas capas das revistas


O fim das enciclopédias de papel e a realidade das traições virtuais

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Manchetes de um domingo escaldante


Enquanto o Rio rejeita Lula, nossas maiores universidades são privadas

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sábado, 21 de janeiro de 2006

EUA pressionam Google

Do jornal O Estado de São Paulo

O Google, maior site de buscas do mundo, recusa-se a entregar ao governo dos EUA o histórico de consultas de seus usuários. Em busca de indícios de pornografia infantil, o procurador-geral pede à Justiça que force a empresa a ceder. O Yahoo cumpriu intimação semelhante.

O Google, no entanto, se recusou a obedecer ao Departamento de Justiça dos EUA quanto a entregar informações sobre o que as pessoas procuram na internet. O governo norte-americano quer que a empresa forneça uma amostra de todas as buscas realizadas pelo período de uma semana. O objetivo é identificar pessoas suspeitas de pedofilia online, seguindo uma lei de proteção à criança aprovada pela Suprema Corte no ano passado e que visa combater a pornografia infantil.

A polêmica medida levantou questões sobre a privacidade, pois o governo dos EUA poderia saber os hábitos de consulta de milhões de pessoas. O medo do Google é que essa medida leve a uma fuga de usuários. O Yahoo, segundo mecanismo de busca mais usado na Web, teria fornecido informações "com restrições", não fornecendo dados pessoais de usuários. Em sua defesa, porta-vozes do Google afirmaram que a empresa está disposta a auxiliar o governo norte-americano e que existem formas de fazer isso sem prejudicar seus usuários.

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Qui bella machina!


O Alfa Romeo Brera desbancou automóveis do mundo inteiro

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A perfeição está presente em todos os ângulos do carro

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O painel do Brera, que já vem com DVD, tem design tradicional

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O carro mais bonito do mundo

Do site Carsale

Nem o Peugeot 407 Coupe, nem o Chrysler 300C Touring, e nem o Lexus IS 250, foram capazes de superar a elegância do Alfa Romeo Brera. O cupê desbancou seus concorrentes e foi escolhido, quinta-feira passada (19), o Carro Mais Belo do Mundo, em uma votação realizada durante o 21º Festival Internacional do Automóvel, no Grand Palais de Paris, na França. A comissão, que procedeu a escolha contou com 15 integrantes - a maioria deles, franceses -, entre eles o ex-piloto de F1, Alain Prost, e a designer de moda, Chantal Thomas. O júri foi presidido pelo arquiteto Jean-Michell Wilmotte.

Os jurados também concederam ao sedã de luxo Citroën C6, o prêmio de "Melhor Interior", e ao superesportivo Bugatti Veyron, o título de "Supercarro do Ano". Já, o protótipo Mazda Senku, um dos destaques do último Salão de Tóquio, foi eleito o "Carro Conceito do Ano". Ao designer italiano Giorgetto Giugiaro foi entregue o "Grand Prêmio de Arte". O projeto do Brera é de autoria de Giugiaro.

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No site oficial da minisérie JK, o maior destaque é... Salomé!

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

JK ou Salomé?

Não dá pra entender! Como é que a Globo, com todos os seus imensos recursos (materiais e intelectuais) consegue pôr a perder um projeto que começou tão bem e tinha tudo para terminar melhor ainda? Uma minisérie contando a vida de Juscelino, com roteiro de Maria Adelaide Amaral e atores e atrizes do calibre de Wagner Moura, Debora Falabella, Júlia Lemmertz e José Wilker é tiro na mosca, não tem como errar.

No entanto, a trama parece ter sido escrita especialmente para a Deborah Evelyn, mulher do diretor Dennis Carvalho, que interpreta uma personagem que nunca existiu na vida real, como também não existiram o diabólico Coronel Licurgo e sua desgraçada família, todos fazendo escada para o brilho da heroína Salomé.

Olha, se eu tivesse saco pra cronometrar o tempo de exposição dos artistas na telinha, não me surpreenderia se a dançarina de cabaré ganhasse de personagens marcantes - e reais - na vida de JK, como Benedito Valadares (que o introduziu na política) e a própria Dona Sarah, companheira da vida inteira.

Por isso, não vejo sentido em ficar na frente da TV por causa do Juscelino e ser obrigado a acompanhar a novela paralela da Salomé, por mais que isso agrade ao Dennis Carvalho.

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Uma resposta para ficar na história

Não costumo postar textos muito longos no RA. Acho que isso espanta as visitas. Afinal, são tantos os caminhos da infinita blogosfera e temos tão pouco tempo para percorrê-los... Mas, dessa vez, sou obrigado a abrir uma exceção. É que o texto - enviado pelo honorável comendador Acácio - é bom demais! Nem parece que foi proferido por um antigo membro do Governo Lula. Por isso, respirem fundo e leiam tudo, até a última linha. Garanto que não se arrependerão.

