Já estão à venda os novos cartões-postais Resende de ORo

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Agora é a vez do Paraguai

Do ex-Blog do César Maia, editado e traduzido pelo RA

O candidato Fernando Lugo - que lidera a campanha presidencial no Paraguai - declarou ao jornal ABC Color que se chegar ao poder em 2008, pedirá ao Brasil a renegociação do Tratado de Itaipu e, caso não obtenha uma resposta positiva, levará o caso à Corte Internacional de Justiça, em Haya.

Fernando Lugo falou também da necessidade de recuperar a soberania paraguaia no sentido cultural (na fronteira existe muita penetração brasileira), no âmbito econômico e no aspecto energético. Para ele, o Paraguai é atualmente um país primordialmente agroexportador, mas que pode vir a se tornar um país hidroelétrico, para solucionar, em grande medida, a sua permanente crise econômica.

Destacou que se o Tratado de Itaipu - firmado em 1973 durante a ditadura do General Alfredo Stroessner - for reformulado e se estabelecer o preço de mercado, os paraguaios passarão a receber cerca de US$ 1.8 bilhão anuais, em vez dos US$ 240 milhões pagos atualmente pelo governo brasileiro.

Pitaco do RA: E não é que o copanhêro Evo Morales está fazendo escola? Depois que o Lula entregou o ouro aos bolivianos, todos os vizinhos se acham agora no direito de explorar o Brasil. Resta saber quem será o próximo!

Share

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Outra chuva de verão, outro apagão!



Chuva deixa trânsito confuso e Campos Elíseos sem energia

Pitaco do RA: Continuando a nossa contagem progressiva em prol do almejado título de Cidade Campeã Mundial dos Apagões, registramos hoje os de números 9 e 10 desde o dia 15 de janeiro. O primeiro durou mais ou menos meia hora (de 14h às 14:30h) e o segundo, menos de um minuto (em torno das 15h). Parabéns Resende, parabéns AMPLA! Estamos quase lá.

Share

Sensualidade iluminada



Depois da chuva, o sol voltou a brilhar em Campos Elíseos

Share

Uma bela tarde



O Paraíba do Sul reflete as cores das pontes e do céu

Share

Ilusão de ótica



No restrito campo da teleobjetiva, equilíbrio do verde com o concreto

Share

Mais um!



Parte das lojas do Calçadão fechou mais cedo por falta de energia

Contagem do RA: Agora já são 11 apagões desde o dia 15 de janeiro! Vamo que vamo!!

Share

domingo, 25 de fevereiro de 2007

McDonald's já chegou pronto



Guindaste coloca o segundo andar do prédio

Share



O encaixe de um dos beirais do telhado

Share



Até a decoração interna veio junto

Share

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Imagem de sexta


Dia de céu azul, poucas nuvens e muuuuiito calor

Share

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

A aposentadoria do Janene

Publicado em O Globo

Um dos principais envolvidos no escândalo do mensalão, o ex-deputado e ex-líder do PP José Janene (PR) se aposentou com direito a receber da Câmara um benefício de R$ 12.847,20. Ele terá direito a 100% do valor da remuneração de um deputado porque alegou problemas de saúde — uma miocardiopatia grave —, no seu pedido de aposentadoria.

Janene protocolou o pedido de aposentadoria em 10 de outubro de 2005, logo depois que seu nome foi citado pela CPI do Mensalão e uma semana antes da abertura do processo por quebra de decoro contra ele no Conselho de Ética. Apesar da doença, foi a festas no Paraná e trabalhou ativamente na campanha eleitoral, em 2006.

Pitaco do RA: Desejamos, sinceramente, que o ex-nobre-deputado Janene tenha uma brevíssima vida de aposentado.

Share

Depois da ressaca das cinzas



A cidade retoma a sua rotina

Share

Escada para o céu



... da boca

Share

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

2007 começa hoje

Editorial do RA

Embora comemoremos o Ano Novo tradicionalmente no dia 1º de janeiro, no Brasil o ano só começa mesmo depois do carnaval. Antes disso, ou seja, janeiro inteiro e parte de fevereiro, todos só pensam nos feriados de Momo, em como melhor aproveitar quatro dias de ócio sob o brilho intenso do sol de verão. Por isso, nada de importante costuma acontecer no país do samba e do futebol durante o período pré-carnavalesco.

Em Brasília, os congressistas fingem que trabalham (aliás, como fazem o ano todo) e os demais brasileiros fingem que acreditam que isso um dia vai mudar. O presidente - a bordo do fantástico Aerolula - começa mais uma temporada de viagens pelo mundo sabendo que, na volta, irá curtir o carnaval em alguma bela praia deserta (este ano foi no Guarujá, em área restrita aos militares), descansando a pele para as próximas viagens.

