Sábado, 31 de Março de 2007
Tarde demais para o Rio
Crônica de Nelson Motta (via e-mail)
O governador Sérgio Cabral foi corajoso, mas tardio, ao abrir o debate sobre a descriminalização de drogas como fator de redução da violência carioca, que se origina no tráfico e atinge a imensa maioria dos que não vendem nem consomem. Só pagam a conta.
Agora é tarde demais para o Rio. Com a legalização, eles não abririam lojinhas de doces. Seriam legiões de bandidos desempregados e armados descendo sobre a cidade indefesa. A falência do tráfico seria compensada com assaltos, seqüestros e arrastões. Ou pior.
Na pacífica Amsterdam, que os holandeses temiam que se transformasse em uma cidade de drogados, dez anos depois da liberação, o site oficial da prefeitura registra que os 8% de consumidores habituais de 1996 se reduziram a 4% da população adulta. Aumento só de turistas, que a visitam como uma Disneylândia de doidões. No mesmo período, sob fogo cerrado da repressão, os consumidores ilegais nos Estados Unidos cresceram de 9% para 13%.
Mas como explicar que Nova York, com seu poder econômico e seu consumo de drogas muito maior que o do Rio de Janeiro, tenha uma criminalidade muito menor? E como, apesar do tráfico, eles reduziram a corrupção policial, os assaltos e os assassinatos aos níveis dos anos 60?
No Rio, a população está muito mais preocupada com a sua segurança e a de sua família do que se alguém está comprando ou vendendo maconha ou cocaína. Sem cinismo ou hipocrisia: faria muito mais sentido se a força policial estivesse protegendo os cidadãos nas ruas do que subindo morro atrás de vendedores e compradores de veneno.
Se a guerra ao tráfico não fosse uma prioridade máxima, uma inútil obsessão, a polícia teria mais tempo, homens e armas para defender a população.
Sexta-feira, 30 de Março de 2007
Quinta-feira, 29 de Março de 2007
O fim dos jornais diários
PERGUNTA - O "Yantai Daily", na China, e o "Les Echos", na França, estão fazendo experimentos com jornais que podem ser lidos numa simples folha eletrônica. Quando os jornais existirão apenas em formato digital?
ROBERT CAUTHORN - A revolução digital já está em curso. A hegemonia será dos suportes eletrônicos, que permitem o acesso a informações constantemente atualizadas. É pouco provável que um adolescente de hoje, integrante da geração dos "digital natives" (nativos digitais), nascidos com internet, leia um jornal diário impresso quando chegar aos 30 anos. Tudo se acelera. Já hoje, meu telefone 3G (de terceira geração) me permite acessar vídeos de 30 imagens por segundo e um grande número de textos, a qualquer momento e em qualquer lugar. Os jornais impressos vão se tornar anacrônicos a partir do momento em que houver ampla disponibilidade de telas de alta qualidade e baixo preço e quando as conexões de banda larga e sem fio se generalizarem. Isso deve acontecer em menos de cinco anos nos EUA.
PERGUNTA - Quer dizer então que o jornal de papel vai desaparecer?
CAUTHORN - Um livro impresso sempre terá razão de ser, já que pode ser lido várias vezes ao longo de muitos anos. Mas quais serão as vantagens do papel para um jornal? A força do hábito para muitas gerações de leitores e o conforto da leitura em folhas grandes, mais agradável do que a leitura na tela. Mas tudo vai mudar com a chegada, após a generalização da banda larga, da tinta eletrônica e das telas flexíveis. Para produzir um jornal de papel, árvores são cortadas, transportadas, transformadas em celulose e depois em rolos gigantes de papel que são transportados para gráficas. Jornais são impressos, embalados, carregados sobre caminhões e depois descarregados nos pontos-de-venda. Os consumidores os compram, os levam para suas casas e, depois, os jogam no lixo. Eles são recolhidos por caminhões e, na melhor das hipóteses, levados a centros de reciclagem. Tudo isso guarda mais relação com a logística do que com a informação! Para um produto tão imediato quanto um jornal, esse desperdício é obsoleto.
PERGUNTA - Como as organizações de imprensa vão se adaptar?
