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sábado, 29 de abril de 2006

Orgulho de ser palhaço

Publicado no dia 04 de junho 04 de 2005

O resendense Rogério Afonso Bulhões, 37 anos de idade, nunca se importou de ser chamado de palhaço por onde anda. Esta é, na verdade, a sua profissão, exercida com muito humor há 23 anos, desde que decidiu levar a sério o dom de divertir as pessoas. Vestido de super-herói e empunhando um megafone, Rogério pode ser visto quase todos os fins-de-semana no Calçadão e nas principais ruas de Campos Elíseos, anunciando restaurantes, lojas de calçados, supermercados, farmácias e perfumarias.

Todos o conhecem e ele circula à vontade vestido de Chapolin, de Batman ou de Homem-Aranha, alguns de seus mais de 20 personagens. A fantasia de palhaço, primeira que ele vestiu, está cada vez mais rara. No entanto, o nome ficou: todos o chamam assim, desde os fiéis clientes – que bancam o seu sonho de viver a vida fazendo o que gosta – até os desconhecidos transeuntes. A sua passagem provoca sempre uma onda de sorrisos e comentários, como um samba de Bezerra da Silva a espalhar alegria pelo bairro, dobrando esquinas, atravessando ruas, percorrendo as mesas dos bares e se instalando no coração das pessoas.

É bom vê-lo passar. Os problemas do dia-a-dia são esquecidos momentaneamente, enquanto o palhaço vende o seu peixe, coberto de cores e de razão. Entre um reclame e outro, ele fala com as crianças, com os vendedores ambulantes, com os fiscais de loja, com os guardas-municipais, sempre andando, sem jamais desligar o megafone. Parece imbuído de uma missão. A exemplo do Profeta Gentileza – que nos anos 80 decorou pilastras de viadutos do Rio de Janeiro com mensagens de amor, respeito e solidariedade –, Rogério está convencido de que alegria gera alegria. Se em Gotham City vive um milionário fantasiado de morcego, em Resende temos o privilégio de contar com um verdadeiro super-herói disfarçado de palhaço.

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