O novo ministério? Nem sinal. A bem da verdade, taí uma coisa que não faz mesmo muita falta, pelo menos não neste governo de ministros anônimos. Com exceção do Gilberto Gil, que já era estrela muito antes do PT, ninguém sabe dizer os nomes dos titulares das pastas da Saúde, do Planejamento, do Trabalho ou dos Transportes (sem falar em quase todos os outros). E como os novos já chegam com a missão de atender os pleitos de quem os indicou - obra tal para estado tal -, não faz mesmo muita diferença caras, nomes ou ideologias.

O Brasil, muitos hão de concordar, vem funcionando no piloto automático há quatro anos e parece ter se acostumado com a falta de comando. Desde que o Aerolula não apareça de repente, voando em sentido contrário e na mesma altitude, teremos mais quatro anos de calmaria e de mediocridade. Feliz Ano Novo!

Share

Faltou ela



Grazi, rainha da bateria da Grande Rio e de todos nós

(Foto UOL)

Share

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Carnaval em Istambul

Escrito por Zico

Aqui não tem a festa que eu me acostumei, desde pequeno, a curtir lá em Quintino. Carnaval. É a festa que começou nas ruas dos bairros para virar um verdadeiro teatro a céu aberto, como são hoje os desfiles das Escolas de Samba. Carnaval e futebol sempre tiveram tudo a ver. São as minhas paixões e de muita gente no Brasil. Nesta terça-feira, mesmo à distância, o tema não poderia ser outro aqui na Conexão Europa.

Por conta da globalização, hoje, eu que quase sempre estive curtindo na Avenida, acompanho tudo que acontece no Rio e no Brasil. A Globo Internacional mostra os desfiles, pela Internet eu vejo as fotos, leio as notícias. A integração da comunicação hoje elimina distâncias de um jeito espetacular. Como jogador, poucas vezes fiquei distante da minha escola, a Beija-Flor. Na minha memória, lembro apenas do finalzinho de carreira, quando estava no Japão.

Confesso ser um folião convicto, daqueles que adoram participar da festa até mesmo mais do que ver. Portanto, este ano tive a oportunidade de ver as Escolas de perto como não costumo fazer e percebi como a tecnologia, a sofisticação e os recursos do show igualaram os desfiles. Tudo é mesmo muito parecido, em alto nível, e julgar de longe é impossível. Só estando na Avenida para notar as diferenças.

O Carnaval em Istambul é assim. Saudade da família, da festa, mas nada de tristeza. Afinal, estou aqui desenvolvendo um trabalho e feliz porque estamos evoluindo. É uma missão. A busca é sempre da nota 10. Mas o bloco está na rua. Nesta quinta-feira vamos enfrentar o AZ, na Holanda, precisando vencer pra seguir na UEFA e o samba tem que estar afinado... com a bola na rede!

Um grande abraço!

Share

As mais belas do carnaval



Juliana Paes arrasou à frente da bateria da Viradouro

Share



Lívia Andrade encantou os paulistanos

Share



O brilho dourado da passista da Gaviões da Fiel

Share



No Rio, passista da Mangueira esquenta a passarela

Share



Fechando o bloco, mais uma da deslumbrante Juliana

(Fotos UOL e Folha Imagem)

Share

No Nordeste, a folia não tem hora para acabar



Em Olinda, os bonecos gigantes se juntam à multidão

Share



Baianos e turistas aprontam todas em Salvador

Share



E brincam como se, para eles, hoje fosse o último dia

(Fotos Folha Imagem)

Share

Segunda-feira de carnaval em Penedo



Calma absoluta nos jardins da Pousada do Lago

Share



Uma Pequena Finlândia ensolarada e florida

Share



Impossível resistir às delícias da Fábrica de Chocolates

Share



A aniversariante do dia com uma nova amiga

Share

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Folha privilegia 'erros' dos pilotos americanos

A edição de hoje do jornal Folha de São Paulo publica mais uma reportagem de capa sobre o acidente com o avião da Gol, que matou 154 pessoas em setembro do ano passado e é considerado o maior desastre aéreo do país.

Assinada pela colunista Eliane Catanhêde, a matéria divulga os principais trechos (de acordo com a Folha) das conversas entre os pilotos americanos que conduziam o jatinho Legacy rumo aos Estados Unidos e os controladores de vôo de São José dos Campos (ponto de partida do Legacy) e de Brasília, e, também, entre os controladores de Brasília, Recife e Manaus.