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, ex-ministro da educação e atual senador Cristovam Buarque, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. Um jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta do senador:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de comer e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!"

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Os cachorros do Ronaldinho


Com o tempo, os cães acabam adquirindo as feições de seus donos

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Chega de férias (apesar do calor)!

Como abri mão do salário extra a que tinha direito por haver trabalhado nas férias, achei por bem descansar mais um pouco. Dez dias inteiros sem postar uma única linha. Como se diz lá no Triângulo Mineiro - onde fiquei de papo pro ar até sábado passado -, bom também!

Mas a culpa dessa vagabundagem adicional é do calor atroz que assola Resende neste verão. Quando cheguei aqui, às oito e meia da noite, a cidade parecia a antesala do inferno (remember Caco Antibes). Dentro de casa, inacreditáveis 32 graus centígrados (as paredes que dão para a rua - no bom sentido! - ainda conservavam intacto o mormaço da tarde).

Literalmente, o clima não estava para trabalho. Tanto que só me animei a ligar o computador na madrugada de segunda-feira e, mesmo assim, bem rapidinho: o tempo de dar uma pequena faxina na caixa-postal e ler alguns e-mails.

Well, hoje deu uma refrescada e até ameaçou cair um benvindo toró no início da noite. Infelizmente, ficou só na promessa. Mas já dá pra encarar o monitor. Assim, declaro encerrada, a partir de agora, a minha temporada de férias. Blogosfera, aqui me tens de regresso!

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domingo, 8 de janeiro de 2006

Imagens de 2005


O furacão Katrina provocou enchentes e incêndios em Nova Orleans

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Terremoto na fronteira do Paquistão com a Índia mata milhares

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Carros incendiados nos arredores de Paris iluminam a noite

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No Vaticano, os funerais do Papa João Paulo II

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Soldado americano morto no Iraque volta para casa

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As melhores fotos da revista Time em 2005

Como acontece todo início de ano, a Time publica uma seleção das melhores fotos publicadas na revista durante o ano que passou. Na maioria das vezes, os temas abordados pelos fotógrafos são desastres (naturais ou não), guerras, mortes de personalidades mundiais, epidemias e atentados terroristas. Em 2005 não foi diferente: das 24 fotos postadas no site da revista, 19 mostram vítimas dos furacões Katrina e Rita (que devastaram a região de Nova Orleans, nos Estados Unidos), do violento terremoto ocorrido na fronteira da Índia com o Paquistão, do atentado terrorista no metrô de Londres, da guerra no Iraque e dos conflitos étnicos no Sudão. Outras três fotos mostram o Papa João Paulo II morto, colonos judeus da Faixa de Gaza sendo retirados à força por tropas israelenses e carros incendiados por jovens franceses descendentes de imigrantes nos arredores de Paris. Como diz o grande mestre Millôr, "guerras, enchentes, desastres, dão cada foto!"

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sábado, 7 de janeiro de 2006

Últimas ilusões

Crônica de Nelson Motta (enviada por e-mail)

Morei em Nova York nove anos e assim que cheguei fui procurar o amigo Paulo Francis para lhe pedir suas bênçãos e conselhos. Ele rosnou e disse:

"Ótimo! Agora você vai perder suas últimas ilusões." E morreu de rir.

Pena que não se possa ouvi-lo, com sua voz e seu estilo teatral inconfundíveis, com seu afeto e ironia, que davam à frase toda sua terrível profundidade. Tinha toda razão. Vivendo o dia a dia no ventre da besta, constatando a lógica implacável do capitalismo, testemunhando o pensamento e a ação que movem os Estados Unidos, seria preciso ser um completo imbecil – ou um perfeito idiota latino-americano – para não entender como eles são e como nos vêem. Para o bem e para o mal, sem ilusões. Eles não odeiam o resto do mundo, apenas desprezam.

Hoje, os Estados Unidos são uma imensa classe média, tudo é feito para agradá-la, como consumidores e cidadãos. Seus valores e sua estética medíocres dominam a indústria e o comércio, a arte e o entretenimento, a política e a religião. Apesar de sua origem, digamos aristocrática, Bush é o perfeito representante do que a classe média americana tem de pior. Sua ignorância, intolerância e hipocrisia, são a cara do "americano médio".

Se líderes populistas primários como Hugo Chavez e Evo Morales (sinto calafrios ao ver Lula feliz ao lado deles) soubessem como são e como funcionam os Estados Unidos, saberiam que eles desprezam a Venezuela e não sabem onde fica a Bolívia. Nem querem saber. Não gostam de perder tempo. Nem dinheiro. Fidel, o ídolo deles, continua preparando seu povo faminto para uma ilusória "invasão americana". Sem pão nem circo, oferece passeatas e discursos. Ele sabe que o gringo não tem o menor interesse nisso. Por que teria?