CAUTHORN - Os jornais nunca foram precursores, mas o modelo econômico do jornal em papel, que já se encontra sob pressão há dez anos, será cada vez mais pressionado. Quase todos os jornais dos países desenvolvidos perdem dinheiro entre segunda e quinta-feira e são lucrativos apenas três dias por semana. O leitor que compra seu jornal sete dias por semana praticamente desapareceu. Doze anos atrás, eu criei para o San Francisco Chronicle um dos cinco primeiros sites de informação na internet. Dentro de 12 anos, duvido que os jornais impressos ainda sejam diários. Dentro de cinco a dez anos vão surgir jornais impressos três dias por semana: às sextas e aos sábados e domingos. Paralelamente, eles oferecerão informações na internet ou outras plataformas digitais durante sete dias por semana, 24 horas por dia. O conteúdo desses jornais em papel será mais contextualizado, lembrando o das revistas atuais; os furos ou informações quentes já terão sido dados na versão digital.
PERGUNTA - Que conteúdo os jornais deverão propor?
CAUTHORN - Hoje os jornais oferecem uma informação generalista. Amanhã, terão que se adaptar aos universos diferentes dos leitores. Estes vão querer uma informação concisa e pertinente, que lhes seja entregue "on demand" (por encomenda). Assim, os longos artigos narrativos sempre existirão, mas de maneira menos dominante. Hoje mesmo as pessoas já têm a tendência a ler apenas os títulos. Dentro das próprias redações dos jornais, é difícil encontrar pessoas que lêem um jornal inteiro. Essa tendência vai se ampliar.
PERGUNTA - Como vão evoluir os blogs ou o jornalismo cidadão e colaborativo? Estamos assistindo ao fim do quarto poder?
CAUTHORN - Não. Mas ele terá que aceitar compartilhar seu poder. Já hoje, nos EUA, blogueiros privados, que não têm o patrocínio de nenhuma instituição, gozam de tanta notoriedade junto ao público quanto os maiores editorialistas. Até hoje as pessoas que controlavam os jornais eram aquelas que tinham voz de autoridade no debate público. Isso era algo inerente ao equilíbrio de poder entre a imprensa e as instituições. Essa divisão de papéis pertence ao passado. Os blogs nunca vão tomar o lugar do jornalismo, mas vão continuar fazendo parte da paisagem. Quanto ao jornalismo cidadão, vai constituir uma maneira rápida e eficaz de revelar um acontecimento, mas nem por isso tornará obsoleto o jornalismo tradicional. Apesar disso, não creio que esse tipo de jornalismo seja capaz de lançar luz sobre crimes ou temas políticos. Para isso é preciso que se tenha acesso a determinadas fontes, e, sobretudo, é preciso contar com a proteção de uma instituição como um jornal.
Quarta-feira, 28 de Março de 2007
Cicatrizes
Enviado por Lu Gastão
Segue a todo vapor em Resende os ensaios da peça "Cicatrizes", texto do dramaturgo escocês Antonhy Neilson que trata do relacionamento de um jovem casal que discute a possibilidade de ter ou não um filho.
A peça é a nova produção do grupo Boca de Cena e foi contemplada com o Selo de Qualidade pelo Conselho Municipal de Cultura, possibilitanto, desta forma, a parceria com as empresas Plamer e São Miguel, que patrocinam o espetáculo através da Lei de Incentivo à Cultura.
No elenco estão Nathália Dias Gomes e Alexandre Varella, este último acumulando ainda as funções de diretor e tradutor do texto. "Cicatrizes" tem previsão de estréia para o início de maio no Teatro de Bolso de Resende.
Domingo, 25 de Março de 2007
Folha mente sobre assassinato no Sider Shopping
"Um rapaz foi morto e outro ferido a tiros dentro de um shopping em Volta Redonda (interior do Rio de Janeiro) na noite de sexta-feira. De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 21h, quando o Sider Shopping, na Vila Santa Cecília estava lotado. Informações preliminares apontam que um adolescente cometeu os crimes."
Muito bem. Na sexta-feira mesmo, o resumo do RJTV (apresentado às 22 horas) deu a notícia em primeira mão, informando que o crime acontecera na porta do shopping, no momento em que as lojas estavam fechando. Supondo-se que os repórteres da Folha tenham entendido mal as circunstâncias do fato, dava tempo de corrigir o equívoco hoje (dois dias depois) nesta outra matéria de destaque do Portal UOL:
"Um adolescente de 17 anos foi preso na noite de sábado (25) acusado de matar Fagner Rodrigues de Castro, 24, no Sider Shopping, em Volta Redonda (RJ). Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime. Os tiros foram disparados por volta das 21h de sexta, quando o shopping estava lotado. Um outro rapaz de 18 anos também foi atingido e permanecia internado até a noite de ontem."
