RA completa 13 anos no AR

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Faxina mensal

Como podemos deduzir do post abaixo, a sempre eficiente Dona Imprensa acaba de fazer a faxina mensal na casa da Dona Dilma e, como sempre, varreu a sala, limpou os banheiros, deu uma geral na cozinha e até tirou as teias de aranha dos livros na estante.

Só falta agora a "presidenta", também como sempre, colocar o lixo para fora e ficar com a fama de limpinha.

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domingo, 4 de dezembro de 2011

Lupi, enfim, pede pra sair

Do Portal G1

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, apresentou neste domingo (4) o seu pedido de exoneração, informou sua assessoria de imprensa. Em seu lugar, segundo a GloboNews, deve ficar o secretário-executivo da pasta, Paulo Roberto Pinto.

Com a saída, Lupi encerra uma trajetória que teve início em março de 2007, no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por indicação do PDT, permaneceu no cargo no começo do governo Dilma Rousseff, em 2011.

Ele é o sétimo ministro a não completar o primeiro ano do mandato da presidente Dilma. Antes dele, já deixaram o cargo: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Nelson Jobim (Defesa), Pedro Novais (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura) e Orlando Silva (Esportes).

Pitaco do RA: Com isso, Dilma perde mais um round contra a sua faxineira Dona Imprensa, que não tem medo de cara feia e, muito menos, de ministro falastrão. Adiantou brigar, "presidenta"? Adiantou ameaçar, ex-ministro? Como já disse aqui em outro post, a imprensa competente e bem informada sempre vence. Que venha o próximo adversário!

Editado e publicado no Resende Afora.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Porque Dilma ainda não demitiu Lupi - Parte 2

Matéria de Otacílio Rodrigues

Relendo a matéria aí de baixo em busca de erros de links e de ortografia (sim, leitores, eu sempre faço isso), me passou pela cabeça um episódio que faz parte da biografia política não-oficial da presidente Dilma.

Quem ainda se lembra de Lina Vieira, ex-Secretária da Receita Federal, que afirmou, em 2009, ter recebido um pedido da então Ministra da Casa Civil Dilma Rousseff para que ela que agilizasse (ou seja, encerrasse) investigações sobre empresas da família Sarney?

Se você lembra do caso, não deve ter esquecido que Dilma negou enfaticamente, desde o primeiro instante, que tivesse convocado Lina para uma reunião fora da agenda de trabalho, que tivesse feito o pedido e, principalmente, que tivesse havido o tal encontro.

Lina deu detalhes da sua ida ao Planalto, reproduziu os diálogos entre ela e a ministra (já pré-candidata à presidência da República), disse que entrou pela garagem do palácio a tal hora aproximada, que subiu o elevador do palácio a tal hora aproximada, que saiu do elevador e foi vista por fulano e sicrano a tal hora aproximada e que tudo deveria estar gravado nas câmeras de segurança.

Dilma (apoiada por Lula) continuou negando e quando a oposição pediu as gravações das câmeras de segurança, o encarregado do setor disse que elas já haviam sido apagadas. Um dos funcionários que viram a chegada de Lina no palácio aceitou prestar depoimento na Câmara dos Deputados, mas desistiu na última hora, alegando que estava sofrendo ameaças.

Já sabendo que Lina estava de mudança para Natal (depois de perder o cargo na Receita Federal) e que provavelmente teria dificuldade em encontrar a sua agenda do ano anterior (o encontro teria ocorrido em 2008), Lula cobrou da ex-secretária as anotações que comprovariam a data exata em que ela esteve com Dilma.


Lina e Dilma (Fotos Agência Estado e Folha Imagem)

Enquanto a ex-secretária procurava a agenda perdida - que conteria a prova exigida por Lula -, a vida seguia o seu curso no Planalto Central, prenunciando o esquecimento do caso Lina Vieira.