Fica claro desde o início que o acidente teve como causa principal uma informação equivocada da torre de Brasília - que é a responsável pelo controle do tráfego aéreo na rota seguida pelo Legacy - para a torre de São José dos Campos, que simplesmente repassou as coordenadas para os pilotos americanos.

Ainda taxiando na pista de São José dos Campos, Joe Lepore e Jan Paladino pedem a confirmação, por três vezes, da altitude que deveriam manter depois da decolagem, ouvindo do controlador a resposta fatídica: nível de vôo 370 (que significa 37 mil pés). Só que os controladores de Brasília ignoravam que nessa mesma altitude - e voando em sentido contrário - vinha o Boeing da Gol. Este é o x da questão.

A tragédia não teria ocorrido se os controladores brasileiros tivessem cumprido o seu papel de informar, orientar, alertar e, assim, garantir uma viagem segura para os passageiros e tripulantes dos dois aviões. Tudo o mais nessa história tem papel secundário, como os diálogos entre os pilotos americanos recheados de palavrões, coisa mais que normal para a maioria dos colegas de profissão em seu ambiente de trabalho (sobretudo os mais jovens), ou as "dificuldades" que eles tiveram para operar alguns instrumentos do jatinho (em determinado trecho, um pergunta ao outro como se faz para o computador informar o tempo total do vôo).

Nada disso poderia ocasionar o acidente. Nem o fato de o transponder do Legacy estar supostamente desligado, por si só, causaria o acidente. Nada teria acontecido se os dois aviões estivessem voando nas altitudes corretas. Ponto final.

No entanto, a matéria da Folha prefere trilhar o caminho sensacionalista, reinvindicando um furo de reportagem ao apontar as supostas falhas dos verdadeiros culpados pela tragédia, desde a manchete da primeira página até o amplo espaço destinado à transcrição das conversas dos pilotos americanos, que ganhou até um fundo azul para destacar as chamadas em vermelho.

Enquanto isso, os diálogos dos controladores brasileiros aparecem na parte, digamos, menos nobre (canto inferior direito) das duas páginas, sem direito a fundo colorido. E é justamente lá que estão as respostas para as causas do desastre, é justamente lá que estão as verdadeiras manchetes que a Folha deveria ter utilizado na sua matéria, sem correr o risco de parecer parcial e tendenciosa. Afinal, patriotismo também tem limite. O limite da verdade.

Share

O começo da tragédia

Trechos das gravações publicados na Folha e editados pelo RA:

Torre de São José e Legacy

Legacy: Torre de São José, é N600XL.

Torre: N600XL liberado para dar início, temperatura de 20 graus. Vocês estão prontos para taxiar?

Legacy: Sim, senhor. Nós já estamos começando a taxiar.

(....)

Legacy: Estamos esperando "clearance" (liberação). Não tivemos ainda.

Torre: N600XL, ATC "clearance" (liberação de Controle de Tráfego Aéreo) para Eduardo Gomes (aeroporto de São José dos Campos), nível de vôo 370 (37 mil pés) direto para Poços de Caldas, código do transponder 4574. Depois da decolagem, opere Oren 080 Departure.

Legacy: Decolagem. N600XL saindo 370 para nível de vôo 080.

Torre: Roger XL. Oren Departure, livre de restrições 080, continue a subir para voar nível 370 (37 mil pés) e reportando ao passar nível de vôo 110.

Torre de São José para Brasília

Torre: Oi, Brasília. O N600XL para Eduardo Gomes, São José Eduardo Gomes, solicitando nível (de vôo) 370.

ACC-Brasília: (confirmando) 370, transponder 4574, proa de Poços de Caldas.

Centro Brasília para Legacy (cerca de uma hora depois)

ACC-Brasília: Roger, identificação Squawk sob vigilância radar, contato radar, sob contato radar.

Legacy: Brasília, N600XL, nível de vôo 370, boa tarde.

Share

domingo, 18 de fevereiro de 2007

No momento da colisão

Hot 1 (provavelmente o piloto Joe Lepore): Que diabos foi isso?

Hot 2 (provavelmente o piloto Jan Paladino): Tudo bem, pilote o avião, cara.

CAM (sigla não identificada): Nós perdemos o winglet.

Hot 1: Perdemos? De onde veio a porra?

Hot 2: A gente bateu em alguém? Você viu aquilo? Você viu alguma coisa?

Hot 1: Eu pensei que vi. Eu olhei para cima...

Hot 2: Nós estamos no curso. Nós estamos no nível de altitude. Eu não sei em que porra a gente acabou de bater.

Hot 1: Nós batemos em alguma coisa, cara. Nós batemos em outro avião. Eu não sei de onde essa porra veio.