O motivo do "erro" é muito simples: para a imprensa sensacionalista (infelizmente, nesse caso, a Folha faz parte do time) uma coisa é noticiar um assassinato na rua, e outra coisa é colocar esse mesmo crime dentro de um shopping lotado, onde o leitor pode imaginar uma multidão apavorada, tentando se proteger dos tiros, uma típica tragédia americana.
E agora, a tradicional pergunta que não quer calar: a Folha publicaria uma linha sequer sobre esse caso - que é lamentável, sem dúvida, principalmente para a família da vítima, mas que, infelizmente, é igual a tantos outros ocorridos na região - se o crime tivesse que ser divulgado da maneira como realmente ocorreu? Cartas para a redação.
Resendenses livres de pedágio na Dutra
Os moradores dos municípios de Resende e Engenheiro Passos, no Rio de Janeiro, continuam isentos de pagar pedágio na Via Dutra no trecho que interliga as duas cidades. A decisão é da 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. Os ministros negaram recurso da Concessionária Rodovia Presidente Dutra (Novadutra).
A concessionária pretendia mudar a decisão tomada pelo presidente do Tribunal, ministro Raphael de Barros Monteiro Filho, em janeiro deste ano. O ministro negou seguimento ao pedido formulado pela Novadutra no mesmo sentido.
Durante o julgamento de uma Ação Civil Pública, a Justiça fluminense acolheu os pedidos da Federação das Associações de Moradores e Amigos de Resende (Famar) e da Associação de Moradores e Amigos de Engenheiros Passos, para isenção total da tarifa de pedágio aos motoristas de Resende e Engenheiro Passos, desde que os veículos tivessem placa com o nome da cidade. A medida passou a vigorar no dia 11 de janeiro.
No STJ, a Novadutra apresentou Medida Cautelar para que os efeitos da decisão fossem suspensos até o julgamento da apelação pela 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O argumento da concessionária foi que os recursos não foram apreciados pelo Tribunal de origem.
Em janeiro deste ano, o presidente Barros Monteiro negou a ação. Considerou inadmissível a medida cautelar ajuizada pela concessionária, porque o apelo feito ao tribunal fluminense ainda não passou pelo juízo de admissibilidade. Assim, o STJ não teria como apreciá-lo, conforme entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal.
A Novadutra recorreu dessa decisão ao próprio STJ, mas a 1ª Turma manteve a decisão. O relator foi o ministro Francisco Falcão.
Comentário de Bruno (Engenheiro), em 24/03/2007, às 22:31h:
Gostaria de fazer uma observação sobre esse caso do pedágio entre o município de Resende (RJ) e o distrito de Engenheiro Passos.
Engenheiro Passos não é município e sim um distrito que pertence a Resende.
Curiosamente, quando Itatiaia se emancipou de Resende, no final da década de 80, Engenheiro Passos deveria ter sido vinculada a Itatiaia, pois existe continuidade territorial com Itatiaia e não com Resende.
Mas, inusitadamente, por questões políticas, a família que há décadas tem liderança política em Resende - e reside em uma tradicional fazenda em Engenheiro Passos - justificou que teria base legal para essa divisão, devido a Engenheiro Passos e Resende terem continuidade fluvial ou hidrográfica em relação à represa do Funil (Furnas).
Contudo, sem querer polemizar com essa questão de interesses políticos escusos, considero a questão importante para que os leitores possam entender plenamente esse imbróglio do pedágio.
Na realidade, era um pedágio que criava um ônus financeiro para a circulação de pessoas dentro de um mesmo município.
Enviado por JEO Bruno e editado pelo RA.
No escurinho do Cine Show
Sinopse e crítica de O Globo: Comédia romântica. Uma cantora de sucesso convida Alex, um astro decadente, para gravar um dueto. Como ele não compõe há anos, sua salvação pode ser Sophie, a moça que cuida de suas plantas e que tem facilidade para lidar com as palavras. Para A.M. (seria o Antônio Carlos Miguel renegando o ACM?), "a simpática história salva o filme da pura bobeira."
Sábado, 24 de Março de 2007
Viajando na viagem
Foi aí que eu, vendo as fotos que ela fez da capital Rio Branco e de algumas cidades do interior, dei de fazer comparações com a nossa bicentenária Resende. E o resultado dessa "viagem" está logo ali embaixo, com a reprodução de algumas fotos da Cora fazendo um contraponto com fotos minhas, duas das quais feitas ontem mesmo e outra no final de janeiro. Para completar, reproduzi também a crônica "Paixão à primeira vista" que, acho, tem tudo a ver com a nossa realidade.
