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segunda-feira, 20 de março de 2006

A vida animada de Lichtenstein

Do Globo Online

No mundo todo, sobretudo fora dos Estados Unidos, a pop art é imediatamente associada a Andy Warhol e suas Marilyns Monroes e latas de sopa Campbell. Na mesma época, a partir do início dos anos 60, outro americano se aproveitava criativamente dos elementos da cultura de massa e lhes dava status de arte. Mais recluso que o popstar Warhol, Roy Lichtenstein, cuja obra é marcada pelos desenhos e pelas pinturas inspirados em histórias em quadrinhos e em anúncios publicitários, finalmente ganhou sua primeira individual na América do Sul.

“Vida animada — Desenhos de Roy Lichtenstein” chega ao Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio (amanhã, em abertura, às 19h, para convidados, e quarta-feira para o público) depois de ter passado por Curitiba e São Paulo, reunindo 78 desenhos e colagens do acervo da Fundação Roy Lichtenstein em Nova York.

— É paradoxal que Lichtenstein seja um artista estabelecido, e até icônico, mas que seu trabalho não seja tão familiar quanto o de Warhol fora dos EUA, nem tão bem entendido pela crítica — afirma por e-mail a curadora da exposição, Lisa Phillips, diretora do New Museum of Contemporary Art de Nova York.

— Warhol criou um culto em torno de si e se promoveu brilhantemente, algo que continuou e até cresceu após sua morte. Lichtenstein era diferente, quieto, estável, pensativo, penetrante, e isso aparece em sua obra. Acho que em alguma medida Lichtenstein uniu melhor tradição e inovação, mas ambos foram gigantes do movimento, como Picasso e Braque anos antes.

As diferenças estão nos meios que os dois artistas usaram para falar da sociedade americana. Enquanto Warhol se concentrou num mundo focado em celebridades e consumo, Lichtenstein imprimiu traços inovadores em tradicionais paisagens, retratos e bustos. E se Warhol usou o silkscreen como base de sua pintura, Lichtenstein sempre se baseou no desenho. Segundo Lisa, é por isso que a exposição se dedica à sua produção em papel, formando a maior individual de desenhos de Lichtenstein desde a mostra no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) em 1987, dez anos antes de sua morte.

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