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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tragédia e arte de Roman Polanski


Polanski e Sharon Tate

Da Época

O jornalista britânico Christopher Sandford lança no Brasil a biografia do cineasta polonês e conta como momentos trágicos influenciaram filmes como O Bebê de Rosemary e Chinatown.

Especialista no gênero - também são dele as biografias de Kurt Cobain, Keith Richards, Mick Jagger e David Bowie -, Sandford disse que nenhum de seus personagens reais o tocou mais que Roman Polanski.

- Acho que a infância na Polônia foi o que mais influenciou o cineasta. Embora Roman sempre negue qualquer conexão entre sua infância e sua arte, considero muito difícil alguém passar pelo que ele passou sem levar qualquer traço dessas experiências. Ter sua mãe levada de você com 9 anos, ficar dois anos afastado de seu pai (a mãe foi morta em Auschwitz) e viver quase como um animal selvagem... Quer dizer, isso é muito diferente de crescer vendo desenhos e brincando com um iPad, como muitas crianças fazem hoje.

Na vida adulta - e já um cineasta consagrado -, duas grandes tragédias marcaram a vida de Polanski, que fez 78 anos em agosto. A primeira foi o assassinato brutal de sua mulher grávida, a atriz Sharon Tate, em 1969, pelos seguidores do louco Charles Manson.

A outra tragédia o persegue até hoje e está entre as causas da sua ausência no Festival de Veneza, onde foi lançado o seu último filme, Carnage. O cineasta ainda sofre as consequências de ter feito sexo com uma menina de 13 anos em 1977, nos Estados Unidos.

A acusação de estupro ainda o impede de pisar em solo americano e de circular livremente pela Europa. Em 2009, a caminho de um festival de cinema na Suíça, Polanski foi detido e aguardou sua extradição em prisão domiciliar.

Para ler a entrevista de Christopher Sandford à revista Época, clique aqui.

Para ler um trecho de "Polanski - Uma vida", clique aqui.

Editado e publicado no Resende Afora.

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