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domingo, 9 de dezembro de 2007

The Police ao vivo me fez cochilar


Foto do Portal G1

Acabei de assistir ao show do Police no Maracanã, via Multishow, e não gostei. Como também não gostei da apresentação de 1982 no Maracanãzinho (nesta eu estava lá). E o motivo, tanto no passado quanto no presente, é o mesmo: a ausência de músicos e vocalistas de apoio. Acontece que no Police, só o Sting canta. O Andy Summers finge que canta e o Stewart Copeland usa um microfone de cabeça, mas não abre a boca. E, com raras exceções, os refrões das músicas mais conhecidas da banda utilizam duas ou três vozes, como é o caso de "Every little thing she does is magic", "Don't stand so close to me" e "Every breath you take".

Nas gravações, todos sabem, o Sting dobrava a voz quantas vezes fosse preciso e tudo ficava perfeito, um som encorpado e melodioso. Já ao vivo, toda vez que entra o refrão é uma decepção, uma única voz, geralmente uma oitava abaixo, quase inaudível em meio ao som dos instrumentos. Para complicar ainda mais, o líder do Police parece meio desanimado, cantando e tocando de forma burocrática. Nenhuma interpretação rasgada (nem Roxanne!), nenhum solo de baixo, só o do do do e o da da da de sempre, sem emoção nenhuma, quase que no piloto automático.

O único show ao vivo do Police que me fez a cabeça nesses anos todos foi o "Synchronicity", justamente porque eles se apresentaram com um trio de vocalistas e, se não me engano, com músicos extras. Este show eu assisti em um telão no antigo Gattopardo, na Lagoa, mais ou menos em 1985, quando o vídeo foi lançado nos Estados Unidos e Europa (hoje, tem em DVD nas locadoras e Americanas da vida). Me lembro que tinha uma pequena multidão na danceteria assistindo de pé e vibrando como se fosse ao vivo. Muito bom mesmo. Tão bom que eu imaginei que eles fossem repetir a dose nesse aguardado retorno. Afinal, era o mínimo que se poderia esperar depois de tanta propaganda. Nada. Só os três no palco durante quase duas horas.

Sting, praticamente imóvel, cantando uma música atrás da outra; Andy, com a guitarra apoiada na barriga de aposentado, parecendo fazer um esforço enorme para dar conta do recado, e o Stewart Copeland mostrando mais uma vez porque sempre foi o ídolo do João Barone (dos Paralamas, que abriram o show). Teve, claro, alguns bons momentos - "Every little thing..." foi um deles -, mas nada que justificasse ir até o Rio e enfrentar horas de espera no meio da multidão que lotou o gramado do Maracanã para ver o que eu vi na televisão. Para falar a verdade, nem vi o show inteiro, já que quase no final andei dando umas boas cochiladas. Ainda bem que gravei em vídeo. Só não sei se vou ter disposição para assistir tudo de novo.

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