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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Tudo pode dar certo


Do UOL Cinema

Antes de começar a rodar seu novo filme em Londres, com o ator Antonio Banderas, Woody Allen retorna à sua cidade natal, Nova York, para apresentar ao público "Tudo Pode Dar Certo" (Whatever Works), que estreia hoje nos Estados Unidos.

O mais nova-iorquino dos cineastas retorna às suas origens com esta cínica comédia protagonizada por Larry David (co-criador da série "Seinfeld" e protagonista de "Curb Your Enthusiasm"), depois de ter gravado na Europa suas últimas produções: "Match Point" (2005), "Scoop - O Grande Furo" (2006), "O sonho de Cassandra" (2007) e "Vicky Cristina Barcelona" (2008).

Larry David encarna o alter ego do diretor. Seu personagem é Boris Yellnikoff, um milionário que troca o luxo por uma vida boêmia e acaba conhecendo uma jovem sulista (interpretada por Evan Rachel Wood) com quem inicia um romance mais que particular, apesar dos impedimentos impostos pelos pais dela (interpretados por Ed Begley e Patricia Clarkson).

O roteiro do filme, escrito por Allen, data dos anos 70, quando tinha pensado em oferecer o papel protagonista a Zero Mostel, ideia descartada devido à morte do ator em 1977. O projeto foi adiado até que surgisse outro ator com o mesmo perfil de Mostel. No final de 2008, o cineasta se convenceu de que Larry David - com quem já havia trabalhado em "A Era do Rádio" (1987) e "Contos de Nova York" (1989) - era o homem certo para o filme.

"Larry me disse que eu estava cometendo um erro ao contratá-lo, por seus poucos filmes e porque era terrível", disse Allen, de 73 anos. "Mas ele foi maravilhoso e natural desde a primeira tomada", acrescentou.

O personagem de David, que tem constantes ataques de pânico, se considera um gênio. E esteve mesmo perto de ganhar o Prêmio Nobel de Física Quântica. Tem um alto conceito sobre si mesmo e uma opinião negativa sobre a raça humana.

"Eu escrevi o roteiro, portanto, essa é a maneira que eu vejo as coisas", admitiu Allen. "Mas Boris é um personagem que criei. Não me identifico exatamente com ele, é um extremo exagero dos meus sentimentos", esclareceu.

Muitos fãs encontrarão semelhanças do personagem com a maneira de ser do próprio diretor. Mas Larry David afirmou que nunca quis interpretar Boris como uma simples imitação de Allen.

"Sei que é um papel que normalmente ele faria, mas nunca tentei parecer com ele, nem ele queria que eu fizesse assim, portanto não houve nenhum problema", comentou David.

"Eu não seria tão engraçado se ficasse insultando as pessoas e proclamando minha genialidade aos quatro ventos, mas há certos indivíduos com carisma suficiente para fazer isso e Larry David é um deles", afirmou Allen.

A interpretação de David, de 61 anos, gerou comentários muito positivos da imprensa especializada, o que costuma ser normal nos filmes de Allen. O último exemplo é o Oscar recebido por Penélope Cruz, pelo seu papel em "Vicky Cristina Barcelona".

"Eles ganham prêmios porque são bons", afirmou o diretor. "Minha contribuição é dar o papel a eles para que possam abrir suas asas e mostrar como são os personagens", disse Allen.

Em julho, de volta a Londres, o diretor começará a gravação de sua nova obra, ainda sem título oficial, que terá no elenco - além de Antonio Banderas - nomes como Anthony Hopkins, Freida Pinto (de "Quem Quer Ser um Milionário?"), Naomi Watts ("21 Gramas") e Josh Brolin ("Milk - A Voz da Igualdade").

"O filme será rodado em Londres por uma questão financeira. É muito caro fazer filmes em Nova York. E eu trabalho com muito pouco orçamento", concluiu o incansável diretor.

Para visitar o site oficial de "Whatever Works", clique aqui.

Matéria editada pelo RA.

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