Sexta-feira, 23 de Março de 2007
Tanta semelhança, quanta diferença!

Trecho nobre e esquecido do Calçadão, que é assim...

... mas poderia ser assim

Um dos pontos mais belos da cidade é usado como simples passagem

... mas poderia ser um local de descanso e lazer

Até dois meses atrás, esta rua de Campos Elíseos era assim...

... mas poderia ser sempre assim, sem buracos nem remendos
Paixão à primeira vista
Cora Rónai
Estou encantada com o Acre! A natureza da Região Norte sempre me surpreende e fascina, mas no Acre há mais do que isso - há um amor pela terra que se manifesta nas centenas de bandeiras do estado que tremulam em mastros oficiais, se mostram nas lojas e nas casas e percorrem as ruas como adesivos de automóveis, motos e bicicletas. Isso quando não vão coladas ao peito dos acreanos, como estampas de camisetas.
Aliás, em nenhum outro lugar do mundo vi tanta gente usando camisetas com símbolos locais.
Faz um bem danado à alma da gente ver isso.
Depois, há, por toda parte, paredes pintadas nas cores mais lindas. Achei que fosse coisa da capital, privilegiada por administrações recentes de matar qualquer carioca de inveja, mas não. Percorrendo mais de 200 quilômetros de estrada até a fronteira com a Bolívia, onde quer que se pare há uma janela vermelha, uma porta azul, uma fachada verde.
Esse gosto pelo colorido se vê igualmente nas roupas estendidas para secar: qualquer varal humilde perdido no interior parece adereço cenográfico. Isso, aliás, criou um interessante paradoxo para a equipe de filmagem que faz "Amazônia", que acabou deixando de lado muitas locações importantes porque, simplesmente, pareceriam bonitas demais, limpas demais para ser verdade.
A limpeza das cidades que vi também me surpreendeu. Em Rio Branco, cheguei a pensar que as ruas tão limpinhas fossem um esforço ocasional para transmitir uma boa imagem com a visibilidade proporcionada pela minissérie; mas em Epitaciolandia e Brasiléia (onde estou), há o mesmo cuidado com os espaços públicos. As cidades não são ricas, em alguns lugares as ruas estão esburacadas por causa das chuvas, mas quase não se vê lixo nas ruas ou pixações nas paredes.
Confesso que, diante dessa pobreza digna e asseada, me envergonhei pelo estado lastimável em que se encontra o Rio. Como todo carioca, estou cansada de saber que não há turista americano ou europeu que não fique chocado diante de tanta sujeira e falta de manutenção; agora sei, por constatação própria, que, neste quesito, fazemos feio também diante dos acreanos.
Quinta-feira, 22 de Março de 2007
'Anjos ou Demônios' amanhã no Teatro do Senac
• Sinopse: Amor, traição, suicídio e revolta são elementos que estão presentes neste espetáculo, que mostrará a eterna luta entre o bem e o mal, a luz e as trevas, como o próprio nome diz, a eterna batalha entre anjos e demônios. Um homem vai visitar o túmulo de sua amada decidido, assim como ela, a tirar a própria vida. Nesse mesmo lugar, encontram-se dois espíritos, um é o de sua amada que tentará convencê-lo a não fazer isso, e o outro, é de um ser malígno, que com seu poder de persuasão irá fazer de tudo para que ele siga em frente com seu objetivo. "A vida é só uma questão de gosto. Você gosta dela ou vai embora."
• Adaptação e Direção: Patrick Thouin
• Elenco: Binho Soares, Daniel Coelho, Elisângela Alves, Lili Lamas, Marcela Siqueira e Rodrigo Do Val
• Operador de som: Tiago Rezeck
• Operador de luz: Patrick Thouin
• Figurinista: Carol Abreu
• Local: Teatro Senac de Resende
• Data: 23/03/2007
• Horário: 20:30 horas
• Ingressos: R$ 4,00 (Estudantes) e R$ 8,00 (Comunidade)
Release enviado por Lu Gastão.
