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sábado, 10 de maio de 2008

Crônicas recortadas

Durante os 15 anos que Artur da Távola colaborou com O Globo, eu lia, praticamente toda semana, as suas crônicas. Muitas delas, recortei e estão guardadas até hoje. Admirava o seu estilo, a sua coerência, a sua elegância e o seu bom senso. Era um verdadeiro mestre.

Depois, quando a política tomou conta da sua vida, adotei novos autores, novos mestres, mas nunca o esqueci. Tanto que em meio à bagunça do escritório, encontrei, poucos dias atrás, uma página do jornal O Dia que eu havia separado para ler com mais calma. Nela, a crônica "Um filho rapagão a dormir", assinada por Artur da Távola. Certamente, a intenção inicial era a de recortar e guardar, como fiz com tantas outras.

Agora, com a sua morte, morre também, para mim, o hábito de recortar crônicas e artigos em jornais, mesmo porque quase não os leio mais. Artur da Távola fica para sempre como símbolo de uma época em que o jornalismo era feito de papel, tinta e sentimento. Bons tempos aqueles!

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