Hot 2: Eu nunca vi isso, cara. Eu estava tentando contatar alguém. Vamos segurar a onda.

Hot 3 (personagem não identificado entra na cabine): O que é isso?

Hot 2: Vá direto para isso (a pista da Base Aérea do Cachimbo, provavelmente vista no mapa).

Hot 1: Eu não sei se é grande o suficiente.

Hot 2: Eu sei, a gente vai voar, a gente vai achar.

Share

Depois do pouso na Base Aérea do Cachimbo

Hot 1: Bom trabalho, bom trabalho! Nós estamos bem.

Hot 2: Porra, nós estamos vivos. Foda-se!

Hot 1: Eu não sei que diabos aconteceu. Se nós batemos num avião, há outro avião com problemas lá em cima. É com isso que eu estava preocupado. Nós estávamos a 37 mil pés e eu estava tentando me comunicar. Lá não tem porra nenhuma, cara.

Hot 2: E daí, se nós batemos em alguém? Eu quero dizer, nós estávamos na altitude apropriada...

Hot 4 (personagem não identificado): Em nenhum momento recebemos liberação para sair da altitude. Então, eu deixei na altitude.

Hot 2: Os caras esqueceram da gente. A freqüência anterior esqueceu completamente da gente e eu comecei a arriscar. Isso não está certo. Eu fiquei sem falar com ninguém por muito tempo. Nós estamos vivos.

Hot 1: Mas eu estou preocupado com o outro avião. Se nós não batemos em outro avião, o que pode ter sido?

Hot 2: A 37 mil pés, foi uma batida forte no que quer que tenha sido.

Hot 1: Sem chance.

Share

Brasília tenta encontrar os aviões

AZ (Manaus): Fala Brasília.

BS (Brasília): Você tem esse N600XL?

AZ: A gente tem aqui, tá descendo aqui (na Base Aérea do Cachimbo).

BS: Ele declarou emergência, tava com proa de Cachimbo, uma aeronave copiou e passou pra gente.

(....)

BS: Gol 1907. Irmão, qual o estimado dele para Bol, se já está na minha FIR (área controlada por cada centro)?

AZ: Peraí, qual é o cara (avião)?

BS: Gol 1907. Eduardo Gomes Brasília.

AZ: Ué! Que Gol 1907 é esse?

BS: Cara...

AZ: Rapaz, não tem nenhum Gol, nenhum Gol aqui com a gente (no nosso controle) não.

BS: Tem que ter, mané!

AZ: Ué, já faz mais de meia hora. Tem radar, mas não tá. Não dá pra ver não. Já sumiu do radar.

Brasília para Recife

BS: Não tem nenhum Gol não, né?

RE: Não.

Brasília novamente para Manaus

BS: Meu camarada, é seguinte: eu tou com o plano do Gol 1907 aqui. Eduardo Gomes Brasília. Vocês me passaram e até agora não me chamou. Onde está esse cara (o avião)?

AZ: Ainda não chamou?

BS: Não. Um lá passou perto dele. Mas alguém tava no 360 (36 mil pés) ou no 380 (38 mil pés). É aí que tá a minha dúvida.

AZ: É o seguinte: o piloto do Legacy falou que ele colidiu com alguma coisa e não sabe o que foi.

BS: Ih. Carai!

AZ: Aí quebrou a ponta da asa e não sabe o que foi. Só que o Gol tava no 370 (voando a 37 mil pés). Você me passou no 360 (36 mil pés), não foi?

BS: Foi.

Conclusão do RA: Para ser esclarecedora e verdadeira - e não parcial e tendenciosa - a manchete da Folha deveria ser "Fitas revelam erros na queda de avião - Controladores determinaram a mesma altitude para o Legacy e o Boeing da Gol e causaram a morte de 154 pessoas". Fim de papo.

Share


Na manchete, referência apenas aos pilotos do Legacy

Share


Nas páginas internas, destaque para as dificuldades dos americanos

Share


Transcrição das conversas dos americanos destacada em azul

Share

Resende, capital nacional dos apagões

Em menos de 24 horas, dois apagões em Resende (o último aconteceu meia hora atrás). Do jeito que a coisa vai, a cidade caminha celeremente para se tornar a capital mundial dos apagões. No que depender do RA, estamos aí para fazer a contagem que pode nos dar esse honroso, almejado e sombrio título. Pelas nossas contas, desde o dia 15 de janeiro (quando voltamos de férias), já tivemos oito apagões em Resende. Força, AMPLA! Contamos com vocês.