Quarta-feira, 21 de Março de 2007
Terça-feira, 20 de Março de 2007
O que pensam os cariocas
A) Sobre drogas, jogo do bicho e aborto:
1. Liberar drogas leves como maconha
Discorda totalmente: 59%
Discorda parcialmente: 8%
Concorda totalmente: 16%
Concorda parcialmente: 13%
Obs: nos bairros populares a discordância é muito maior que nos bairros de classe média.
2. Sobre a legalização do Jogo do Bicho
Discorda totalmente: 39%
Discorda parcialmente: 6%
Concorda totalmente: 40%
Concorda parcialmente: 11%
3. Sobre a legalização do aborto
Discorda totalmente: 47%
Discorda parcialmente: 8%
Concorda totalmente: 22%
Concorda parcialmente: 20%
B) A percepção sobre a violência:
1. Está crescendo ou diminuindo?
Está crescendo: 82%
Está diminuindo: 3%
Igual: 13%
2. Que governo é o culpado?
Todos: 38%.
Não sabe: 28%.
Lula: 19%.
Cabral: 8%.
Cesar Maia: 7%
3. Qual fator é o mais importante para isso?
Educação de baixa qualidade: 38%
Desemprego: 35%
Tráfico de Drogas: 22%
4. E as milícias que expulsam o tráfico de drogas mas cobram pedágio dos moradores?
Contra: 62%
A favor: 21%
Não sabe: 17%
Obs: Em Jacarepaguá, onde a concentração de milícias é maior, 32% são a favor. Nas favelas, apenas 9% são a favor, 67% são contra e 24% não sabem. Nos bairros, 24% são a favor, 61% contra e 15% não sabem.
Enviado pelo ex-Blog do Cesar Maia.
Segunda-feira, 19 de Março de 2007
Domingo, 18 de Março de 2007
Sábado, 17 de Março de 2007
Privilégio inexplicável

No Manejo, pista da avenida General Affonseca fechada ao tráfego
Há muitos anos, um absurdo acontece no trânsito do Manejo e ninguém reclama: quem vai em direção ao Centro, através da avenida General Affonseca, é obrigado a mudar de pista no cruzamento da rua Alfredo Botelho para chegar à rua do Rosário. Isso porque a pista da direita está permanentemente bloqueada para a passagem de carros. Nesse pequeno trecho, só entram os táxis, que fizeram do lado esquerdo da pista um ponto, e os carros que utilizam o lado direito como estacionamento, aproveitando a sombra das árvores.
Muitíssimo bem. Como o cavalete amarelo que delimita o privilégio não tem a marca da prefeitura, é de se supor que tenha sido colocado ali pelos beneficiários exclusivos do bem público, ou seja, os taxistas ou os usuários do "estacionamento". Assim sendo, nós aqui do RA não conseguimos entender porque, ano após ano, governo após governo, ninguém jamais tomou uma providência para devolver ao povo o que lhe é de direito, a liberdade de trafegar livremente pelas ruas da cidade, sempre respeitando - é claro - as leis de trânsito.
E, cá pra nós, existe alguma lei de trânsito que proíba a passagem de veículos onde existe um ponto de táxi? Se for assim, outras duas importantes avenidas de Resende correm o risco de serem interditadas a qualquer momento: a Presidente Vargas (no trecho em frente ao Colégio Olavo Bilac) e a Nilo Peçanha, ao lado da loja do Lamartine.
É, não sei não, mas acho que é por pura falta de reclamação, de mobilização popular, de cobrança efetiva e organizada, que absurdos como este continuam comemorando aniversários impunemente em Resende. O absurdo das ruas esburacadas (ou mal remendadas), dos freqüentes apagões e da falta de sinalização ostensiva (e preventiva) em pontos críticos da cidade, como os perigosos cruzamentos da rua Padre José Sandrup, no Manejo. Aliás, foi nessa pista de alta velocidade que, ontem mesmo, um policial de 28 anos matou um fazendeiro de Lorena com um tiro na cabeça, depois que um esbarrou no carro do outro.
O horror doméstico
O fazendeiro caiu ao lado da camionete e o policial fugiu, mas, minutos depois, acabou sendo preso por colegas que chegaram rapidamente ao local. Enquanto isso, o cidadão de Lorena, um homem pacato, pai de três filhos que, segundo o irmão, veio a Resende apenas para receber o dinheiro da venda de alguns bois, morria no asfalto molhado pela chuva que começara a cair uma hora antes que aquele policial de 28 anos, dirigindo ao lado da mulher e da filha, cruzasse o seu caminho na rua Padre José Sandrup, no bairro do Manejo, em Resende, uma cidade que fica cada vez mais próxima da capital Rio de Janeiro.