Bolivarianos de todas as Américas uní-vos, porque o desastre é certo.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

De volta do Himalaia

Os três fiéis leitores do RA devem estar com a pulga atrás da orelha com este maluco que vos bloga. Isso porque no dia 23 de dezembro (ano passado, portanto), me despedi de todo o mundo dizendo que só voltaria a postar no dia 20 deste janeiro chuvoso. Entretanto, no primeiro dia de 2006, uma edição extraordinária já fazia supor que as férias não seriam assim tão longas. Os motivos da reviravolta são dois.

O primeiro é que eu não tinha certeza se conseguiria atualizar o RA tão longe de casa (estou a quase mil quilômetros de distância de Resende). Como vocês podem ver, a coisa era mais simples do que eu imaginava. O segundo motivo era só uma baita vontade de ficar um mês inteiro (ou quase isso) longe da viciante blogosfera e bem próximo dos livros, revistas, gibis e de tudo que tivesse a ver com a velha e boa leitura analógica. Só não queria saber de jornais e das notícias do Planalto. Um mês longe do Lula & Cia equivaleria a um retiro espiritual nas montanhas do Himalaia.

Nada feito. Uma semana depois de iniciadas as férias, me deu vontade de experimentar a tal da blogagem à distância e como deu certo, estou, desde então, de volta ao meu virtual aconchego. Infelizmente, não poderei postar as fotos que venho fazendo aqui em Monte Carmelo (Triângulo Mineiro), já que esqueci de trazer o cabo USB da câmara digital. Quando voltar (acho que no próximo dia 15), mostro todas elas de uma veizada só (como se diz em bom mineirês).

No mais, muito bom estar novamente com vocês, mesmo debaixo de toda essa chuva. Pena que o retiro espiritual no Himalaia tenha durado tão pouco. Se pudesse, levava o RA e seus visitantes para uma temporada no alto das montanhas. Quem sabe, no ano que vem?

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Mãos à obra!


Trecho da BR-040, próximo a Barbacena
(Agência Globo)

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"Buracoduto"

Do Blog do Noblat

Não há um parlamentar no Senado. Ou melhor, não havia. O senador Romeu Tuma (PFL-SP) aproveitou a calmaria e foi correndo chamar os jornalistas na sala de imprensa.

Ele disse que vai apresentar um requerimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para convidar a depor as empresas que serão contratadas sem licitação pelo governo na operação "tapa-buraco".

Dos 26 mil quilômetros que o governo quer recuperar, pelo menos 7 mil serão sem licitação por questão de emergência. O que Tuma quer fazer? Ouvir essas empresas e até o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.

- Já temos o valerioduto e temos que tomar cuidado com o buracoduto, disse.

Então, tá. Mas tem um probleminha: o governo começa nesta segunda-feira a operação "tapa-buraco". E o Senado só volta a trabalhar no dia 16. Se voltar, é claro.

Esse requerimento, aliás, ainda precisa ser aprovado. E, além disso, é um convite. Não obriga ninguém a comparecer.

Quer dizer: Tuma sabe que tudo não passará de um gesto simbólico. Uma provocação. Apenas isso.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

Lula lança pacote de obras para 2006

Do Globo Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a manhã de ontem (terça-feira) em uma reunião sobre os projetos de infra-estrutura. Ficou acertado o lançamento de um pacote de obras, incluindo seis usinas hidrelétricas e investimentos em duas ferrovias. Na reunião também ficou decidido que o governo dará prioridade para a construção da Ferrovia Norte-Sul.

As obras de infra-estrutura serão lançadas ou executadas ao longo do ano de 2006, quando Lula, segundo ele próprio já afirmou, pretende subir em muitos palanques para divulgar projetos e programas de seu governo.

Mas agora, Lula? Obras???

Enviado por Cesar Maia (via e-mail)

Uma obra decidida, vai a projeto. No mínimo uns 60 dias. De projeto vai a licitação. No minimo uns 45 dias. Depois vai a contrato: uns 30 dias. E então se arma o canteiro de obras. O orçamento abre em fevereiro. Só com ele se pode licitar. Ou seja, se tudo der certo, 150 dias após fevereiro. Isso significa que a obra azeitada começaria a ser realizada em agosto.

Ô Lula! Ou você não sabe o que é executar orçamento de obras ou quer enganar os distraídos. O governo acabou. Governo que quer luzir no último ano, tem que ter as licitações na rua no final do segundo ano, ou final de 2004. Acabou. Agora, dá tempo para arrumar as malas, com calma.

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terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Um ano sem Will Eisner

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domingo, 1 de janeiro de 2006

Edição Extraordinária

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade.

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