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sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

JK ou Salomé?

Não dá pra entender! Como é que a Globo, com todos os seus imensos recursos (materiais e intelectuais) consegue pôr a perder um projeto que começou tão bem e tinha tudo para terminar melhor ainda? Uma minisérie contando a vida de Juscelino, com roteiro de Maria Adelaide Amaral e atores e atrizes do calibre de Wagner Moura, Debora Falabella, Júlia Lemmertz e José Wilker é tiro na mosca, não tem como errar.

No entanto, a trama parece ter sido escrita especialmente para a Deborah Evelyn, mulher do diretor Dennis Carvalho, que interpreta uma personagem que nunca existiu na vida real, como também não existiram o diabólico Coronel Licurgo e sua desgraçada família, todos fazendo escada para o brilho da heroína Salomé.

Olha, se eu tivesse saco pra cronometrar o tempo de exposição dos artistas na telinha, não me surpreenderia se a dançarina de cabaré ganhasse de personagens marcantes - e reais - na vida de JK, como Benedito Valadares (que o introduziu na política) e a própria Dona Sarah, companheira da vida inteira.

Por isso, não vejo sentido em ficar na frente da TV por causa do Juscelino e ser obrigado a acompanhar a novela paralela da Salomé, por mais que isso agrade ao Dennis Carvalho.

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2 Comments:

At 21/1/06 11:53, Anonymous acacio alves pinto said...

Oi, Otacílio.
Estou aqui, novamente, para concordar com você em gênero, número e caso em sua opinião sobre essa novela. Se a biografia é do JK, por que inventar personagens e outras famílias que n~çao existiram?
Um abração.

 
At 21/1/06 21:31, Anonymous Otacílio said...

Isso, isso, isso! Grande abraço.

 

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