Oportunidade de trabalho
Enviado pelo vereador Fernando Menandro
Foot Company - Empresa de Comércio contrata:
Gerente de Loja - código: GER/RES
Sub-Gerente de Loja - Código: SUB/RES
Vendedor - Código: VD/RES
Análise de Crédito - Código: ANC/RES
Crediário - Código: CRE/RES
Necessário:
Ensino médio completo
Conhecimento em informática (nível usuário)
Acima de 18 anos
Os interessados devem enviar currículo para o e-mail: rh@footcompany.com.br
Obs: No campo "Assunto" coloque o código referente ao cargo que deseja concorrer.
Terça-feira, 13 de Março de 2007
Domingo, 11 de Março de 2007
Será que chove?
O pai da criança
O Rio agradece a cordial visita presidencial, mas lembra que Lula e Zé Dirceu têm uma dívida impagável com os cariocas. Nas eleições de 1998, numa jogada política desastrosa, intervieram no diretório carioca do PT, cassando a candidatura de Vladimir Palmeira e fechando uma aliança com Garotinho, com Benedita de vice.
Só assim o esperto caipira, fragorosamente derrotado quatro anos antes, pôde se eleger governador, derrotando o favorito César Maia, que, com todos os seus defeitos, era um mal muito menor.
E para quê? Para, durante oito anos, infernizar a vida de Lula, do PT e da cidade do Rio de Janeiro, onde jamais ganhou uma eleição: o grosso de seu eleitorado sempre foi a clientela do interior e dos grotões.
Muitas vezes, na calada do Planalto, torrando um Cohiba, Lula e Dirceu devem ter repetido o lamento do general Golbery sobre o SNI: "criamos um monstro". Mas era tarde demais, o governo estadual engendrado pelo gênio político da dupla abriu guerra total contra o governo federal e a prefeitura da Capital, com os fins e os meios que se conhece, e os cariocas pagaram a conta.
Em 2002, numa jogada política, esta sim magistral, Garotinho levou fé que Bené não resistiria à tentação de nove meses em palácio e que o PT avançaria sobre o banquete de cargos, renunciou e deixou-lhes um abacaxi cabeludo, com o Estado endividado e a expectativa de um caos administrativo.
Não deu outra: Bené se aboletou no Palácio Guanabara e o PT tentou abocanhar todos os cargos possíveis no Estado e recebeu de Garotinho a merecida alcunha de "partido da boquinha". Com o governo petista e Benedita desmoralizados, o desastre anunciado permitiu a volta do garotismo ao poder com a eleição da inacreditável Rosinha.
Sexta-feira, 9 de Março de 2007
Quarta-feira, 7 de Março de 2007
'Atenção! Mulher na Direção'
Direção: Agnieszka Holland
Elenco: Leonardo DiCaprio, David Thewlis e Romane Bohringer.
Sinopse: O filme foca o turbulento período de produção literária de Arthur Rimbaud, que coincide com o tempo em que viveu apadrinhado por outro grande poeta, Paul Verlaine. (Lu Gastão)
Terça-feira, 6 de Março de 2007
Notícias de um aniversário

O deus de Macondo
Do El País, publicado no UOL Mídia Global
Deveria chamar-se Olegário. Acabavam de tocar os sinos da missa das 9h quando os gritos da tia Francisca abriram espaço entre o ruído do aguaceiro enquanto corria pelo corredor: "É homem! É homem! Corram que se afoga!" E novos gritos envolveram a casa. Uma vez libertado do cordão umbilical enrolado no pescoço, as mulheres correram para batizar o menino com água benta. A primeira coisa que lhes veio à cabeça foi chamá-lo Gabriel, pelo pai, e José, por ser o patrono de Aracataca. Ninguém se lembrou do santo do dia. Do contrário, teria se chamado Olegário García Márquez.
Naquele domingo, 6 de março de 1927, Aracataca celebrou a chegada do primogênito de Luisa Santiaga e Gabriel Eligio. Mas na realidade para os "cataqueiros" tinha nascido o neto de Tranquilina Iguarán Cotes e do coronel Nicolás Ricardo Márquez Mejía - os avós maternos, com quem ele se criou até os 8 anos, em uma terra coberta de bananeiras sob o sol impiedoso do Caribe colombiano. Foi um menino num casarão de mulheres, amordaçado pelas crenças de além-túmulo da avó e as lembranças de guerras do avô - os anos das vivências que o tornaram universal em 1967, quando publica "Cem Anos de Solidão". Apesar de ele acreditar que a história que não embotará seu nome no esquecimento é a de seus pais, recriada em
"O Amor nos Tempos do Cólera".
