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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

E, além de tudo, é negro...


Trecho da coluna de Luis Fernando Veríssimo, em O Globo

Nenhum dos ataques e contra-ataques entre os candidatos, numa das campanhas eleitorais mais violentas da história americana, tocou no assunto raça, a não ser em alusões veladas, mas só o contraste entre a brancura iogurte do Romney e a cor do Baraca já é uma declaração política.

Contam que o Stevie Wonder, depois de ouvir elogios a ele e a Ray Charles, que teriam vencido na vida apesar de cegos, teria dito: “E o Ray Charles, além de tudo, é negro.”

Tudo que a direita vitriólica americana chamou o Baraca nestes últimos quatro anos — muçulmano dissimulado, maldito socialista etc. — poderia terminar com a frase implícita: e, além de tudo, é negro.

Não preciso dizer que ontem passei o dia torcendo por mais quatro anos para o Barack Obama.

Para ler o texto integral, entre aqui.

Editado e publicado no Resende Afora.

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