Share

Madrugada de apagões e vandalismo



A Ponte Velha com parte das luzes vermelhas apagadas


Testemunho do RA: Às 3:45h de hoje, acordo no exato momento em que o ventilador do quarto pára de girar. Mesmo ainda grogue de sono já sei que se trata de mais um AMPLO apagão na capital dos apagões. E como não ia conseguir continuar deitado (muito menos voltar a dormir) no calor da madrugada, fui até a janela da sala conferir a extensão das trevas. Como sempre, só o meu cantinho em Campos Elíseos e parte do Centro às escuras. Na pequena área carnavalesca, do outro lado do rio, uns cem foliões curtiam um porre e o som discreto de uma banda importada. De repente - não mais que de repente, sempre! - as luzes vermelhas da Ponte Velha começam a apagar, uma a uma. Logo vejo o motivo, entupido de cachaça, zanzando de um lado para o outro, puxando as lâmpadas de dentro das luminárias. O bebum - homem de 30 a 40 anos de idade, roupas comuns - fez o "trabalho" rapidamente, à medida que atravessava a ponte, como se já tivesse feito isso muitas outras vezes. Já do lado de cá (em Campos Elíseos), tropeçou na calçada, caiu, levantou-se, atravessou a rua em direção ao Royal e, fora da minha visão, quebrou algum vidro. Logo depois, chega um carro da polícia e estaciona de frente ao supermercado, com os faróis acesos (o AMPLO apagão continuava). Chegou outro carro (talvez da firma responsável pelo alarme eletrônico) e ambos permaneceram lá, parados no meio da rua, um bom tempo. Tanto tempo que a luz voltou a brilhar, os ventiladores recomeçaram a girar e eu fui dormir. Muito bem. Agora de manhã, resolvi checar o tamanho do estrago causado pelo bebum e fiz as fotos aí de baixo. Só não consegui saber que fim ele levou.

Share



Uma das lâmpadas desconectadas pelo pudim de cachaça

Share



Carro da polícia ilumina a cena do crime

Share



Que se resumiu a uma vidraça quebrada

Share

Enquanto isso, no Calçadão...



O carnaval continua animadão

Share

sábado, 17 de fevereiro de 2007

O duelo das musas em Salvador



Que me perdoe Ivete Sangalo...

Share



Mas um Babado Novo...

Share



É fundamental

(Fotos Folha Imagem e Coperphoto)

Share

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Mais um carnaval que começa



Tanto riso, oh, quanta alegria...

(Foto AFP)

Share

'Brasileiros só acreditam na lei da selva'

Do site da BBC Brasil

Sob o título “Ipanema queima – traficantes, mafiosos e policiais lutam pelo poder no Rio de Janeiro”, uma reportagem do jornal alemão Der Tagesspiegel - publicada anteontem - relata a crescente onda de violência na cidade, que levou o governo federal a enviar ao Estado tropas da Força Nacional de Segurança.

“No domingo, nove pessoas morreram em um tiroteio entre traficantes e a polícia. Eles são as últimas vítimas de uma insanidade que tomou o Rio de Janeiro: no ano passado, 48 mil pessoas morreram vítimas de facadas ou tiros, três vezes mais do que em acidentes de trânsito”, relata o jornal. A reportagem comenta que, por conta da violência, “nos subúrbios e nas favelas nem taxistas nem oficiais de Justiça se arriscam”.

O jornal aponta, entre as causas da criminalidade, “o desemprego, a desigualdade social, a corrupção e a lentidão da Justiça”, entre outras coisas. Porém, de acordo com o Der Tagesspiegel, há ainda uma outra causa, da qual normalmente não se fala: "os brasileiros acreditam apenas na lei da selva”.

“Eles estão corroídos pelo medo”, conclui a matéria.

Pitaco do RA: Uia!!

Share

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

'Turistas' agride menos que produções nacionais



Artigo de Diógenes Muniz, da Folha Online

Se sua intenção é ver "Turistas" - aquele filme que "denigre" a imagem do Brasil - com a bandeira verde-amarela numa mão e a flâmula dos EUA debaixo da sola do sapato, fique em casa. Guarde o dinheiro do ingresso, ligue a TV e espere até alguma novela do horário nobre aparecer na telinha. Os estereótipos reproduzidos lá fora são transmitidos por nossa produção nacional diariamente. E "de graça", como adoram dizer as emissoras quando se esquecem que operam sob concessões públicas.

Mas o assunto aqui é cinema. Do ruim. Vale tudo em "Turistas", que chega às salas do país nesta sexta-feira (16). Roteiro sem pé nem cabeça, erros de continuidade, Marcelo D2 e Adriana Calcanhoto como trilha sonora de filme de terror, perseguições intermináveis e uma câmera que chacoalha tanto para tão pouco. A abordagem míope dos brasileiros é pouca coisa perto da chatice da obra em si.

