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domingo, 7 de junho de 2009

Avião da Iberia desviou da tempestade

Sete minutos depois que o Aibus 330-200 da Air France decolou do Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, um avião da Iberia também partiu para o continente europeu. Era o voo IB6024, que seguia para Madrid. A uma altitude de cruzeiro de 35 mil pés, a aeronave da companhia espanhola manteve uma distância de segurança de dez minutos em relação ao Airbus da Air France.

Ao saber das circunstâncias meteorológicas que encontraria durante o vôo, o piloto da Iberia solicitou mais combustível que lhe permitisse fazer um desvio de 30 milhas a leste do trajeto original, procedimento que a companhia espanhola considera uma medida padrão. A alteração do programa de voo tinha a finalidade de evitar a turbulência e a forte descarga elétrica provocadas por uma grande tempestade já visível nos radares meteorológicos.

E foi assim que, em determinado momento, o avião da Iberia deixou de seguir o Airbus da Air France, em busca de uma rota mais segura. Não se sabe porque o voo 447 também não desviou da tempestade e esta parece ser a chave para entender os motivos da tragédia. Em entrevista à BBC Brasil, o engenheiro Washington Yotto Ochieng, especialista em sistemas de navegação e professor do Imperial College, em Londres, disse o seguinte:

"Aeronaves como este Airbus são dotadas de um radar capaz de detectar tempestades na rota, e a tripulação também conta com a ajuda das informações fornecidas pelos controladores de vôo. Esses equipamentos são muito confiáveis e resistentes, e são projetados tendo em mente condições meteorológicas severas."

Isso significa que os pilotos do Airbus só não seriam informados da tempestade se o radar de bordo estivesse inoperante e, também, se não houvesse comunicação com os controladores de voo. Nesse caso, não haveria como avisá-los do perigo à frente. Mas os controladores do Cindacta 3, em Recife, disseram que a comunicação com o voo 447 era normal e que não houve nenhum pedido de socorro. Só não esclareceram ainda se eles estavam acompanhando a trajetória do Airbus rumo à tempestade e se tomaram alguma providência a respeito.

Enquanto a tragédia com o voo 447 se consumava, o avião da Iberia seguia o seu novo plano de voo (alterado em função da tempestade) na mais perfeita normalidade em direção a Madrid, onde chegou no horário previsto.

Matéria escrita com informações da BBC Brasil.

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