É a história real onde tudo começa. A dos felizes amores contrariados que há 80 anos transformaram Gabriel José García Márquez no primeiro de sete homens e quatro mulheres,
e que daria vida a tantas coisas.
UM ESCRITOR: Foi sua avó quem lhe permitiu descobrir que ia ser escritor? "Não, foi Kafka, que, em alemão, contava as coisas da mesma maneira que minha avó. Aos 17 anos, quando li 'A Metamorfose', descobri que ia ser escritor. Ao ver que Gregorio Samsa podia despertar certa manhã transformado num gigantesco inseto, disse a mim mesmo: 'Eu não sabia que era possível fazer isso. Mas se é assim, escrever me interessa", contou o autor a Plinio Apuleyo Mendoza, em "El Olor de la Guayaba".
UM JORNALISTA: Começou no diário "El Universal" de Cartagena de Índias em 1948, continuou no "El Heraldo" de Barranquilla e depois no "El Espectador", de Bogotá. Ryszard Kapuscinski disse: "Embora tenha uma enorme admiração por suas novelas, considero que a grandeza de García Márquez se baseia em suas reportagens. Suas novelas provêm de seus textos jornalísticos. É um clássico da reportagem com dimensões panorâmicas, que tenta mostrar e descrever os grandes campos da vida ou dos acontecimentos. Seu grande mérito consiste em demonstrar que a grande reportagem também é
grande literatura".
UMA LINGUAGEM: "É como se a linguagem fosse feita para contar histórias, para mudar o mundo aterrorizante, para mergulhar o homem, sem que o perceba, nos vales confortáveis do sonho. Como se fosse um grande caleidoscópio que mostrasse a realidade dos cacos coloridos, mas organizados em encaixes vistosos, mágicos, cambiantes, multiplicados pelos espelhos enganosos", explicou Ricardo Escavy Zamora, da Universidade de Murcia, no congresso Quinhentos Anos de Solidão.
UM ESTILO: Carlos Monsiváis considera que "em seus livros clássicos se extrema uma certeza: graças à beleza do idioma - a perfeição de seu som, a sucessão de frases 'imelhoráveis' -, os fatos adquirem outro relevo, são relatos que, se não se dão com essas palavras, se transformam em algo diferente. Para García Márquez, escrever bem não é uma exibição de dons estilísticos; é acrescentar a noção épica do idioma às épicas existentes".
MACONDO: O território literário onde transcorre grande parte de sua criação é citado pela primeira vez em 1955, em "Monólogo de Isabel Fazendo Chover em Macondo". Mas sua fama chega em "Cem Anos de Solidão": "Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos".
OS BUENDÍA: É a estirpe protagonista de sua obra mais famosa. "Nenhum deles é vulgar. Levam pregada nos rostos a irremovível máscara da singularidade. E, talvez por causa de seu desempenho cênico, têm cravada no peito a lança da solidão. Ávidos e legendários, amam-se entre si quando a luxúria do vizinho não sacia seu desejo. São eles o princípio da lenda. ... Na bagagem de cada um, desde Úrsula até o último dos Buendía, concentram-se maravilhas, prodígios, milagres", disse Nélida Piñon.
CRIAÇÃO: Vendeu cerca de 40 milhões de exemplares em mais de 30 idiomas.
O QUE GOSTARIA DE TER SIDO: Gabriel García Márquez, o soube há muitos anos em Zurique, quando uma tempestade de neve o levou a um bar, segundo conta Eligio García Márquez em uma reportagem. "Tudo estava na penumbra, um homem tocava piano na sombra e os poucos clientes que havia eram casais de namorados. Nessa tarde soube que se não fosse escritor gostaria de ser o homem que tocava o piano sem que ninguém visse seu rosto, só para que os namorados
se quisessem mais."
Para ler esta matéria na íntegra, clique aqui.
Pré-Vestibular Social tem inscrições prorrogadas
O Pré-Vestibular Social, que é totalmente gratuito (inclusive o material didático), conta com 240 vagas para o Pólo de Resende. As aulas serão ministradas na UERJ (de frente ao bairro Morada da Colina) aos sábados, das 8 às 17 horas, com início previsto para o dia 31 de março e término no dia 15 de dezembro. Durante esse período, os alunos terão aulas de Língua Portuguesa, Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia, História e Redação.