Acontece que, dois meses depois, Lina encontra a sua agenda e revela as informações que Lula e Dilma duvidavam que ela tivesse. A ex-secretária da Receita fez a seguinte anotação no dia 9 de outubro de 2008, logo em seguida à reunião com Dilma:

"Dar retorno à ministra sobre família Sarney."

Lina confirmou que a reunião foi no final da manhã, próximo ao horário do almoço, fora da relação de compromissos oficiais da ministra. Detalhe: nessa data, há de fato registro no Planalto da entrada de Lina. Bingo!

E o que tudo isso tem a ver com o caso Lupi? Além das semelhanças de, digamos, conduta entre Dilma e Lupi, tem também o fato de que o PDT apoiou Dilma contra Lina Vieira, como comprova uma declaração do então senador Osmar Dias, na época pré-candidato do PDT ao governo do Paraná, que disse "acreditar na palavra da ministra, que sempre negou a reunião com a ex-secretária".

Ou seja, dois anos depois, Dilma estaria retribuindo agora o apoio do PDT - partido comandado por Lupi - durante o episódio Lina Vieira, que é, como vimos, muito parecido com o atual caso envolvendo o ainda ministro do Trabalho e o diretor de ONGs Adair Meira.

Para encerrar, reproduzo a declaração oficial da então Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre a acusação da ex-Secretária da Receita Federal, Lina Vieira, em agosto de 2009:

"Eu tenho uma relação absolutamente protocolar com a secretária. Tive esta relação ao longo do processo, tive reuniões com pessoas presentes, nunca foi sobre esse assunto e sinto muito que a secretária da Receita tenha ido a público dizer isso. A segunda questão que eu queria destacar é a seguinte: a gente não, não afirma, a gente prova. Nós não estamos na Idade Média em que se prova a veracidade de uma coisa por ênfase".

Para escrever esta matéria, utilizei as seguintes fontes: Jornal da Globo, Blog do Reinaldo Azevedo, Folha.com (só para assinantes da Folha/UOL) e Veja.

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Porque Dilma ainda não demitiu Lupi

Acabei de ler no Estadão que a "presidenta" foi uma das fundadoras do PDT no Rio Grande do Sul. Permaneceu no mesmo partido de Lupi durante alguns anos (não vou me dar ao trabalho de conferir na sua biografia o tempo exato) e depois ingressou no Partido dos Trabalhadores.

Portanto, sua relação com o PDT é histórica e ela resistirá o quanto for possível para preservar o partido e, consequentemente, o ainda ministro Carlos Lupi. O jornal cita também uma briga interna no PDT entre os que querem a demissão imediata de Lupi e os que defendem a sua permanência no ministério do Trabalho.

Para o Estadão, Dilma está com a ala contrária à saída de Lupi e fará de tudo para não dar o gostinho da vitória aos opositores, que querem ocupar a sua cadeira. Portanto, trata-se de uma briguinha política, do tipo "se fulano pensa que vai me vencer, tá muito enganado, quem manda aqui sou eu, nessa cadeira você não senta, etc, etc".

Não importa se o ainda ministro faz papel ridículo diante das câmeras, ora dizendo, ora desdizendo, ora ameaçando, ora se desculpando. O mais importante para a presidente é manter a fama de durona, que não recebe ordens de ninguém, muito menos da sua faxineira, a tal de Imprensa.

Mas vai chegar o dia em que o cheiro do lixo acumulado vai incomodar tanto os habitantes da Esplanada dos Ministérios, que Dilma não terá outra alternativa a não ser varrê-lo escada abaixo. E o pior é que quando ela, finalmente, fizer isso, muita gente vai dizer que com a presidente ninguém pode.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Contagem regressiva

Deve ser mesmo complicado para uma presidente com fama de durona ser obrigada a aceitar que uma revista lhe imponha decisões que ela não gostaria de tomar. Mas fazer o que diante da cara de pau de um ministro que jura que não e depois admite que sim?

Só esperar. Dar um tempo para parecer que a decisão é dela e que a revista nada tem a ver com isso. Quanto mais puder segurar o ministro com a tradicional desculpa da falta de provas, menos enfraquecida fica a sua autoridade. Será?