Quem leu a sinopse já sabe basicamente a trama inteira. Uma trupe de estrangeiros está em viagem por um "excêntrico país". Na tentativa de ir para Floripa, parte deles pega um ônibus na direção de Recife. Pois é. O motorista, truculento como o resto do povo, quase joga todos em uma ribanceira. O caso é que suecos, ingleses e norte-americanos ficam numa praia mais ou menos deserta, regados à caipirinha e mulatas. O deslumbramento de criança em visita ao zoológico predomina nas atuações.

Pois os dias de felicidade dos "gringos" estão contados, já que um paramédico brasileiro antiimperialista decide torturá-los e roubar-lhes os órgãos para distribuir aos pobres. É uma vingança contra os séculos de exploração, explica o vilão Zamora, levando-se mais a sério do que o longa permitiria.

O orçamento publicitário de "Turistas" foi três vezes maior do que o da produção em si, de US$ 10 milhões. Até um site falso de agência de viagens foi feito para promover a história. Se deu resultado? Até agora, 55 salas de 21 cidades brasileiras o exibirão. O bordão "falem mal, mas falem de mim" é insuficiente para explicar este caso.

A polêmica em torno da empreitada tira proveito de um ato falho coletivo. Depois de decretarem que "a gente se vê por aqui", quando nos vemos por lá escancaramos nossa auto-estima rasteira. Alguém deve lucrar com esse rancor todo... A propósito, quem aí já assistiu à chamada de "Paraíso Tropical", novo folhetim da Globo?

Share

Stephen Frears filmará história de Jean Charles



Da Folha Online

O produtor e diretor britânico Stephen Frears, responsável pelo premiado filme "A Rainha", filmará a história do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto pela polícia londrina, que o confundiu com um terrorista na estação do metrô de Stockwell em 22 de julho de 2005.

A história, de acordo com a produtora Mango Filmes, se concentra nos eventos anteriores à morte de Jean Charles. O produtor do filme, Henrique Goldman, declarou que será uma história "humana", e não um filme político.

O filme analisará o impacto que o assassinato teve na comunidade brasileira de Londres. O projeto havia sido inicialmente oferecido para a BBC, mas a emissora pública recusou a proposta. "A previsão é começar o filme neste verão. Esperamos que as filmagens estejam terminadas para o Festival de Cinema de Berlim do próximo ano", afirma Goldman.

"Jean Charles trouxe um grupo de primos brasileiros a Londres. Ele gostaria de continuar vivendo no Brasil, ainda que estivesse, à época, na Inglaterra. Jean pagou para que os primos viessem. Por isso trouxe o Brasil com ele. Nós falamos com gente que esteve diretamente vinculada à sua vida", disse Goldman.

Para o produtor, o filme, que ainda não tem um título definitivo, "retratará como a vida dos primos de Jean Charles mudou depois destes eventos trágicos". "Creio que todos sabemos algo sobre a história (de Jean Charles), mas poucos sabem quem ele era e quem sofreu com sua morte. É isto que queremos contar no filme", disse, acrescentando que a produção não se focará nos erros da polícia britânica.

"Penso que tratar das ações da polícia britânica é muito chato. A polícia brasileira é muito mais interessante. Neste mesmo ano, a polícia do Brasil matou duas mil pessoas e não teve que pedir perdão. E por isso não me parece que a polícia britânica seja interessante, não importa o quanto eles tenham sido desonestos no caso", concluiu Henrique Goldman.

Share

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Imagens de terça


O performático Rogério Bulhões vende o seu peixe no Calçadão

Share


E o Paraíso dos Presentes resiste ao agito dos novos tempos

Share

Painéis fotográficos contra racismo em Salvador



Do El País, publicado no UOL Mídia Global

É a cidade mais negra do Brasil, segundo as estatísticas: mais de 75% da população de Salvador - 2,6 milhões de habitantes ao todo - são negros ou mulatos. Presente nos romances de Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro, nas canções de Dorival Caymmi ou Carlinhos Brown, no candomblé e na capoeira, foi a primeira capital do país e o primeiro porto de chegada de escravos. Hoje é um dos focos da diáspora africana.

Até 16 de fevereiro, a capital do estado da Bahia, fundada em 1549, recebe a maior exposição ao ar livre de sua história: 1.501 painéis com fotografias de mulheres, crianças e homens afro-descendentes ocupam as fachadas de edifícios no centro e na periferia, espalham-se por praças e avenidas, deixam-se ver na entrada dos centros comerciais. No total, são 9.073 m2 com fotos como as das campanhas publicitárias que, paradoxalmente, costumam mostrar jovens modelos louras ou de pele clara.

