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domingo, 6 de abril de 2008

Peugeot Citroën pode ampliar fábrica brasileira


Modelos Peugeot em teste nas ruas de Resende

Publicado em O Globo

É decisão estratégica da PSA Peugeot Citroën estar, em alguns anos, entre as quatro maiores da indústria automobilística do Brasil. Quem garante é Thierry Peugeot, presidente do Conselho de Administração do grupo francês.

Em 2007, as duas marcas venderam 124 mil carros de passeio no país, consolidando a quinta posição, atrás da Ford, com 175 mil, segundo a Anfavea. Como a capacidade produtiva da fábrica de Porto Real se aproxima do limite de 150 mil unidades por ano, para alcançar as top four (Fiat, Volks, GM e Ford), a PSA terá ou de ampliar a atual ou de instalar uma segunda unidade no Brasil.

O representante dos controladores, que passou a semana no eixo Argentina-Brasil, faz suspense. "Se isso passa por uma nova fábrica ou desenvolvimento da atual, a decisão não foi tomada. Mas não vamos ficar na posição que temos hoje", declarou ao jornal O Globo, na última sexta-feira, no Rio, horas antes de voltar à França.

A seguir, alguns trechos da entrevista:

O GLOBO: Foi sua a idéia de instalar no Brasil a fábrica da Peugeot. Hoje, o país se destaca nas vendas do grupo. O que o senhor viu no país?
THIERRY PEUGEOT: Foi visão de longo prazo. Morei aqui de 1991 a 97 e criei a filial comercial quando o presidente Fernando Collor abriu o mercado. A idéia inicial foi criar uma rede de concessionárias e organizar a importação e distribuição dos veículos. Já produzíamos no Mercosul, mas eu rapidamente descobri o potencial do mercado brasileiro e achei que teríamos de abrir uma fábrica aqui.

O GLOBO: Como o senhor vê o Brasil e a Argentina hoje?
THIERRY PEUGEOT: A Argentina teve uma crise forte cinco anos atrás e está se recuperando. Já o Brasil não teve essa crise e está com crescimento ainda mais forte. Hoje, nossas duas fábricas estão aumentando produção e capacidade. Mas queremos realmente crescer no mercado brasileiro. Somos o quinto grupo. Para nos tornarmos um dos quatro maiores, precisamos de uma oferta maior de produtos. Queremos ser uma das grandes montadoras no Brasil e estamos fazendo tudo para chegar lá.

O GLOBO: Para estar entre os quatro, o grupo terá de ampliar a fábrica atual ou instalar uma nova.
THIERRY PEUGEOT: Queremos crescer no Brasil e vamos viabilizar os meios para chegar lá. Se isso passa por uma nova fábrica ou desenvolvimento da atual, a decisão não foi tomada. A decisão estratégica é de que não vamos ficar na posição que temos hoje.

O GLOBO: Há entraves a essa expansão?
THIERRY PEUGEOT: Acho que hoje as condições são bem melhores que há dez ou 15 anos. Temos condições de investir e acompanhar o crescimento da economia e do mercado. A pergunta que podemos ter é a que velocidade o crescimento brasileiro vai continuar. A tendência é clara. A dúvida é a intensidade. O que me impressiona é que o Brasil aparentemente não está afetado pela crise do subprime nos EUA. Na Europa, a preocupação é maior.

Matéria editada pelo RA.

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