A meu ver, não. Mesmo porque a imprensa competente e bem informada sempre vence (José Dirceu, Delúbio, Palocci, Collor, Orlando Silva, etc, etc, etc, sabem disso muito bem). Mas a presidente é assim mesmo. Demora a decidir e quando, enfim, decide, ninguém se surpreende .

Afinal, a decisão já estava implícita, há muito tempo, nas páginas da revista que lhe serve de faxineira.

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

O avião que vai derrubar Lupi


Do Portal G1

A foto acima, divulgada pelo portal Grajaú de Fato, mostra o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em um jato modelo King Air com prefixo PT-ONJ.

Segundo o proprietário do portal, Fúlvio Costa, a foto foi tirada em 2009, quando Lupi desembarcava em Grajaú, no Maranhão, depois de ter passado pela cidade de Imperatriz.

De acordo com reportagem da revista Veja, o jato King Air foi alugado por Adair Meira, responsável por ONGs que receberam, posteriormente, verbas de convênios com a pasta.

Em nota à imprensa divulgada no último fim de semana, o Ministério do Trabalho havia informado que Lupi andou, durante a agenda de viagens no Maranhão, em uma aeronave modelo Sêneca, "de responsabilidade do PDT".

De acordo com a Veja, Adair Meira havia dito que nunca viajou no mesmo avião que Lupi, que não tem relação com o ministro e que suas ONGs foram escolhidas pelos critérios de competência.

Ontem, no Jornal Nacional, Adair voltou atrás e confirmou ter andado no mesmo jato de Lupi em um dos trechos da agenda no Maranhão, até Grajaú. Disse ainda que indicou a empresa que cedeu a aeronave.

Em depoimento na Câmara dos Deputados, na última quinta-feira (10), Lupi negou conhecer Adair. "Nunca andei em jatinho de Adair, não o conheço (...) Não tenho nenhum tipo de relação com ele, apenas ter conhecido em algum evento público, isto é normal", disse.

A Polícia Federal informou ontem que vai investigar denúncia - em inquérito já aberto - de que Lupi teria viajado em um jato pago por ONGs conveniadas com o Ministério do Trabalho.

Previsão do RA: Pelo andar da carruagem - ou melhor, pelo voo do jatinho -, amanhã à noite (no máximo) Carlos Lupi não será mais ministro de sua adorada Dilma.

Editado, titulado e publicado no Resende Afora.

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sábado, 5 de novembro de 2011

Sempre os últimos a saber

Com grande satisfação, Dilma tem a mão beijada por Carlos Lupi (Foto Obritonews)

Texto de Otacílio Rodrigues

Vamos imaginar a seguinte situação: o sujeito comanda uma grande empresa, com vários departamentos e muitos funcionários.

Esse sujeito tem os seus assessores imediatos, homens de confiança que reportam a ele todos os problemas enfrentados no dia-a-dia da empresa.

Nas reuniões das segundas-feiras, o sujeito é informado pelos assessores sobre as irregularidades verificadas ao longo da semana que passou.

Diz um dos assessores: "Olha, Dr. Sujeito, há indícios de que no departamento X está havendo roubo de mercadorias.

- Que indícios? - pergunta o Dr. Sujeito.

- Uma denúncia vinda do próprio departamento, de alguém que está de olho num cargo de chefia.

O Dr. Sujeito balança a cabeça, folheia sem olhar papéis que estão sobre a mesa, e diz: "Vamos investigar. Se for verdade, todos os envolvidos vão pro olho da rua. Se não for verdade, demitimos o dedo-duro."

Nas empresas - pelo menos nas empresas sérias e organizadas - as coisas acontecem assim. É quase impossível alguma falcatrua não ser descoberta, já que todo mundo está sempre de olho em todo mundo.

Se o ladrão é muito esperto, pode ser difícil encontrar provas contra ele. Mas a simples suspeita já é motivo suficiente para demiti-lo.

