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quinta-feira, 5 de maio de 2005

Caos no trânsito

Um dos problemas mais sérios de Resende, todos sabem, é o trânsito. O rápido crescimento da cidade nos últimos anos, graças à industrialização, fez com que a quantidade de carros nas ruas aumentasse em proporção alarmante. Basta percorrer a Ponte Miguel Couto Filho ou a Rua Sebastião José Rodrigues (em Campos Elíseos) ou atravessar o Túnel da Aman nos horários de pico (entre 12 e 13 horas e entre 17 e 18 horas) para sentir na pele a desconfortável sensação de estar preso em algum dos lugares mais movimentados do Rio ou de São Paulo. Mas o que mais preocupa (motoristas, pedestres e ciclistas) é a ausência de uma sinalização preventiva nos pontos onde a improvisação dos engenheiros de tráfego, ao longo dos anos, tornou impossível saber quem tem razão no caso de um acidente. Exemplos: se um carro que sai da Ponte Tácito Vianna Rodrigues em direção à Rodoviária Augusto de Carvalho bate em outro que está contornando a rotatória, também em direção à Rodoviária, quem paga a conta? O primeiro pode alegar a seu favor que os que saem de uma ponte têm preferência, enquanto que o segundo defenderá com unhas e dentes (às vezes, literalmente) a sua privilegiada posição na rotatória; outro exemplo é o cruzamento da Rua Gulhot Rodrigues com a Avenida Albino de Almeida, na esquina do Bradesco. Quem tem a preferência? Essa resposta é simples: o mais corajoso! Em ambos os casos, uma placa indicativa (Pare ou Via Preferencial) resolveria o problema, evitando a ocorrência de muitos acidentes. Como o que aconteceu terça-feira passada (03/05) na entrada da cidade, no bairro Paraíso. Neste ponto, os carros que vêm da Dutra entram direto na Avenida Dr. Jefferson Geraldo Bruno, como se não houvesse trânsito de veículos por ali. No entanto, esta é uma via de mão dupla e quem vem do novo Best Western Resende Hotel (ou da Rádio Real FM) teoricamente tem preferência sobre os veículos que surgem na agulha de acesso à cidade. Mas, como parar o trânsito que sai em alta velocidade da rodovia? Questão complicada, principalmente para quem se depara com um carro que parece vir na contramão, pisa no freio e é abalroado (êta palavrinha feia!) por um ônibus que passa por ali todos os dias e nunca pára na certeza absoluta da preferência. Ou da impunidade.

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