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terça-feira, 19 de abril de 2011

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Ontem à tarde, presenciei uma cena constrangedora no Calçadão, mais especificamente, no encontro da rua Alfredo Whately com a avenida Albino de Almeida, de frente a uma loja de discos.

Uma patrulha da Polícia Militar revistava um táxi em meio aos olhares curiosos de diversas pessoas paradas nas quatro esquinas que cercam o local.

Abriram portas, porta-malas e, até, o capô do Santana branco, placa de Resende, em busca de algo comprometedor. Como nada foi encontrado, liberaram o motorista e os passageiros.

Também curioso, perguntei a alguém o que havia acontecido. "Nada não, moço. Os policiais viram dois rapazes dentro do táxi e acharam que podia ser um assalto."

Voltei para casa pensando em aconselhar meus filhos a jamais pegarem um táxi em Resende.

Publicado no Resende Afora.

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3 Comments:

At 19/4/11 14:27, Blogger Weber said...

Otacílio, é melhor pecar pelo excesso que ser omisso. Eu, na qualidade de passageiro, não iria me sentir constrangido. Se os policiais fizeram isto, é porque havia qualquer tipo de suspeita. Afinal, em Resende, já houve casos de assaltos e mortes contra taxistas. Criminoso não tem cara ou cor. Eu apoio este tipo de intervenção não importando em qual cidade aconteça.

 
At 19/4/11 19:04, Blogger Deivid Faulstich said...

concordo,, se fazem é pq fazem.. se não fazer é pq não fazem

 
At 19/4/11 20:51, Blogger Otacílio Rodrigues said...

Também sou a favor de blitzes, de policiamento ostensivo e de câmeras de segurança em locais públicos.

Mas uma abordagem como a que presenciei ontem só deveria ser feita em caso de forte suspeita de uma ação criminosa.

Primeiro, porque foi realizada no local mais visível da cidade, junto ao Calçadão de Campos Elíseos, em horário de grande movimento.

Segundo, porque foi uma ação isolada, visando dois rapazes que passavam ali, por acaso, dentro de um táxi.

Terceiro, e mais importante, é que não houve qualquer motivo para que o táxi fosse parado e revistado (inclusive os ocupantes) por uma patrulha móvel, na frente de dezenas de cidadãos que, desavisados, não hesitam em apontar culpados onde só há suspeitos.

E suspeitos de quê? De planejarem um assalto ou um sequestro só porque estavam dentro de um táxi? Isso não seria discriminação? Ou será que só pessoas com aparência "respeitável" podem se dar ao luxo de circular de táxi sem o perigo de serem incomodadas pela polícia?

Finalmente, acho que se não houver critérios mínimos para uma abordagem policial - que, na minha opinião, é sempre humilhante, pois implica numa suspeita de crime -, cenas como a de ontem continuarão acontecendo sem necessidade e - pior! - sem pedidos de desculpas.

Não gostaria, de maneira nenhuma, que meus filhos passassem por isso.

 

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