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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Imprensa omite violência policial no Alemão


TVs de plasma teriam sido destruídas por policiais (Foto Folhapress)

Do Última Instância

A AJD (Associação Juízes para a Democracia) criticou, por meio de nota, as ações das forças de segurança do Rio de Janeiro no combate à onda de violência que atingiu a cidade na última semana. O juiz Luís Fernando Vidal, presidente da entidade, disse ter recebido de juízes do Rio a informação de que "a grande imprensa está omitindo atos de violência e arbitrariedade policial, como ações de busca e apreensão sem mandado".

A associação de juízes divulgou nota em que afirma que a onda de criminalidade, além de atestar o "fracasso da política criminal de combate as drogas" levou o Estado a optar pela violação da ordem constitucional e a utilização da violência ilegítima como "forma de contenção ou extermínio da população indesejada".

O comunicado, intitulado "À margem das leis todos são marginais", critica as ações da polícia na ocupação de favelas na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão. Com a justificativa de procurar bandidos, que estariam escondidos no local, a polícia estaria invadindo casas de moradores sem autorização judicial. Houve acusações de moradores de que policiais teriam saqueado suas residências.

Para a associação, o Estado perde a superioridade que o distingue do criminoso a partir do momento em que realiza "a defesa pública de execuções sumárias por membros da força de segurança, a invasão de domicílios e a prisão para averiguação de cidadãos pobres".

A AJD afirmou que esse tipo de violência se distancia dos valores próprios de uma ordem legal-constitucional e que a atuação legítima do Estado só acontece se fiel à Constituição.

O aparato policial, entende a AJD, não pode fazer com que a sociedade viva em um Estado Policial que "produz repressão sobre parcela da população, estimula a prestação de segurança privada, e dá margem à constituição de grupos descomprometidos com a vida, como milícias".

Editado e publicado no Resende Afora.

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