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sábado, 26 de novembro de 2011

Lupi foi assessor-fantasma da Câmara por quase seis anos

Da Folha.com

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, teve cargo na Câmara dos Deputados, em Brasília, de 2000 a 2006, período em que atuou como dirigente do PDT.

Assessores e deputados dizem que Lupi não aparecia na Câmara e se dedicava somente a atividades partidárias.

Lupi ocupava um CNE (Cargo de Natureza Especial) e recebia o maior salário pago a um assessor da sigla. Um cargo igual a esse paga hoje em dia R$ 12 mil por mês, o que daria R$ 864 mil no período em que Lupi ocupou a vaga.

As normas da Câmara dizem que ocupantes desses cargos devem exercer funções técnicas de auxílio administrativo e precisam trabalhar nos gabinetes em Brasília.

Até 2007, as regras diziam que esses funcionários deviam ser "encontrados" em Brasília. Uma nova norma baixada nesse ano proibiu expressamente que eles trabalhassem nos Estados. Lupi admite que morou no Rio entre 2000 e 2006.

Ele também não se licenciou do cargo quando decidiu concorrer ao Senado, em 2002. Apesar de a lei complementar 64/90 obrigar o afastamento três meses antes do pleito, a seção de recursos humanos da Câmara disse que Lupi não pediu licença.

Editado e publicado no Resende Afora.

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