Para se informar sobre os documentos exigidos e imprimir a ficha de inscrição, basta entrar no site da Fundação CECIERJ e clicar no botão azul (Pré-Vestibular Social) localizado no lado inferior esquerdo da página inicial. Para entrar no site, clique aqui. Outras informações no telefone 3354-0194 (UERJ).

Matéria produzida pelo RA a partir de informações enviadas pelo vereador Fernando Menandro.
Segunda-feira, 5 de Março de 2007
'Atenção! Mulher na Direção'
Sinopse: Uma jovem cresceu em uma ilha deserta, sendo protegida pelo pai do mundo exterior. Agora com 16 anos, ela precisa lidar com as dúvidas sobre seu futuro e também com a chegada da amante de seu pai, que passa a morar com eles.(Lu Gastão)
Uma ótima e uma péssima notícia
A péssima: as idiotices de "Pé no Saco" ainda vão durar mais 100 capítulos.
Domingo, 4 de Março de 2007
Da nova série 'Horrores Dominicais'
Os feriados de 2007
Ficam considerados feriados, em 2007, no município de Resende, de acordo com decreto do Prefeito Municipal:
- Dia 06 de abril (Sexta-Feira Santa)
- Dia 07 de junho (Corpus Christi)
- Dia 29 de Setembro (aniversário de Resende)
Ficam considerados pontos facultativos, em 2007, nas repartições públicas do município, de acordo com decreto do prefeito:
- Dia 13 de julho - sexta-feira (elevação de Resende, de vila a cidade)
- Dia 24 de Dezembro (segunda-feira)
- Dia 31 de Dezembro (segunda-feira)
Outros feriados em 2007:
1. Feriado estadual (RJ):
- Dia 20 de novembro, terça-feira (Consciência Negra)
2. Feriados nacionais:
- Dia 21 de Abril, sábado (Tiradentes)
- Dia 1º de Maio, terça-feira (Trabalho)
- Dia 7 de setembro, sexta-feira (Independência)
- Dia 12 de outubro, sexta-feira (Padroeira)
- Dia 2 de novembro, sexta-feira (Finados)
- Dia 15 de novembro, quinta-feira (Proclamação da República)
- Dia 25 de Dezembro, terça-feira (Natal)
Total de feriados (federais e estaduais): 11 (onze)
Total de pontos facultativos: 03 (três)
Pitaco do RA: Haja cerveja!
Cientistas criam detector de mentiras para e-mail
Cientistas da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, disseram ser capazes de identificar uma mentira contada por email. Analisando cinco características comuns a textos falaciosos, eles identificaram "pistas" que usuários cometem ao tentar passar adiante suas lorotas no texto escrito. Segundo eles, a margem de acerto nos testes é de cerca de 70%.
De acordo com a edição da segunda-feira passada do jornal Daily Mail, os conhecimentos podem ser condensados em um programa de computador disponível já a partir do próximo ano.
Pistas
Textos falsos têm, por exemplo, 28% mais palavras que textos verdadeiros, descobriram os cientistas. No entanto, a ocorrência de frases casuais, que possam despertar ambigüidade, é bem menor nos primeiros que nos segundos, eles observaram.
Mais detalhadas que as verdades, mentiras são contadas através do que os pesquisadores chamaram de "expressões de sentido" - como "sentir", "ver", e "tocar" - usadas para criar um cenário que nunca existiu.
Mentirosos desconfortáveis com sua pirraça tendem ainda a usar palavras com sentido negativo, como "triste", "estressado", "irritado", afirmaram os cientistas.
E, finalmente, tentam se distanciar de seu embuste usando pronomes de terceira pessoa, como "ele" e "ela".
Jeff Hancock, coordenador do estudo, disse que, mais que ajudar as pessoas a identificar mentirinhas privadas contadas por seus parceiros amorosos, a pesquisa pode ter diversos usos públicos.
Ao anunciar a destinação de US$ 680 mil (quase R$ 1,5 milhão) para a pesquisa, o jornal da Universidade, Cornell Chronicle, disse que o "detector digital de mentiras" poderia ser usado para identificar fraudes financeiras e criminosos planejando crimes online.
































































