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quinta-feira, 17 de abril de 2008

O caso Isabella: será possível tanta maldade?

De acordo com a polícia paulistana, a tragédia aconteceu da seguinte maneira: depois de uma violenta briga (de casal? de família? pai espancando a filha? madrasta espancando a enteada? ambos espancando Isabella?), a menina de cinco anos parecia estar morta.

Nesse cenário de pesadelo, o pai combina com a madrasta uma história para se livrarem da acusação de assassinato. A primeira providência seria jogar a menina do sexto andar do prédio onde moram. E aí, enquanto um corta a tela de proteção da janela, o outro a carrega para dar seqüência ao plano macabro.

Sim, isso acontece todos os dias nos quatro cantos do mundo: assassinos que tentam forjar álibis e situações para atribuir a terceiros uma culpa que é só deles. Agora, um pai diante da filhinha aparentemente morta ter sangue-frio para arquitetar uma história plausível e, depois de tudo acertado com a esposa/cúmplice, pegar a menina no colo - como se fosse colocá-la na cama para dormir - e atirá-la pela janela, isso é uma coisa que não entra na minha cabeça.

Será que existe gente (?) assim no meio em que eu vivo? Gente que mora em apartamentos, tem filhos em idade escolar, assistem televisão, vão juntos ao supermercado, passeiam em família, tem pais e irmãos que torcem para que monstros capazes de atrocidades como essa sejam desmascarados e presos? Será que a irmã de Alexandre quando afirmou diante das câmeras de TV que a sobrinha jamais havia apanhado do pai e que ela era muito bem tratada pela madrasta, estava também compactuando com o plano do irmão? Será que o pai do Alexandre, o advogado Antonio Nardoni, também faz parte da quadrilha quando diz confiar plenamente no filho e que a verdade - a presença de um estranho no apartamento - vai acabar aparecendo?

Será que todo o parágrafo acima - digno de um roteiro de filme de terror - tem sentido? É possível que isso realmente tenha acontecido, como quer provar a polícia? Do fundo do coração, eu torço para que a conclusão seja outra, se bem que qualquer história diferente esbarraria numa pergunta simples: por quê? Teria sentido também um ladrão atirar uma criança pela janela? De qualquer maneira, fosse essa a história, prevaleceria uma certa "normalidade" no caso. Afinal, ladrões que invadem apartamentos estão sempre dispostos a tudo, a matar e a morrer. São os ossos do ofício. Já pais que atiram filhos pela janela para não serem acusados de assassinato...

Matéria exclusiva do RA.

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2 Comments:

At 17/4/08 14:07, Anonymous Anônimo said...

Pois é, Otacílio.
O caso Isabela deve ter acontecido da maneira como a polícia decifrou. Questão de lógica. Não há possibilidade de outra explicação. Restam-nos as palavras de Shakespeare ao afirmar que "Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode abarcar nossa vã filosofia" (isso, já no tempo dele, imagine!) Haja Deus!
Acácio

 
At 18/4/08 00:53, Blogger Otacílio Rodrigues said...

Grande Mestre!
Prefiro ainda esperar pela conclusão do caso, torcendo para que, desta vez, a lógica não prevaleça.
Grande abraço!

 

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