O projeto Salvador Negroamor revela a bela face africana de Salvador da Bahia. Ele transforma a cidade em uma sala de exposição para os que não pisaram e jamais pisarão numa galeria de arte. Para tanto, o fotógrafo, publicitário e promotor cultural Sérgio Guerra, 45, retratou cerca de mil pessoas anônimas. Tenta dar destaque aos que não são visíveis e provocar uma reflexão.

"Vejo uma cidade dividida, preconceituosa e muitas vezes racista. O conceito de cidade alta e cidade baixa aqui é literal", explicou no jornal "Correio da Bahia" esse pernambucano, filho de um político perseguido pela ditadura e de uma militante do movimento em defesa dos favelados. Há um abismo social e econômico determinado pela hierarquia de raças: o índice de pobreza é diretamente proporcional à cor da pele. Os níveis mais baixos de educação, os empregos menos atraentes e os piores salários são para os afro-descendentes.

Além dos painéis espalhados por toda a cidade, foi publicado um livro com uma seleção dessas fotos - escolhidas entre mais de 16 mil - e um disco com gravações de filhos ilustres como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Margareth Menezes, Virgínia Rodrigues e Mateus Aleluia. A ONG Salvador Negroamor criou um portal de discussão e informação. Também organiza uma escola para alfabetização de adultos e reforço escolar para filhos dos trabalhadores do mercado de São Joaquim. Essas ações deverão culminar com a criação de um fórum mundial africanista permanente em 2009.

Share

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Imagem de segunda


Depois do temporal de ontem, um dia de temperatura amena

Share

Lucro do Bradesco bate novo recorde em 2006


A fila de todos os dias nos caixas eletrônicos do Bradesco

Do UOL Economia

O Bradesco anunciou nesta segunda-feira alta de 15,42% no lucro líquido recorrente em 2006. Por esse critério, o banco ganhou R$ 6,36 bilhões, contra lucro de R$ 5,51 bilhões em 2005, que já havia sido recorde.

O balanço foi influenciado pelo crescimento na carteira de empréstimos para pessoas físicas. Também houve alta de 10,9% no lucro líquido do quarto trimestre, para R$ 1,62 bilhão. Nos três últimos meses de 2005, o resultado positivo do maior banco privado do país havia somado R$ 1,46 bilhão.

A receita com prestação de serviços alcançou R$ 8,9 bilhões, avanço de 21,1% sobre 2005, quando o banco obteve receitas de R$ 7,3 bilhões. Nos três últimos meses de 2006, o Bradesco teve faturamento com serviços de R$ 2,42 bilhões.

Pitaco do RA: Enquanto o maior banco privado do país obtém, ano a ano, recordes de faturamento (sempre na casa dos bilhões de reais), sua única agência em Resende é a que presta o pior atendimento ao cliente entre os bancos da cidade. Todos os dias, as filas internas (para os caixas e atendimento geral) e externas (para as máquinas) são enormes e lentas, graças, principalmente, à existência de apenas um caixa eletrônico em funcionamento (precário, por sinal) para depósito imediato (nas outras máquinas, o depósito só é creditado no dia seguinte). Os clientes reclamam da demora, discutem com os funcionários (que não têm nada a ver com a história) e tudo continua como sempre, um caixa desligado e o outro funcionando com mau contato em algumas teclas (dependendo do número a ser digitado, é preciso repetir a operação diversas vezes até conseguir efetuar o depósito). E aí vem a tradicional pergunta que não quer calar: só é possível obter lucros recordes tratando mal o cliente (ao não investir em novos equipamentos), cobrando uma infinidade de taxas que nunca deveriam ser cobradas (sobre extratos, talões de cheques, etc) e mantendo juros absurdos de cartão de crédito e empréstimos pessoais? Pensando bem, acho que a resposta já está na própria pergunta. Basta tirar o ponto de interrogação.

Share

Polícia para quem precisa de polícia



Sting, Stewart Copeland e Andy Summers no Grammy Awards

Share

Alma carioca

Dando uma geral em jornais dominicais comprados e não lidos (coisa cada vez mais freqüente), encontrei esta entrevista da grande Luiza Brunet à coluna Gente Boa, do também grande Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no dia 21 de janeiro em O Globo:

Por que você não foi ao Fashion Rio? Nada me estimulou. Não vi necessidade de sair de casa e enfrentar o medo de levar uma bala perdida para ficar em filas enormes e ver uma moda que, pelo que assisti na TV, é uma mesmice. Enchi o saco.