No governo, que deveria funcionar como uma grande empresa, as coisas não acontecem assim. Falcatruas e maracutaias, grandes e pequenas, acontecem à vista de todos, que fingem não saber de nada.

Quando é que a oposição, unida e combativa, derrubou um ministro por méritos próprios, sem a ajuda da imprensa e a pressão da opinião pública? Sinceramente, não me lembro.

No governo, onde tudo é permitido, o único medo é o de que um jornal ou revista descubra tramóias que só eles conhecem. Assim como a Veja vem fazendo nos últimos meses.

Depois dos ex-ministros da Casa Civil, dos Transportes, da Agricultura, do Turismo e do Esporte, chegou a vez do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, cujos assessores, segundo denúncia da Veja (sempre ela), estão envolvidos com cobrança de propinas de ONGs (sempre elas) para liberar repasses de verbas.

Como sempre, o ministro - que tinha a obrigação de saber de tudo o que se passa em seu ministério - determinou a abertura de investigações para apurar as denúncias.

E agora, como sempre, é só uma questão de tempo. Como sempre, todos se dirão inocentes, vítimas de calúnias e "inverdades" de adversários políticos. Como sempre, resistirão o quanto puderem. E, como sempre, "pedirão demissão" de seus cargos para lutar pela honra e provar que não são culpados.

Mas continuarão em Brasília, onde sempre estiveram, levando a vida que pediram a Deus e que seus eleitores lhes proporcionam.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O número seis


Arte do RA sobre foto da FolhaPress

Com apenas nove meses de governo, a cacique Dilma já foi obrigada - pela faxineira Imprensa - a demitir cinco ministros: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo) e, agora, Orlando Silva (Esportes). Além deles, saiu também Nelson Jobim (Defesa), por incompatibilidade ideológica.

Continuam na Esplanada dos Ministérios, usando o banheiro dos não descobertos: Guido Mantega (Fazenda), Fernando Haddad (Educação), Carlos Lupi (Trabalho), Edison Lobão (Minas e Energia) e Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), entre muitos e muitos outros.

Dito isso, só resta fazer aquela tradicional pergunta que não quer calar: quem será o número sete? Façam as suas apostas.

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A questão da prova

Texto de Otacílio Rodrigues

Convencida pelo pajé Lula a ignorar as evidências contra o ainda ministro Orlando Silva (assim como ele fez um dia com os envolvidos no Mensalão), Dilma foi pega no contrapé com a decisão do STF de investigar o titular da pasta do Esporte.

Nunca na história desse país um ministro foi alvo de investigação do Supremo. Esta é a primeira vez e, por isso, a decisão é histórica.

Aconselhada pelo pajé Lula, a cacique Dilma resistiu bravamente aos ataques da imprensa deflagrados pelas reportagens da Veja. Disse que sem prova não demitiria ninguém.

O Supremo Tribunal Federal analisou o caso e considera o ministro, até prova em contrário, suspeito (senão, não seria investigado).

Assim, o alvo da "faxineira" continua na mira da sua vassoura, que só se movimenta sob pressão. E pressionada pelo Supremo, Dilma pode, enfim, demitir o Orlando. Mesmo "sem prova".

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Contagem regressiva

Texto de Otacílio Rodrigues

Todos sabem que a queda do ministro Orlando Silva é uma questão de tempo, e tudo indica que ele deixará o cargo até o fim da semana que vem.

Isso apesar da presidente Dilma ter dito hoje que "presume a inocência do ministro do Esporte, que tem se manifestado com muita indignação quanto às acusações." 

Outro que também parece presumir a inocência de Orlando Silva é o repórter Heraldo Pereira, da TV Globo. Anteontem, no Jornal da Globo, Heraldo disse que o depoimento do ministro na Câmara dos Deputados (horas antes) foi tão convincente que arrancou aplausos até do PSDB.

Ainda bem que, logo em seguida, entrou o Arnaldo Jabor lavando a alma de quem não se deixa enganar por explicações que não explicam coisa alguma. 

