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domingo, 21 de janeiro de 2007

Correndo atrás da Ampla

Logo depois que voltei do meu giro dominical, a chuva já quase parando, computadores ligados, fotos sendo transferidas da câmera fotográfica, outro apagão! O terceiro em uma semana!! Nessas horas, vocês sabem, meu ódio da Ampla chega à estratosfera!!! E aí, não havia mais o que fazer além de descer oito andares de escada, pegar o carro e sair em busca de uma luz para o eterno problema dos AMPLOS apagões resendenses.

Na saída da garagem, vejo um jipe da concessionária parado na rua Sebastião José Rodrigues (próximo da Casa das Frutas) e decido dar a volta no quarteirão para fazer uma foto. No entanto, quando chego na esquina da Gulhot Rodrigues, nem sinal do jipe! Sigo, então, para o bairro Montese, onde aconteceu o último problema, poucos dias atrás. No caminho, cruzo com um carro da Ampla descendo a avenida Castelo Branco. Retorno e vou atrás dele. Daí a pouco, encontro o dito cujo parado de frente ao HSBC, o motorista parecendo perdido, olhando o alto de todos os postes ao redor.

Em seguida, ele dá o balão e sobe a Castelo Branco em direção ao Montese. Vou atrás, mas no caminho avisto, numa das ruas do Montese, o jipe que estava na minha rua quando saí da garagem. Desisti da perseguição ao carro e fui em busca do jipe. Quando viro na rua Agulhas Negras, próximo ao Samer, dou de cara com ele indo em direção à casa do Mário Periquito. Dou meia volta e vou também. No final da rua, que acaba no rio, o jipe fica um tempo parado, o pessoal de dentro olhando o alto dos postes, parecendo também perdidos. Outra meia volta e lá vão eles novamente.

Subindo a avenida Dorival Marcondes Ferraz, o jipe da Ampla pega a entrada do bairro Morada do Castelo, mas ao invés de seguir em frente, entra numa ruazinha sem calçamento (e com muito barro) debaixo do viaduto. Como a viatura do RA não é jipe nem tem tração nas quatro rodas, desisto da perseguição. Já voltando para casa, debaixo de muita chuva, vejo do outro lado da avenida o tal carro da Ampla parado na tal rua do Montese, debaixo de um poste. Sem dúvida, o problema era ali. E eu fui pra lá. Passei duas ou três vezes no local, bem devagar para fazer algumas fotos e, finalmente, fui embora.

Tudo isso me serviu para acabar com uma certeza. Até hoje, eu achava que os sofisticados computadores da Ampla (têm que ser, pelas tarifas que ela cobra!) indicavam exatamente o local que ocorreu o desligamento da energia elétrica, tipo rua tal, poste tal, transformador tal, etc, etc. Nada disso. Quando acontece o apagão, os caras sabem, no máximo, os bairros que foram atingidos. E isso porque alguém deve ligar avisando! Aí, vão andando de poste em poste até encontrar o problema.

Agora está explicado porque cada apagão costuma durar quase uma hora... Só que a questão não é essa, ou seja, ao consumidor que paga uma das tarifas de energia elétrica mais caras do planeta, só interessa a certeza de que essa energia não será interrompida toda vez que chove um pouco mais forte. Só interessa a certeza da contrapartida de um serviço de qualidade, digno de qualquer cidade com mais de 50 mil habitantes (Resende tem mais que o dobro disso!). E não que haja homens dispostos a andar pela cidade debaixo de chuva atrás de um transformador desligado.

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