Você tem evitado sair? Procuro fazer tudo perto da minha casa, em Ipanema. Evito sair de carro sozinha. O Rio está tão entregue aos marginais que a gente não tem o menor estímulo para ir à rua. Uma forma de se preservar é não sair.

É síndrome do pânico? Não. E não faço terapia. Mas já fui assaltada algumas vezes e sei que a sensação é muito ruim e permanece com você algum tempo. Imagino como vai ficar a Leila (Schuster, ex-miss-Brasil, que levou facadas de assaltantes na quarta-feira). Ela é mais uma vítima desse caos urbano do Rio. Fiquei chocada com o que aconteceu.

Share

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Imagens de domingo


Surfando no piscinão da rua João Ferreira Pinto

Share


Na avenida Gustavo Jardim, um carro da Ampla assusta

Share


E eu corro pra casa e me preparo para o próximo apagão

Share

Diário da guerra



Nos primeiros dez dias de fevereiro, 114 pessoas foram mortas e 51 ficaram feridas no Rio de Janeiro (só hoje, domingo, morreram 9). A estatística do Rio Body Count refere-se à capital e ao interior.

Share

O horror, o horror - Parte três



Pergunta sem resposta?

Pitaco do RA: Um grande presídio de segurança máxima para menores infratores - onde trabalhariam apenas policiais de nível superior, psicólogos e professores - poderia ser um bom começo. Se a resistência à prisão de menores se deve ao inexplicável temor de que monstros que arrastam crianças até a morte podem piorar ainda mais em contato com criminosos adultos, um presídio especial, só para bandidos de 14 a 18 anos, com alas separadas de acordo com a idade e a periculosidade de cada um, não despertaria a rejeição de defensores dos direitos humanos, de ONGs de fachada (redundante, né?) e, até, do próprio Lula, que já declarou ser contra a prisão dos dimenor. Tudo isso porque uma recente pesquisa, divulgada pelo ex-Blog do Cesar Maia, apontou que grande parte dos crimes que acontecem no Rio de Janeiro são praticados por menores que, quando não são mortos por milícias ou gangues rivais, acabam impunes e praticando novos crimes, protegidos pela lei e pela superlotação das precárias unidades da FEBEM. Um moderno presídio, todo informatizado, com vigilância individual 24 horas por dia, tratamento digno, cursos profissionalizantes, palestras, apresentações regulares de grupos teatrais e uma boa biblioteca, teria até como reabilitar muitos dos garotos que entram para a vida do crime por absoluta falta de opções. Em relação aos monstros que dilaceram crianças de seis anos de idade, esses teriam lugar reservado nos presídios de segurança máxima para adultos, para onde seriam transferidos ao atingir a maioridade e onde ficariam até o fim de suas vidas.

Share

'Atenção! Mulher na Direção'

O grande Lu Gastão manda avisar que nos dias 5, 7 e 9 de março, longas-metragens dirigidos por mulheres serão apresentados no auditório da Câmara Municipal. A mostra, que é uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher - comemorado tradicionalmente no dia 8 de março - apresentará os seguintes filmes:

Dia 5 (segunda-feira) - "O Mundo de Jack e Rose", drama familiar comandado com talento por Rebecca Miller. Filha do dramaturgo americano Arthur Miller, Rebecca parece ter uma promissora carreira pela frente. O longa é estrelado por Daniel Day-Lewis, que vem a ser o marido da diretora.

Dia 7 (quarta-feira) - "Eclipse de Uma Paixão", drama histórico que pretende jogar luz no conturbado relacionamento entre os poetas franceses Arthur Rimbaud e Paul Verlaine. Estrelado por Leonardo DiCaprio o filme tem direção da polonesa Agnieszka Holland, que pode ser considerada uma veterana, com mais de 25 filmes no currículo.

Dia 9 (sexta-feira) - "Uma Vida em Segredo". Este filme é a segunda incursão da diretora Suzana Amaral pela literatura nacional. Seu filme de estréia foi o aclamado e premiado "A Hora da Estrela", baseado na obra de Clarice Lispector. Em "Uma Vida em Segredo", a diretora adapta um romance de Autran Dourado e arranca uma bela interpretação da estreante Sabrina Greve.

As sessões - com entrada franca - terão início sempre às 19:30 horas e a programação completa da mostra está no Impressões Virtuais. Confira aqui.

Toque do RA: As sinopses acima são do grande Lu Gastão, que sabe tudo e mais um pouco de cinema.

Share

sábado, 10 de fevereiro de 2007

A beleza, a beleza


Ivete Sangalo clicada por Otto Stupakoff para a RG Vogue

Share