Em seu comentário, Jabor listou uma série de fatos que, no mínimo, lançam graves suspeitas sobre o Ministério do Esporte, entre elas o repasse de verbas a ONGs (sempre elas) fantasmas.

Assim sendo, muitos já especulam nomes para ocupar o lugar de Orlando Silva e, por incrível que pareça, o do ex-jogador e atual deputado federal Romário é um deles. 

Outros garantem que, seja quem for, o novo ministro não será do PCdoB, partido apontado como o grande beneficiário do esquema de desvio de verbas no Esporte.

Digam o que disserem, o fato é que Orlando Silva está com os dias contados, prontinho para entrar na lista dos ministros vitimados pela vassoura da implacável faxineira Dilma.

E aí, ninguém mais vai se lembrar que se não fosse a revista Veja, tudo estaria como sempre esteve nesses últimos cinco anos no Ministério do Esporte (Orlando Silva assumiu o cargo em 2006, no início do segundo governo Lula). 

Será que algum dia a Dilma agradecerá à Veja, ao Estadão e à Folha (entre outros) pela faxina que eles fazem e ela leva a fama?

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sábado, 15 de outubro de 2011

Faxineira da Dilma detona mais um ministro


Texto de Otacílio Rodrigues

Na edição que chegou hoje às bancas, a revista Veja denuncia um esquema de desvio de verbas governamentais operado pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e que funcionava dentro do Ministério do Esporte, em Brasília.

O mais grave nessa história é que o ministro Orlando Silva - titular da pasta - é apontado como mentor e beneficiário do esquema, tendo, inclusive, recebido remessas de dinheiro vivo na garagem do próprio ministério.

Quem denuncia é Célio Soares Pereira, um dos integrantes do grupo que controlava a arrecadação paralela entre diversas ONGs (sempre elas) agraciadas com os convênios do Segundo Tempo, programa criado pelo governo federal para incentivar crianças carentes a praticar atividades esportivas.

Célio, que prestava todo tipo de serviço para o grupo, conta como aconteceu uma entrega de dinheiro a Orlando Silva no final de 2008:

"Eu recolhi o dinheiro com representantes de quatro entidades aqui do Distrito Federal que recebiam verba do Segundo Tempo e entreguei ao ministro, dentro da garagem, numa caixa de papelão. Eram maços de notas de 50 e 100 reais."

O policial militar João Dias Ferreira - outro dos cinco integrantes do grupo presos no ano passado e que revelou agora todo o esquema para a Veja - calcula que foram desviados mais de 40 milhões de reais nos últimos oito anos.

Com isso, o DELEM (Departamento de Limpeza da Esplanada dos Ministérios) - que é formado, além da revista Veja, pelos jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo -, põe na mira da Dilma mais um ministro a ser defenestrado.

Só resta à presidente - como sempre, aliás - apertar o gatilho da demissão, pois todo o trabalho de apuração e denúncia já foi feito pela imprensa, a real faxineira do seu enlameado governo.

Para ler a matéria da Veja, entre aqui.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A faxineira da Dilma chama-se Imprensa

Quatro ministros caíram por denúncias da imprensa. Não fosse a Folha, o Estadão, a Veja e O Globo (entre outros), todos ainda estariam ocupando os seus postos.

O último exemplo - Pedro Novais -, resistiu mais de quatro meses às acusações de irregularidades no ministério do Turismo e não foi demitido pela Dilma. Encurralado pela imprensa, pediu demissão, assim como todos os outros.

No final, depois que os repórteres apuram fatos, conseguem provas documentais das falcatruas e as publicam nos seus jornais e revistas, vem a imprensa chapa branca e atribui à "presidenta faxineira" os méritos pela "limpeza".

O dia em que a Dilma surpreender a todos com uma demissão não anunciada, eu passarei a respeitá-la. Enquanto isso não acontece, continuo respeitando a (boa) imprensa, que é, de fato, a responsável pela faxina na Esplanada dos Ministérios.

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